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Mulher sem mãos e pernas diz que teve benefício negado pelo INSS por não poder assinar papel
Ex-sinaleira afirma que fez três pedidos no INSS em Porto Velho desde dezembro de 2018, mas que todos foram negados. Instituto nega ter rejeitado benefício por falta de assinatura
Publicado Sexta-Feira, 24 de Janeiro de 2020, às 10:15 | Fonte Thais Gomes 0
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Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Cleomar diz que se sente constrangida após tantas negativas do INSS

Uma mulher sem mãos e pernas diz que teve um pedido de benefício negado por não poder assinar os documentos oficiais que autorizam o pagamento do auxílio pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Porto Velho.

Em entrevista ao Jornal de Rondônia 1ª Edição, a ex-sinaleira Cleomar Marques conta que entrou com três pedidos no INSS desde dezembro de 2018 e que todas as solicitações foram negadas. Ela relata ainda que, na primeira delas, isso aconteceu porque ela não poderia assinar os papéis.

"Uma servidora puxou os papéis e perguntou: 'Quem vai assinar? Você assina?'. Eu disse que não podia assinar, mas, sim, a minha filha ou minha mãe. A mulher, então, olhou e disse: 'Então, não vale'. Daí, ela pegou, rasurou o papel e jogou fora", afirma Cleomar.
Já no ano passado, ela entrou com outros dois pedidos de benefícios: auxílio-doença, em 25 de março, e benefício assistencial à pessoa portadora de deficiência, em 14 de maio.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (23), o INSS diz que "nenhum benefício foi negado em razão da falta de assinatura em requerimento".

"Os dois pedidos de benefício [de 2019] foram indeferidos por critérios legais: no caso do auxílio-doença, em razão da falta de carência para solicitar o benefício; no caso do BPC [Benefício de Prestação Continuada], por critério de renda. Não há registro de reclamação do atendimento mencionado em 2018", continua o comunicado.

"Os dois pedidos de benefício analisados em 2019 foram protocolados em meio digital, com registros de assinatura por curador." O instituto diz ainda que "vai instaurar procedimento administrativo para apurar os fatos".

No caso da solicitação por Cleomar do benefício assistencial a pessoa portadora de deficiência, o INSS disse em nota que ele foi "indeferido por apresentar renda per capita familiar a 1/4 do salário mínimo na data da entrada do requerimento".

À Rede Amazônica, o INSS informou que a renda foi apurada com as informações do Cadastro Único (CadÚnico) para programas sociais do governo.

Cleomar diz que precisa do auxílio do INSS porque não pode trabalhar. Segundo ela, a filha fica em casa para ajudá-la na alimentação e banho, por exemplo. Atualmente, mãe e filha dependem de doações para sobreviver.

 





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