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Identificado lugar na Terra onde a vida não pode se desenvolver
Apesar de organismos vivos terem sido descobertos em todos os cantos do planeta – incluindo locais como as fumarolas no fundo dos oceanos e liberam calor,..
Publicado Sexta-Feira, 29 de Novembro de 2019, às 10:44 | Fonte TecMundo 0
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(Fonte: Our Breathing Planet / Reprodução)

Apesar de organismos vivos terem sido descobertos em todos os cantos do planeta – incluindo locais como as fumarolas no fundo dos oceanos e liberam calor, gases e compostos químicos, desertos superáridos, territórios congelados e lagos subterrâneos, por exemplo –, existe um lugar no qual, de acordo com um estudo conduzido por cientistas do Centro Nacional Francês de Pesquisas Científicas, a vida é incapaz de florescer.

Beleza estéril
O ambiente incrivelmente inóspito onde seres vivos não conseguem se desenvolver – nem mesmo microrganismos extremófilos – se encontra em Dallol, na Etiópia, uma cratera de um vulcão que abriga uma grande quantidade de fontes geotermais que vertem águas superquentes, ácidas, salgadas e, claro, muito tóxicas situada na depressão de Danakil. A liberação de gases nocivos também é grande e, para você ter ideia, em algumas das poças, o pH chega a ser negativo!
Por conta desses e outros fatores, Dallol costuma atrair cientistas das mais variadas áreas, além de uma grande quantidade de visitantes – que se aventuram a transitar pela perigosa depressão para conferir sua paisagem surreal e cores incríveis.

Pois, em 2016, uma equipe de pesquisadores realizou levantamentos por lá e identificou a presença de microrganismos com não mais do que alguns nanômetros de tamanho. Mas, segundo o novo estudo, feito pelo pessoal do Centro Nacional Francês, parece que o time anterior de estudiosos se precipitou ao afirmar que as poças e lagoas de Dallol abrigam qualquer forma de vida.

Desprovido de vida
Os cientistas do Centro coletaram e analisaram muito mais amostras que as outras equipes, além de aplicarem metodologias mais rigorosas – e concluíram que não há organismos vivos nas fontes geotermais de Dallol. Entre os testes realizados, os pesquisadores conduziram o sequenciamento de marcadores genéticos, prepararam culturas, fizeram análises químicas e utilizaram técnicas como a citometria, microscopia eletrônica e a espectroscopia de raios X, mas não encontraram nada vivo.

Aliás, os pesquisadores acreditam que os “falsos positivos” anteriores provavelmente sejam resultado da contaminação do material obtido para análise, uma vez que, nos arredores das termas existe uma grande diversidade de microrganismos, que se dispersam por toda a área pelo vento e pela movimentação de turistas no local. Outra possibilidade é que partículas de minerais ricos em sílica tenham sido confundidas com células fossilizadas ao serem observadas ao microscópio.

E quais são as implicações da descoberta? Entre os especialistas que estudam lugares como Dallol estão os astrobiólogos – profissionais interessados em encontrar organismos em outros planetas. Aqui na Terra, onde é indispensável a presença de água para que a vida possa florescer, seres encontrados em ambientes extremos como o da depressão dão esperança aos cientistas de um dia descobri-los em lugares semelhantes pelo cosmos. Assim, a constatação de que as lagoas e poças etíopes são completamente estéreis sugerem que formações como essas em outros mundos também não podem conter vida – pelo menos como conhecemos –, limitando as opções de busca.





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