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Dois prédios correm risco e três são interditados em local de desabamento
Dois prédios ainda estão em situação de risco e três estão interditados na comunidade de Muzema, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde dois edifícios desmoronaram nesta sexta-feira, 12.
Publicado Sábado, 13 de Abril de 2019, às 12:21 | Fonte Veja.com 0
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© Sergio Moraes Vista aérea do local onde dois prédios desmoronaram na comunidade da Muzema, zona oeste do Rio de Janeiro – 12/04/2019

 

Dois prédios ainda estão em situação de risco e três estão interditados na comunidade de Muzema, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde dois edifícios desmoronaram nesta sexta-feira, 12. A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Infraestrutura e Habitação, Sebastião Bruno. Pelo menos três imóveis serão demolidos e outros passarão por vistoria e podem ter o mesmo destino. Até o início da noite, havia ao menos três mortos e dez feridos. Os bombeiros trabalham com a possibilidade de 13 pessoas desaparecidas.

Em novembro de 2018, os dois edifícios de quatro andares que desabaram já tinham sido interditados pela Secretaria de Urbanismo e, em fevereiro, pela Defesa Civil. A região é uma área de proteção ambiental e os prédios construídos no local não respeitam a legislação em vigor.

Entre os sobreviventes, um cão foi resgatado pelo Corpo de bombeiros. O clima entre os moradores da área é de comoção e bastante solidariedade. Vinte e uma famílias foram atendidas, sendo quatro desabrigadas e sete desalojadas. A prefeitura anunciou que a maior dificuldade é quanto ao acesso ao local que, por conta da forte chuva que caiu na cidade nesta semana, destruiu parte das ruas da região.

No caso dos feridos, uma mulher de 35 anos em estado grave e está internada no CTI do Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Entre os outros dez feridos no acidente, dois já tiveram alta e os demais permanecem estáveis.

A tragédia é consequência da forte chuva ocorrido na cidade do Rio de Janeiro na última terça-feira, 9. O temporal mais forte dos últimos 22 anos levou o prefeito Marcelo Crivella a decretar estado de calamidade pública. É permitido durante este período de 180 dias a execução de medidas sem autorização do Legislativo, incluindo a realocação de verbas e cortes de serviços para priorização em outras áreas. Também fica autorizado o descumprimento de alguns artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A chuva levou à morte de dez pessoas.

 





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