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Adiamento de obra de hidrelétrica gera maior chororô em Machadinho e Vale do Jamari
Causa e efeito A tal “guerra de narrativas” só satisfaz aos brigões, porque gera bolhas impermeáveis ao diálogo, sem o qual é..
Publicado Terça-Feira, 11 de Maio de 2021, às 14:40 | Fonte Diário da Amazônia 0

 
 

Causa e efeito

A tal “guerra de narrativas” só satisfaz aos brigões, porque gera bolhas impermeáveis ao diálogo, sem o qual é impossível encontrar qualquer solução negociada. No meio ambiente, bolha alguma pode destravar o acordo entre Mercosul e Europa, que depois de duas décadas de negociações parecia resolvido mas esbarrou nas “narrativas” sobre desmatamento e queimadas.

 

Não se trata de opiniões contra ou a favor, mas de observar a realidade e concluir que sem acordos não é possível chegar a soluções urgentes. Estudo publicado na revista Biogeosciences por cientistas do Inpe, Universidade de São Paulo, Universidade Técnica de Munique e Universidade Estadual de Campinas projeta que um aumento de 50% nos níveis de gás carbônico (CO2) na atmosfera pode ter um efeito na redução das chuvas na Amazônia similar ao da substituição de 100% da mata por pastagens. Comparações são úteis na definição de prioridades.

 

Avaliações de causa e efeito também ajudam. No caso da saúde, nota técnica da Fiocruz e WWF-Brasil apontaram que as queimadas aumentam os problemas respiratórios e elevam os gastos do sistema de saúde: entre 2010 e 2020, Rondônia, Pará, Mato Grosso, Amazonas e Acre tiveram internações relacionadas que custaram quase 1 bilhão aos cofres públicos.

 

Comparações e avaliações, embasadas na ciência, ajudam a decidir. “Guerra de narrativas” são apenas jogos de salão.

 

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Ecos da ponte

Na inauguração da ponte do Abunã pelo presidente Jair Bolsonaro, sexta-feira, eram quatro prováveis candidatos ao governo de Rondônia presentes: o próprio governador Marcos Rocha, o mais prestigiado pelo mandatário, o senador Marcos Rogério (DEM), o prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB) e o ex-governador Ivo Cassol (PP). O discurso populista de direita, ônibus  e boca livre a vontade e uma claque preparada para o evento, não esconde que Bolsonaro já está trabalhando pela reeleição.

 

  O chororô

Muito chororô em Machadinho do Oeste e em todo o Vale do Jamari com o adiamento das obras da Usina Hidrelétrica de Tabajara. Recentemente até um escritório foi montado por uma empreiteira para a contratação de trabalhadores gerando até uma migração de barrageiros para lá. Com a falta de recursos ocasionado pela pandemia do coronavirus, mais o contingenciamento de recursos da União, a obra que seria iniciada neste ano, sabe-se lá quando vai ocorrer.

 

O patriotismo

Os políticos acreanos foram todos parlamentados com a bandeira do seu estado na inauguração da ponte do Abunã e em seu discurso o governador Gladson Cameli disse em tom de brincadeira, que a ponte era do Acre, porque era o seu estado o mais beneficiado com a obra. Dos representantes rondonienses, o mais “patriota” com nosso estado foi o deputado federal coronel Crisóstomo, se enrolando com a bandeira de Rondônia como marketing para externar sua devoção por Rondônia.

 

As curiosidades

Nestes ecos da inauguração da Ponte do Abunã, algumas curiosidades: o veterano piloto Nelson Piquet, aquele que destilava ódio contra Airton Sena, foi escalado pelo presidente Bolsonaro para xingar a Rede Globo de Televisão, cuja afiliada cobria o evento e ocultou em seu noticiário o insulto propagado pelos robôs bolsonaristas: globolixo. Também merece citação a economia citada pelo presidente por rondonienses e acreanos com gastos nas balsas, algo em torno de R$ 100 mil ao dia. 

 

Cinturão verde

A região do cinturão verde, conhecida como setor chacareiro em Porto Velho está com as suas propriedades fatiadas em terrenos que foram comercializados, naquela zona de expansão urbana. Muito habitada no prolongamento das avenidas Amazonas, Raimundo Cantuária e outras importantes vias de acesso da Zona Leste, a região carece de infraestrutura.  Abastecimento de água só pelos poços caseiros,  necas de esgoto e no inverno amazônico as ruas sem asfalto e cascalhamento ficam intransitáveis. Mas a regularização fundiária já está chegando naquelas bandas.



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