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Olhar tecnológico + O serpentário + Desastre natural + As paliçadas
Os criminosos parecem não ter medo. A cada dia, mais corruptos, golpistas, traficantes e criminosos do colarinho branco ao pé rapado lotam cadeias...
Publicado Quarta-Feira, 3 de Março de 2021, às 15:05 | Fonte Gente de opinião 0

 
 

Foto: Divulgação/Internet

Olhar tecnológico

Os criminosos parecem não ter medo. A cada dia, mais corruptos, golpistas, traficantes e criminosos do colarinho branco ao pé rapado lotam cadeias. Se tivessem medo, deixariam de lado as atividades ilegais sabendo que toda hora surgem novas descobertas, invenções e pesquisas que permitem esquadrinhar detalhes de áreas urbanas, agropecuárias e florestais.

Além dos satélites, grandes espiões espaciais, “X noves” menores, os drones, já vigiam espaços amplos. No soft, as tecnologias das moedas digitais capturam até a “alma” dos correntistas, obtendo dados que leis obsoletas não conseguem mais proteger. No hard, os drones assestam olhares distantes sobre movimentos e situações localizadas, dia e noite.

Há pouco, cientistas da USP e da Universidade da Pensilvânia (EUA) anunciaram a fabricação de um drone com capacidade para desviar obstáculos e calcular a quantidade de árvores de uma floresta de 400 mil m². Operado por um sistema computacional, o dispositivo faz em meia hora o trabalho de doze dias e meio de uma equipe de engenheiros florestais que pudessem trabalhar 24 horas por dia.

Criminosos deveriam tremer diante de inovações como essa, mas continuarão pagando pra ver se a sociedade terá recursos para pagar o uso maciço dessas descobertas, de modo a fazer delas armas resolutivas contra diversos tipos de crimes.

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Um ninho

A prefeitura de Porto Velho e suas secretarias se transformaram num verdadeiro ninho de candidatos a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados no ano que vem. Tem desde possíveis postulantes à Câmara dos Deputados, como o secretário da Agricultura Luís Claudio, até uma penca para o legislativo estadual, a começar por Ronaldo Flores (Solidariedade). Tanta concorrência começa a despertar desconforto a muitos vereadores que também vão entrar neste páreo de 2022.

O serpentário

Não passa do meio do ano, quando os políticos começam a organizar as nominatas para Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados para a eleição do ano que vem, para começar os conflitos entre vereadores e secretários. Os secretários candidatos vão levar pau e em alguns casos, dependendo da sua capilaridade eleitoral, terão suas cabeças solicitadas ao prefeito Hildon Chaves. Conciliar este serpentário todo não vai ser fácil.

Desastre natural

Lá se vão sete anos do desastre natural de 2014 em Porto Velho, quando o Rio Madeira avançou pelas ruas, invadiu casas, estabelecimentos comerciais e causou grande destruição nos distritos do baixo Madeira, como São Carlos, Calama e Nazaré. Das promessas do governo federal, pouca coisa foi cumprida. Das barragens de contenção na orla do Rio Madeira, a reconstrução de São Carlos e Calama, nadica de nada. Apenas o setor habitacional, com o programa Minha Casa, Minha Vida, rendeu alguma coisa – e ainda com alguns conjuntos que foram abandonados.

As paliçadas

Não sou daqueles que vivem paparicando governadores, prefeitos, presidentes da Assembleia Legislativa, mesmo porque para tanto já tem gente demais em Porto Velho. Mas reforçar as paliçadas dos colégios com muros altos e instalação de concertinas, como está ocorrendo nos estabelecimentos de ensino da capital realmente é uma medida elogiável. Vai dificultar o acesso dos ladrões de merenda escolar e de equipamentos, mas principalmente inibir os traficantes aliciando as crianças e adolescentes para a venda de papelotes de drogas pelas ruas da cidade. Reforçar as paliçadas é preciso!

Censo 2021

Geralmente os números de Porto Velho surpreendem, mas o IBGE que está iniciando o Censo 2021 vai constatar que milhares de pessoas estão se transferindo – ou já se mudaram neste ano - da cidade em busca de oportunidades na região sul do País onde os postos de trabalho vicejam na construção civil e nos frigoríficos exportadores de frango, ou ainda se transferindo para outros estados onde estão surgindo fronteiras agrícolas. Vamos ver se os migrantes que estão aportando compensam a defasagem demográfica que está ocorrendo.




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