Rondônia, - 07:37

 

Você está no caderno - Tecnologia e Vida Digital
Tecnologia
Covid-19 pode aumentar risco de perda de memória; saiba como
Ações indiretas desencadeadas pela infecção nas células epiteliais e no sistema cardiovascular podem causar alterações neurológicas mais duradouras, segundo descoberta de cientistas americanos
Publicado Segunda-Feira, 10 de Agosto de 2020, às 09:45 | Fonte Olhar Digital 0

 
 

A pandemia de coronavírus continua se espalhando pelo mundo e seus efeitos no corpo ainda não são totalmente conhecidos, principalmente no cérebro dos pacientes. Sabe-se que aqueles que possuem a Covid-19 possuem sintomas neurológicos, como a perda do olfato. Outros, podem desevonver a síndrome de fadiga crônica e de Guillain-Barre.

Agora, evidências descobertas por cientistas da Universidade de Michigan, nos EUA, mostram que ações indiretas desencadeadas pela infecção nas células epiteliais e no sistema cardiovascular podem causar alterações neurológicas mais duradouras. Uma dessas consequências pode ser a perda da memória.

Muitos dos sintomas das doenças não são causados pelo vírus responsável, mas sim pelo sistema imunológico. Embora elas possam atrapalhar a vida do paciente, também podem ser benéficas. Como? No caso da Covid-19, a inflamação ativa as células imunológicas especializadas do cérebro, expelindo grandes quantidades de sinais inflamatórios e modificando a forma como os neurônios se comunicam.

Conexões neurais afetadas
Para a célula micróglia, isso significa mudar de forma, tornando-se em células móveis que envolvem patógenos em potencial ou restos celulares em seu caminho. Porém, ao fazer isso, elas também destroem as conexões neurais que são importantes para o armazenamento da memória. E como a Covid-19 envolve uma liberação maciça de sinais inflamatórios, o impacto na memória pode causar efeitos a curto prazo, como delírios, além de mudanças duradouras.

Apesar de tanto o cérebro quanto o sistema imunológico terem evoluído para neutralizar o perigo e maximizar a sobrevivência, as ações disruptivas e destrutivas das células neuroimunes e a sinalização inflamatória podem prejudicar permanentemente a memória. Isso pode ocorrer por meio de danos permanentes às conexões neuronais ou aos próprios neurônios e também por meio de mudanças mais sutis no funcionamento dos neurônios.

A potencial conexão entre a Covid-19 e os efeitos duradouros na memória é baseada em observações de outras doenças, como a sepse, uma disfunção de múltiplos órgãos desencadeada por uma inflamação. Em modelos animais, mesmo as inflamações leves são reconhecidas como fatores de risco para o declínio cognitivo durante o envelhecimento.

Quanto a real ligação entre a Covid-19 e a perda de memória em longo prazo ainda serão necessários anos de estudos. Isso porque é uma doença nova, e a qual ainda não se sabe todos os efeitos no corpo humano. Um bom sinal é que, muitos dos tratamentos experimentados para o combate ao coronavírus suprimem a ativação imunológica excessiva e o estado inflamatório, o que deve diminuir o dano à memória dos pacientes.




Veja também em Tecnologia e Vida Digital


Cidade Empreendedora caminha para 100% de adesão dos municípios de Rondônia
Programa baseado em dez eixos que promove desenvolvimento local foi apresentado a todos os prefeitos rondonienses...


Sebrae realiza mais um ciclo do Capital Empreendedor
Evento gratuito trará expectativa de investidores para 2021 e apresentará caso de participante que recebeu mais de R$ 1 milhão em investimento...


Oi diz que investiu R$ 121 milhões em Rondônia no ano de 2020
A companhia oferece a Oi Fibra nas cidades de Ji Paraná, Porto Velho e Vilhena e conta com 65 mil clientes, além de mais de 205 mil casas aptas para receber o serviço....


Inventário de Dados Pessoais da Setic protege informações em cumprimento a Lei Geral de Proteção de Dados
A Setic conclui o treinamento para a realização do Inventário de Dados Pessoais que constam em processos diversos que estão em andamento... ...

 



 
 
 
 
EMRONDONIA.COM Publicidade:::

Tereré News