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POLÍTICA
Secretário da Defesa dos EUA rompe com Trump no apoio ao envio de tropas para conter distúrbios, generais criticam Presidente
“Não apoio a invocação da Lei da Insurreição”, disse Mark Esper, acrescentando que essa opção
Publicado Quinta-Feira, 4 de Junho de 2020, às 08:36 | Fonte Expresso 0

 
 

SVEN HOPPE/PICTURE ALLIANCE/GETTY IMAGES

Mark Esper, Secretário norte-americano da Defesa

O Secretário norte-americano da Defesa, Mark Esper, rompeu esta quarta-feira com o Presidente dos EUA, Donald Trump, no apoio ao envio das forças armadas para as cidades e os estados que se recusarem “a tomar as medidas necessárias para defender a vida e a propriedade dos residentes”. A ameaça tinha sido feita por Trump na segunda-feira, quando dezenas de cidades enfrentavam tumultos e saques durante as manifestações contra a morte do afro-americano George Floyd, sob custódia policial, em Minneapolis. Os protestos diários, maioritariamente pacíficos, já se estenderam entretanto a pelo menos 380 cidades.

No mesmo dia, Esper declarou que “quanto mais cedo se dominar o espaço de batalha, mais rapidamente isto se dissipa e podemos voltar ao normal certo”. Mas, dois dias depois, acabou por emendar a mão e afirmou taxativamente: “Não apoio a invocação da Lei da Insurreição”. Esta opção “só deve ser usada em último recurso e apenas nas situações mais urgentes. Neste momento, não estamos nessa situação”, precisou o Secretário da Defesa.

Em reação, a porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany, disse que “até ao momento o Secretário Esper é ainda o Secretário Esper”, uma declaração que indicia que o responsável poderá estar a prazo no cargo.

“TRÊS ANOS SEM UMA LIDERANÇA MADURA”
Ainda na quarta-feira, o seu antecessor, o general James Mattis, quebrou o silêncio que mantinha desde que renunciou às suas funções em dezembro de 2018, citando divergências com o Presidente, e disparou: “Donald Trump é o primeiro Presidente no meu tempo de vida que não tenta unir o povo americano – nem mesmo finge que tenta. Em vez disso, ele tenta dividir-nos.” “Estamos a testemunhar as consequências de três anos deste esforço deliberado. Estamos a testemunhar as consequências de três anos sem uma liderança madura”, reforçou o general aposentado do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA.

A reação inicial de Trump foi desacreditar Mattis, que, como recorda a CNN, desempenhou funções de combate em duas guerras no Iraque e no Afeganistão. “Provavelmente a única coisa que Barack Obama e eu temos em comum é que ambos tivemos a honra de despedir Jim Mattis, o general mais sobrevalorizado do mundo. Eu pedi a sua carta de resignação e senti-me ótimo com isso. A sua alcunha era ‘Caos’, que eu não gostava, e mudei para ‘Cão Raivoso’. A sua principal força não era militar, mas antes de relações públicas pessoais. Eu dei-lhe uma nova vida, coisas para fazer, mas ele raramente foi bem-sucedido. Eu não gostava do seu estilo de ‘liderança’ ou muito mais nele, e muitos outros concordam. Estou feliz que ele se tenha ido embora!”, escreveu Trump no Twitter.

Mattis foi ainda mais longe, recordando as instruções enviadas às tropas americanas antes dos desembarques na Normandia em 1944. “O slogan nazi para nos destruir era ‘dividir e conquistar’. A nossa resposta foi ‘a união faz a força’. Temos de convocar essa unidade para superarmos esta crise”, exortou.

Também o general aposentado John Allen, ex-comandante das forças americanas no Afeganistão, atacou a ameaça de Trump de fazer aplicar a Lei da Insurreição, que data de 1807 e autoriza o envio de forças militares para estados que não consigam reprimir uma insurreição ou estejam a desafiar leis federais. “Não bastava que manifestantes pacíficos tivessem sido privados dos seus direitos da primeira emenda. Esta oportunidade de foto procurou legitimar esse abuso com uma camada de religião”, escreveu num artigo publicado na revista “Foreign Policy”.

Allen referia-se à ordem dada na segunda-feira às forças de segurança para desimpedirem o Lafayette Park, em Washington DC, para Trump poder posar para a imprensa, com uma Bíblia na mão, à frente da Igreja Episcopal de São João. 




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