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PALESTINA
Lutar pela ''libertação da Palestina'' é um ''dever islâmico'', diz ''ayatollah'' Khamenei
Khamenei referiu-se várias vezes a Israel como um ''cancro'' a ser ''extirpado'' e criticou também os EUA e o Ocidente por equiparem o Estado hebreu com
Publicado Sexta-Feira, 22 de Maio de 2020, às 09:58 | Fonte Observador 0

 
 

LEADER OFFICE HANDOUT/EPA

O líder supremo iraniano, o “ayatollah” Ali Khamenei, declarou esta sexta-feira que lutar pela “libertação da Palestina” é um “dever islâmico”, num contexto de escalada verbal com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu. 

“O objetivo desta luta é a libertação de todas as terras palestinianas” e “o regresso de todos os palestinianos ao seu país”, adiantou Ali Khamenei, num discurso a propósito do tradicional “Dia de Al-Quds (Jerusalém em árabe)”.

Criado depois da Revolução Islâmica em 1979, o “Dia de Al-Quds” é assinalado todos os anos na última sexta-feira do mês de jejum do Ramadão, em solidariedade com os palestinianos.

A luta pela causa palestiniana é “o principal problema do mundo muçulmano”, afirmou Ali Khamenei, num discurso transmitido em direto na televisão estatal.

Um dia percebemos que o único problema do combatente palestiniano (…) era a falta de armas (…) planeámos” resolver o problema, adiantou o ‘ayatollah’, parecendo indicar, segundo a agência France Presse, que Teerão se envolveu diretamente no conflito israelo-palestiniano. “Hoje, (o enclave palestiniano) Gaza pode resistir à agressão militar do inimigo sionista e ganhar”, afirmou.

Khamenei, que se referiu várias vezes a Israel como um “cancro” a ser “extirpado”, criticou também os EUA e o Ocidente por equiparem o Estado hebreu com “vários tipos de instrumentos de poder, militares e não militares, mesmo com armas atómicas”.

O “ayatollah” acusou ainda países árabes de terem atuado como “marionetas norte-americanas” e ajudado a normalizar as relações com Israel. 

As declarações do líder supremo do Irão acontecem dois dias depois de Khamenei ter dito na rede social Twitter que o seu país ia “apoiar e dar assistência a qualquer nação ou grupo que se oponha e combata o regime sionista”.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, respondeu a Khamenei que ele “deveria saber que qualquer regime que ameaça Israel de extermínio enfrentará o mesmo risco”.

O Irão anulou este ano as tradicionais manifestações do “Dia de Al-Quds” devido à pandemia do novo coronavírus. O país é o mais afetado no Médio Oriente. 







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