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Filhos de jornalista Jamal Kashoggi anunciam que “perdoam” assassinos
De acordo com as autoridades judiciais da Turquia, o jornalista de 59 anos foi estrangulado, tendo os assassinos esquartejado o cadáver
Publicado Sexta-Feira, 22 de Maio de 2020, às 08:45 | Fonte Expresso 0

 
 

OZAN KOSE/GETTY IMAGES

Os filhos de Jamal Khashoggi, jornalista saudita assassinado em 2018 no consulado da Arábia Saudita em Istambul, anunciaram esta sexta-feira que perdoam os assassinos do pai.

"Nós, os filhos do mártir Jamal Khashoggi, anunciamos que perdoamos aqueles que mataram o nosso pai", escreveu na rede social Twitter Salah Khashoggi, filho do antigo jornalista do Washington Post, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Jamal Khashoggi, colaborador do jornal Washington Post e crítico do regime saudita, foi assassinado em outubro de 2018 no consulado de Riade em Istambul.

De acordo com as autoridades judiciais da Turquia, o jornalista de 59 anos foi estrangulado, tendo os assassinos esquartejado o cadáver.

Os restos mortais de Khashoggi não foram encontrados até ao momento.

Após vários meses de pressão política e diplomática, as autoridades de Riade admitiram o envolvimento de elementos dos serviços secretos no crime, mas que atuaram sem que tivessem sido ordenados pela cúpula de poder.

No ano passado, a Arábia Saudita condenou à morte cinco pessoas alegadamente ligadas ao caso, num processo criticado pela sua opacidade.

Salah Khashoggi disse no entanto ter "plena confiança" no sistema judicial saudita, criticando os opositores que, segundo ele, procuravam explorar o caso.

Em abril de 2019, o "Washington Post" escreveu que os filhos do jornalista assassinado, incluindo Salah, teriam recebido casas no valor de vários milhões de dólares das autoridades sauditas, que lhes pagariam igualmente milhares de dólares por mês. A família desmentiu as acusações.

Há cerca de dois meses, em 25 de março, a justiça turca acusou vinte pessoas, incluindo um ex-conselheiro do príncipe herdeiro saudita Mohammed ben Salmane e o general Ahmed al-Assiri, apontados como os mandantes do assassinato.

Os acusados incorrem numa pena de prisão perpétua, de acordo com a Justiça turca.







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