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CORONAVIRUS
Covid-19: profissionais da saúde citam risco de contaminação no Pronto-Atendimento Infantil
Eles dizem que não há isolamento, também reclamam que compram os próprios EPIs, que exames não estão sendo feitos e faltam medicamentos
Publicado Sexta-Feira, 8 de Maio de 2020, às 14:40 | Fonte G1 AP 0

 
 

Caio Coutinho/G1

Manifestantes protestaram com cartazes em frente ao PAI

Cerca de 20 profissionais de saúde do Pronto-Atendimento Infantil (PAI), em Macapá, protestaram em frente à unidade nesta sexta-feira (8). Eles dizem que há risco de contaminação do novo coronavírus por falta de isolamento dos pacientes. Segundo o grupo, há 5 crianças com a Covid-19 internadas e que 14 profissionais foram afastados.

O protesto também denunciou falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), exames e remédios. Os manifestantes disseram que os 14 profissionais foram afastados por terem sido infectados, e que as crianças com Covid-19 estão sendo atendidas nos corredores. Eles não ficam separados dos outros pacientes.

Uma delas está entubada e nenhuma tem previsão de transferência para algum dos centros especializados abertos para atender pacientes com essa doença.

Eles também reivindicaram uma gratificação, destinada aos profissionais da saúde que estão combatendo a Covid-19 nos centros exclusivos para o tratamento da doença. Segundo a técnica em enfermagem do PAI e diretora do Sindicato de Enfermagem e Trabalhadores da Saúde do Amapá (Sindisaúde), Marlene Furtado, a única coisa que separa os infectados dos outros são biombos - cortinas de tecido em estruturas de ferro - que não isolam os pacientes.

“Tem cinco crianças confirmadas com a doença e uma entubada, sendo que aqui não é lugar de se entubar criança. Nós não temos nenhum tipo de exame há 6 meses, nem no PAI e nem no HCA [Hospital da Criança e do Adolescente]. Hoje não tem máscara na farmácia, estamos sendo contaminados”, reclamou.

A diretora do sindicato ainda falou que todas as crianças infectadas estão acompanhadas dos pais ou outros familiares, o que pode dobrar os números de infectados. A enfermeira Annie Martel, de 41 anos, ressaltou que as crianças com Covid-19 não deveriam ser atendidas no PAI, pois a unidade não é referência para a doença e não é preparada para o tratamento desses pacientes.

“Esse fluxo não deveria ser aqui, ou, se for aqui, que o atendimento de outras patologias seja em outro local, pois está misturado. Nós temos duas enfermarias que deveriam funcionar como isolamento e que ficam no meio do corredor, então para ter acesso às outras enfermarias todos passam pelo mesmo local, então não existe isolamento”, descreveu. A enfermeira acrescentou que a deficiência de EPIs é suprida com doações de voluntários e aquisições feitas pelos próprios funcionários. O financiamento particular na unidade pública também é para os exames.

“As máscaras nós compramos, álcool em gel nós recebemos de doações e compramos, exames laboratoriais são os próprios pais que arcam e pagam em outros laboratórios”, completou. A dona de casa Dalila Silva, de 27 anos, contou que gastou mais de R$ 200 com exames para a filha de três meses, diagnosticada com princípio de pneumonia, mas que ainda aguarda o resultado do teste para Covid-19. A menina já recebeu alta.

“Eu fiquei em pânico, desesperada, chorei mesmo. Tem mães que não têm condições de comprar o exame. Minha filha estava com uma criança do lado que tem o novo coronavírus. A mãe dessa criança chegou a passar mal e quem veio para ficar no lugar foi a avó”, acrescentou. A Nicole Pires, de 2 anos, recebeu alta pela manhã, após quase uma semana internada. Ela foi diagnosticada com Covid-19. Ela estava acompanhada da avó, Zilda Pires, dona de casa de 40 anos, que também foi infectada. Na saída, os profissionais fizeram uma homenagem a elas.

“Faltam algumas coisas. O isolamento não é apropriado, mas os médicos, técnicos e enfermeiros foram excelentes. Agradeço a Deus por minha neta ter recebido alta. Infelizmente a mãe dela pegou, eu também peguei e meu filho também está se tratando da doença. Pegou quase todo mundo de casa”, afirmou Zilda.

O G1 aguarda um posicionamento da Secretaria de Estado de Saúde sobre as denúncias. 







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