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Hiram Reis e Silva
Demarcadores, Heróis Olvidados – Parte VII
Dando sequência à apresentação deste valoroso trabalho de demarcação de nossas fronteiras vamos reportar o discurso do Engenheiro Virgílio Correia Filho, representando o Conselho Nacional de Geografia na homenagem realizada no Palácio Itamarati, em memória do Comandante Braz Dias de Aguiar:
Publicado Quarta-Feira, 18 de Março de 2020, às 09:08 | Fonte Gente de Opinião 0

 
 

Braz Dias de Aguiar

Dando sequência à apresentação deste valoroso trabalho de demarcação de nossas fronteiras vamos reportar o discurso do Engenheiro Virgílio Correia Filho, representando o Conselho Nacional de Geografia na homenagem realizada no Palácio Itamarati, em memória do Comandante Braz Dias de Aguiar:

 

Boletim Geográfico, N° 69

Rio de Janeiro, RJ ‒ Dezembro de 1948

 

Conselho Nacional De Geografia

 

Informações – Notícias

Bibliografia – Legislação

 

Brás Dias de Aguiar, Mestre de Demarcadores!

 

A “Casa de Rio Branco”, impregnada de tradições atinentes à configuração jurídica do Território Nacio­nal, não poderia esquecer a contribuição incomparável que lhe prestou singular individualidade, cuja memó­ria se exalta nesta cerimônia, para a qual cooperam associações culturais dedicadas ao estudo da História e Geografia do Brasil.

O Conselho Nacional de Geografia, que se acostumou a proclamar os méritos do Comandante Braz Dias de Aguiar, não silenciaria em tal emergência.

Pouco importa que a escolha não apontasse intérprete mais autorizado para lhe evocar a preceito o perfil de “Mestre de Demarcadores”. Nem o desacerto da designação, por ventura destoante da harmonia do conjunto, arrefecerá o calor da consagração, que ao insigne sertanista devota a entidade coordenadora das atividades geográficas praticadas no Território Nacional.

Nenhuma das suas glebas desperta, em verdade, maior ímpeto patriótico do que a faixa que perlonga a linha limítrofe, onde termina a jurisdição patrícia. Aí como que se intensifica o sentimento patriótico, diante das soberanias vizinhas. E qualquer esforço aplicado em melhor conhecê-lo, obtém a mais vibrante ressonância, especialmente quando adstrito a processos aperfeiçoados, que possam proporcionar valiosas contribuições científicas.

Não maravilha que o perfil dos demarcadores alcance o realce dos heróis, cujas lutas dispensam os sacrifícios humanos, salvo de suas próprias pessoas.

A bravura então consiste em resistir aos elementos aniquiladores, à sombra das florestas, ou nos ermos dos morros açoitados pela ventania, ou nos Rios encachoeirados onde não faltam acidentes fatais. Herói, sem dúvida, foi Cruls, astrônomo de renome universal, quando pé, solicitou que o transportassem ao local onde faria as observações finais de interminável controvérsia. E nesse lance exigiu do organismo esforço excessivo, que lhe encurtaria a existência benemérita.

Heróis, os que sucumbiram no recesso dos sertões despovoados, fossem obreiros anônimos, fossem pessoas de acentuada hierarquia submetidas às mesmas injunções malignas.

A semelhante grupo excelso já pertencia o Comandante Braz Dias de Aguiar, quando o Conselho Nacional de Geografia lhe solicitou aceitasse a nomeação de consultor técnico da Secção XTX, referente a “Limites”. Era um meio de aproveitar-se dos seus ensinamentos, do mesmo passo que lhe prestava a homenagem de apreço inequívoco. Entenderam-se às maravilhas desde a primeira aproximação.

Um, era o organismo nascente, que brotava com o viço da mocidade, esperançosa de ser útil ao desen­volvimento do Brasil. O outro, não obstante ainda na pujança da madureza viril, trazia a nomeada de vencedor de árduas campanhas profissionais, enceta­das ao findar o século passado, quando ultimou com êxito os estudos no Colégio Militar.

Diante da encruzilhada que se lhe deparou, não teve dúvida em preferir a Escola Naval, onde adquiriu conhecimentos que o estremariam entre os contem­porâneos. Iria praticá-los a bordo do “Tamandaré”, do “Benjamim Constant”, do “Comandante Freitas”, “República”, ou onde quer que se encontrasse.

Bem que desempenhasse a contento as suas obri­gações de bordo, não seria da labuta no Mar que lhe resultassem as credenciais gloriosas para a imorta­lidade. Navegara, porém, pela Amazônia, incumbido de montar estações termopluviométricas e proceder a sondagens cuidadosas, quando operava naquelas paragens a Comissão Demarcadora de Limites do Brasil com a Bolívia.

A execução do Tratado de Petrópolis, que os modi­ficou, alongava-se por trabalhoso quinquênio, não obstante confiada à experiente chefia do Almirante Guillobel.

A retificação raiana seguira de Baía Negra para as Lagoas marginais do Rio Paraguai, onde deixara marcos substitutivos dos anteriores, que interpretaram o Tratado de 1867, e embrenhara-se pelos seringais acreanos, quando o então Primeiro-tenente Brás Dias de Aguiar deixou o tombadilho do seu navio para penetrar nas selvas estremenhas.

Não completara ainda o terceiro decênio de existência, que lhe sorria, prometendo-lhe triunfar dos problemas que lhe fossem apresentados e levá-los a bom termo, ainda que em circunstâncias adversas. Era apenas ajudante, nomeado a 16.08.1910, embora desempenhasse missões de magna responsabilidade, como a chefia da Expedição Exploradora, que a 28.05.1912 alcançou Cobija ([1]).

Elevado, porém, ao posto de Capitão-tenente, a 7 de maio seguinte, também simultaneamente conquistaria, desde 1 de fevereiro, o título de Comissário Substituto, logo abaixo, por tanto, do Almirante Guillobel, a quem cabia o título de Comissário. Sucedia, neste lance, o Capitão-de-corveta Antônio Alves Ferreira da Silva, que sobremaneira dignificara o cargo, mercê da sua competência técnica.

Decidido a transpor os embaraços opostos pela Natureza a quem tente devassar-lhe os mistérios, levantou o Igarapé Bahia até as nascentes, onde lhe foi mister contestar opinião favorável à indicação de outro afluente como formador principal. E também o Acre, além das coordenadas que determinou, sem interromper os levantamentos fluviais.

Não tardaria, entretanto, a volver ao convívio dos colegas, pois que o melhor conhecimento da região outrora litigiosa, evidenciara a inexequibilidade antes de novos convênios, dos limites definidos para hipó­teses topográficas destoantes da realidade. O ritmo dos trabalhos iria esmorecer, enquanto as chance­larias não deslindassem as dúvidas, rompentes do desacordo entre o terreno e a sua imaginária confi­guração cartográfica anterior.

E, então, o demarcador deixou a Comissão, que não mais lhe exigia esforços produtivos e tornou ao “Minas Gerais”, que lhe proporcionava ensejo de atuar com a mesma perícia a que se habituara em todas as suas incumbências. A Grande Guerra encontrou-o em serviço ativo a bordo, onde permaneceu até o fim das hostilidades. Acabada a Conflagração Mundial, as atrações da floresta portentosa, onde canta o uirapuru, empolgaram-no de todo, como se algum dia ouvisse as melodias sedutoras da ave lendária.

Desta vez, era ainda Ferreira da Silva, Capitão-de-Mar-e-Guerra, que lhe solicitaria a colaboração valiosa para a Comissão de Limites com o Peru, em que operariam Nogueira da Gama, como subchefe e Braz Dias de Aguiar, ajudante, nomeado a 01.03.1920.

Tardanças comuns em tais empreendimentos, que dependem do sincronismo de providências deter­minadas por dois governos distantes, dilataram o início dos trabalhos, até que, a 11.05.1922, reunidos em Belém, os representantes de ambos os países consideraram, por fim, organizada a “Comissão Mista Brasileiro-Peruana”. Pelo Brasil, falariam Ferreira da Silva, com as insígnias de Contra-Almirante, e Braz de Aguiar, seu imediato, como subchefe, em substituição ao primeiro nomeado.

E assim continuou participando dos trabalhos de maior responsabilidade, que os relatórios anuais registraram meticulosamente. Afinal, concluíram as demarcações, ao cabo das quais foram dispensados, a 28.05.1929.

Ao historiar, em longo relatório, a campanha levada a bom termo naquelas paragens remotas, o Almirante Ferreira da Silva relembrou que iniciara os trabalhos em meados de 1913, quando era ainda Capitão-de-Fragata.

Depois de levantado o trecho do Purus, entre as bocas dos seus afluentes Chambuiaco e Santa Rosa, a Grande Guerra perturbara a marcha dos demarcadores, que só retomaram os aparelhos de observação, em 1920, quando saíram a campo unicamente os técnicos brasileiros. Reunidos, mais tarde, com os colegas peruanos, puderam ultimar a de marcação de 1.565,834 quilômetros em que tiveram ocasião de implantar 86 marcos.

Os levantamentos estuados pela Comissão Mista, porém, 3.183,227 quilômetros, além dos Rios Yaco e Chandless, em extensão de 620,600 quilômetros, que sobremodo contribuíram para aperfeiçoar os conhecimentos daquela região. A missão completara-se às maravilhas.

O Almirante poderia afastar-se das fronteiras onde evidenciara a sua perícia técnica, à serviço do Brasil. O imediato, porém, Capitão-de-Corveta, desde 09.02.1923, solicitara reforma em 1927, com a graduação de Capitão-de-Mar-e-Guerra, para se consagrar exclusivamente às atividades fronteiriças.

Estava, por assim dizer, no começo da verdadeira ascensão para a glória.

A nomeação para a chefia da “Comissão Demarcadora das Fronteiras do Setor Norte”, a 02.09.1929, confiou-lhe a responsabilidade integral dos serviços, que se desenvolvessem pela faixa estremenha da região Setentrional.

Não mais o guiariam as normas de um superior hierárquico, ainda que do estofo inexcedível do Almirante Ferreira da Silva, com quem trabalhara longamente, identificados ambos pela mesma devoção à pátria e amizade recíproca.

Iria agora estadear a sua individualidade, confiante nos conhecimentos que adquirira da vida sertaneja, dos seus graves problemas e dos meios de resolvê-los a primor. Para começar, chefiou a turma exploradora do Rio Negro.

A 29.07.1928, partiu de Belém, Amazonas arriba, para alcançar Manaus a 7 de agosto.

No dia imediato, continuou a viagem, a bordo já do “Inca” da “Amazon River”, que o deixou em Santa Isabel a 12.

Com mais de três dias, em lancha, visitou São Gabriel, onde permaneceu até 26, para lhe determinar as coordenadas.

Em salto menor, conheceu Paracuá, à margem direita do Caiari. De regresso, possuía informes esclarecedores de futuras expedições:

O rio Negro, até o porto de Santa Isabel é navegável por navios grandes, em época de cheia, e na de vazante, somente por aqueles de calado muito reduzido. Com algum esforço os navios podem subir até Camanaus, na época de cheia.

Até Santa Isabel, o Rio Negro é muito largo, atingindo mesmo várias milhas, pouco correntoso, muito cheio de ilhas e bancos de areia. As suas ilhas formam outros tantos paranás ou canais, uns com suficiente profundidade para permitir a navegação dos navios, e outros que nem dão passagem às pequenas lanchas.

O Rio Negro, da foz do Branco, seu afluente da margem esquerda, até Santa Isabel, não tem pedras, mas muitos bancos de areia. De Santa Isabel para cima os perigos aumentam pela grande quantidade de pedras e depois as corredeiras e cachoeiras. O trecho mais perigoso é de Camanaus a São Gabriel, onde estão as piores cachoeiras.

E depois de particularizar informações referentes aos tipos aconselháveis de embarcação, aos recursos e condições de trabalhos regionais, encerrou a 14 de novembro o relatório, por ventura o derradeiro que firmou como sub chefe. Missão de maior relevância caber-lhe-ia daí por diante. A primeira levou-o ainda uma vez a Manaus e Rio Negro, águas acima, até São Carlos, povoado venezuelano onde chegou a 1° de dezembro. Cumpria-lhe executar no terreno o que determinara o Protocolo de 24.06.1928, mediante o qual o Brasil e a Venezuela acertaram as condições dos trabalhos demarcatórios.

Na ausência, porém, da Comissão venezuelana, retida em Bolívar, por falta de condução, estanciou em Cucuí, onde firmou o seu primeiro relatório de chefe da Comissão, a 07.01.1930.

Diria ao ministro:

Era meu desejo enviar a Vossa Excelência uma maior soma de serviços já feitos, nestes 32 dias em que a Comissão está aqui, porém a ausência dos representantes venezuelanos nos tem atrasado muito.

Por seu gosto avançaria através do Igapó, onde as Expedições anteriores julgaram impraticável a coloca­ção de marcos, mas necessitava estar acompanhado dos confrontantes. E, assim, via aproximar-se a estação das chuvas, e nada mais conseguiu empreender, além da determinação das coordenadas de Cucuí, as de Huá, para o traçado da linha que ligaria os dois marcos distantes. Raiou, entretanto, a esperança de apressar a marcha dos trabalhos, quando o chefe ilustre da Comissão Venezuelana, Francisco José Duarte, saudado com expressões amistosas, respondeu no mesmo tom, desculpando-se de somente a 16 de janeiro estar presente ao local ajustado para a primeira conferência, em “Cucuí à margem esquerda do Rio Negro e fronteira do Brasil com a Venezuela”. Ali se achava apenas a primeira turma brasileira, acampada a cerca de 10 km do Rio, “enquanto a segunda partira para o salto Huá", no Rio Maturacá”.

Quando se reuniu para a segunda Conferência, a nove de fevereiro. Já podia a “Comissão Mista Brasileiro-Venezuelana” aprovar as operações de campo ultimadas, que abrangiam a construção de cinco marcos, dois na ilha de São João e três ao largo da linha geodésica Cucuí-Maturacá, de azimute calculado em 48°16’45,1” S.E.

A terceira já se efetuou em Manaus, onde Braz de Aguiar apresentou o plano de ação futura, pronta­mente aprovado. Partiram para Huá, em frente a cujo salto realizaram a quarta Conferência, que assinalou o acampamento ali montado. Em consequência dos resultados colhidos pelas turmas incumbidas da caracterização do morro Cupi, que não foi encontrado com feições peculiares, resolveram os demarcadores suspender os trabalhos, somente possíveis pela aero­fotogrametria. Não deixaria, porém, Braz de Aguiar o ambiente fronteiriço, ao qual se aclimatara.

Assim, acertadas pelas Chancelarias as condições de fixação da divisória da Guiana Britânica, a 30 de abril já se achava ele na fazenda Conceição, “na foz e margem direita do Mau”, onde registrou a primeira Conferência da “Comissão Mista Brasileiro-Britânica”. Do levantamento deste Rio ocupavam-se os técnicos, da foz ao campo Lameiro, a 120 quilômetros, e também do Tacutu, desde a confluência do Mau ou Ireng até a forquilha, aberta em dois galhos.

Qual seria o formador principal? Divergiram os dois comissários. Sustentava o chefe britânico ser o Warmuriak simples afluente, em contrário ao parecer do Comandante Aguiar, que discutiu proficientemente o assunto em seu relatório de 14.07.1931, quando solicitou a decisão do Ministro das Relações Exteriores para dirimir a controvérsia.

Simultaneamente com os trabalhos no trecho imediato, a demarcação que dirigia em outros pontos levou-o ainda uma vez a Manaus, onde se registou, a 05.05.1935, a 10ª Conferência da Comissão Mista Brasileiro-Venezuelana, para homologação do que fora efetuado, a partir das proximidades do monte Roraima, pelo divisor de águas entre os rios Cotingo e Arabopo, na serra do Uaraí.

Destarte, ia ao mesmo tempo acudindo aos segmentos fronteiriços com dois confrontantes, a que não tardou a juntar-se o terceiro, quando o governo holandês também anuiu à fixação da lindeira comum.

Intensificou-se-lhe, por essa época, o ritmo das atividades, nos acampamentos estremenhos e nas capitais, onde pudesse conferenciar com as autoridades nacionais ou estrangeiras, de cujas decisões dependesse a eficiência das turmas em campo. Estanciava por maior prazo em Belém, onde montou o seu posto permanente de comando, de organização modelar, que maravilhava os interessados em conhecê-lo.

Há mais de um depoimento firmado por visitantes insignes, que lhe proclamaram a excelência da organização. Não era exclusivamente operoso escritório técnico, ao qual se anexou perfeito arquivo cartográfico, opulento de peças informativas das várias fases dos serviços.

Mas igualmente um centro de abastecimento, que reduzia ao mínimo a possibilidade molesta ([2]) de fome naquelas regiões despovoadas para onde partiam as turmas, confiantes na capacidade organizadora da chefia. Rios encachoeirados, que arrebentariam mais de uma canoa. Matas que o Sol não clareia. Encostas íngremes.

Nada faltaria para os afligir, se não houvesse, para lhes aliviar as canseiras, a assistência vigilante e carinhosa do chefe, que mais do ninguém, conhecia de experiência própria os sofrimentos irremediáveis que lhes causaria qualquer ato de imprevidência.

Na mesma capital paraense firmaria a primeira ata final de demarcação de um dos trechos, que lhe estavam sob a jurisdição.

Em verdade, a 30.04.1938, reunida a Comissão Mista, que o tinha como chefe dos técnicos brasileiros, realizou-se expressiva cerimônia, em que principiou por saudar cordialmente em inglês, o Almirante Conrad Kayser, de cujo compreensivo concurso dependeu o rápido êxito das operações demarcatórias dos limites do Brasil com a Guiana Neerlandesa, na extensão de 593,40 quilômetros.

E, continuou, em linguagem vernácula, para afirmar, sem receio de contradita, pois se baseava na realidade:

Aqui, um grupo de brasileiros profundamente enamorados de sua terra e de sua gente porfia, sem cessar, num silencioso trabalho, pleno de sadio entusiasmo e intenso espírito de brasilidade, no sentido de transmitir a nossos descendentes um Brasil integrado, juridicamente por força do direito, na grandeza territorial que legitimamente herdamos de nossos maiores: um Brasil digno das alvissareiras esperanças que nos entremostra o porvir, um Brasil que prolonga a tradição gloriosa de um passado; um Brasil, enfim, sem raias desconhecidas, a fim de que possamos conhecer até onde se estende a nossa soberania, para que possamos melhor respeitar a soberania de nossos confinantes.

E, em homenagem aos heróis anônimos, dedicar-lhes-ia expressões repassadas de carinho:

Não podemos esquecer, porém, ao concluirmos os trabalhos de demarcação como Suriname, os companheiros que caíram em meio da jornada.

Ao lado dos padrões que deixamos nas divisas, sentinelas inanimados da pátria, deixamos também, com os corpos daqueles heróis obscuros, atalaias votivas da nacionalidade, outros tantos marcos que assinalam, mudamente, o esforço ingente e o sacrifício continuado daqueles que apisoaram o solo agreste e virginal de suas raias Setentrionais, que trabalharam na sombra, que viveram e morreram ignorados, após uma peleja sublime, e que nos legaram, amortalhados numa infinita saudade, os exemplos imperecíveis da suprema renúncia, da abnegação suprema, e mais que tudo, do patriotismo luminoso.

 

Virgílio Correia Filho (B. Geográfico n° 69, 1948)

 

Bibliografia:

 

BOLETIM GEOGRÁFICO, N° 69. Brás Dias de Aguiar, Mestre de Demarcadores! – Brasil – Rio de Janeiro – Conselho Nacional De Geografia, Boletim Geográfico, N° 69, 1948.

 

 

Solicito Publicação

 

(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor e Colunista;

 

·     Campeão do II Circuito de Canoagem do Mato Grosso do Sul (1989)

·     Ex-Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA);

·     Ex-Pesquisador do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx);

·     Ex-Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério Militar – RS (IDMM – RS);

·     Ex-Membro do 4° Grupamento de Engenharia do Comando Militar do Sul (CMS)

·     Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS);

·     Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil – RS (AHIMTB – RS);

·     Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS – RS);

·     Membro da Academia de Letras do Estado de Rondônia (ACLER – RO)

·     Membro da Academia Vilhenense de Letras (AVL – RO);

·     Comendador da Academia Maçônica de Letras do Rio Grande do Sul (AMLERS)

·     Colaborador Emérito da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG).

·     Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional (LDN).

·     E-mail: [email protected]







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