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Saúde diz que identificou doença de pele em presos de Roraima e descarta bactéria desconhecida
Segundo o governo, presos com múltiplos ferimentos na pele foram diagnosticados com piodermite, uma infecção oportunista que surge quando já há outra doença do tipo escabiose
Publicado Sexta-Feira, 24 de Janeiro de 2020, às 11:08 | Fonte G1 RR 0

 
 

Foto: Jackson Félix/G1 RR/Arquivo

Penitenciária Agrícola de Monte Cristo é a maior unidade prisional do estado e fica na zona Rural da capital Boa Vista

A Secretaria de Saúde de Roraima divulgou nesta quarta-feira (22) ter identificado como piodermite a doença que atinge detentos da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista, descartando a hipótese de uma bactéria desconhecida tê-los infectado.

“Após a realização de uma série de protocolos de saúde pela equipe médica do Pronto Atendimento Airton Rocha, foi constatado que as múltiplas lesões nas mãos e nos glúteos com características infecciosas, acompanhados de conteúdo purulento nos pacientes, são decorrentes de piodermite, uma infecção de pele causada por bactérias oportunistas, que ocorre quando já há uma lesão de pele do tipo escabiose”, informou em nota à imprensa.

Segundo a Saúde, os presos diagnosticados estão recebendo tratamento com aplicação de antibiótico, além de reforço vitamínico para auxiliar a recuperação. “O quadro de saúde deles segue sendo monitorado pela equipe médica do Pronto Atendimento”.

A denúncia sobre o surto de uma doença de pele que ainda não havia sido identificada e levou a internação de 24 detentos foi feita na semana passada pela Ordem dos Advogados do Brasil em Roraima após uma vistoria.

Fotografias dos presos com a pele corroída por muitas feridas e os relatos de que eles enfrentam dificuldades até para andar repercutiram e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos declarou ter tomado conhecimento do caso, cobrando investigação.

Na segunda, o Ministério Público do Estado pediu na Justiça a interdição do presídio em razão da superlotação e do estado de saúde de presos da unidade, que também têm tuberculose e sarna.

Um dia depois, autoridades do governo e do judiciário se reuniram para adotar um plano de emergência no presídio, entre eles a liberação da entrega de roupas e remédios por parte dos familiares, um mutirão de saúde na unidade, e a separação de presos com doenças contagiosas.

Maior presídio do estado, a penitenciária tem mais de 2,2 mil presos e foi onde ocorreu um massacre de 33 detentos em janeiro de 2017. Atualmente, a unidade está sob atuação da Força-tarefa de Intervenção Penitenciária, decretada no final de 2018.







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