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Impacto de cartuchos provocou a morte a 16 manifestantes iraquianos nos protestos de Bagdad
A Organização Não-Governamental Human Rights Watch avança que mais de 250 pessoas foram mortas desde o dia 1 de outubro em manifestações contra a corrupção, falta de emprego e cortes de energia, apesar das vastas reservas de petróleo do Iraque
Publicado Sexta-Feira, 8 de Novembro de 2019, às 11:02 | Fonte Expresso - Portugal 0

 
 

Divulgação/ Internet

Pelo menos 16 manifestantes iraquianos morreram devido ao impacto direto de cartuchos de gás lacrimogéneo nos protestos em Bagdad, capital do Iraque, denunciou esta sexta-feira a Human Rights Watch (HRW). Em comunicado, a organização não-governamental (ONG) indicou que documentou 16 mortes devido ao impacto de cartuchos, entre as mais de 100 pessoas que morreram desde 25 de outubro, quando começou a segunda onda de protestos no Iraque, após uma primeira eclosão no início desse mês.

“O elevado número de mortos inclui aqueles que foram atingidos diretamente na cabeça por cartuchos de gás lacrimogéneo, o que sugere que existe um padrão (para atingi-los) e não são apenas incidentes isolados”, alertou Sarah Leah Whitson, diretora da HRW no Médio Oriente.

A organização de defesa dos direitos humanos entrevistou 24 pessoas que participaram nos protestos na capital iraquiana, assim como nas cidades de Basra, Kerbala, Maysan e Nasiriyah (sul), além de visitar o principal ponto de encontro dos manifestantes na Praça Tahrir (Bagdad) e analisar mais de uma dezena de vídeos e reunir informações sobre pelo menos 12 mortos pelo impacto de cartucho de gás na cabeça.

Além disso, a HRW acrescentou que um recente relatório da missão das Nações Unidas no Iraque reuniu 16 casos de morte devido ao impacto desses projéteis - de metal e cujo tamanho varia - na parte superior do corpo dos manifestantes.

Esse relatório estimou 97 mortes entre 25 de outubro e 4 de novembro, pelo menos 48 deles “manifestantes desarmados” que foram mortos a tiros durante as manifestações em várias partes do país durante esse período. A HRW também denunciou o uso excessivo da força contra manifestantes, além da falta de informação das autoridades sobre os mortos e feridos.

A Comissão de Direitos Humanos do Iraque, um órgão público e independente que documentava a repressão dos protestos, deixou de divulgar números nos últimos dias. Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas nas últimas semanas em Bagdad e no sul do país para exigir mudanças políticas amplas.

Os manifestantes reclamam da corrupção generalizada, da falta de oportunidades de emprego e os péssimos serviços básicos, incluindo cortes regulares de energia, apesar das vastas reservas de petróleo do Iraque. Mais de 250 pessoas já foram mortas desde o dia 1 de outubro no âmbito destas manifestações.







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