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Espiritualidade e Religião
Gratidão
Nos dias que passam, é preciso um grande esforço para nos mantermos otimistas
Publicado Quinta-Feira, 26 de Setembro de 2019, às 10:41 | Fonte Lúcia Moysés 0

 
 

Divulgação/ Internet

Nos dias que passam, é preciso um grande esforço para nos mantermos otimistas. Tantos e tão graves são os fatos a que somos expostos frequentemente, que manter a esperança de dias melhores exige de nós muita vontade.

Por isso, causou-me um enorme contentamento ver uma cena passada em uma família sem grandes recursos financeiros, formada por uma idosa quase centenária, sua filha e seu neto, um jovem de 22 anos.

A avó, antes tão dinâmica e prestativa, sempre pronta a ajudar os amigos e os vizinhos, agora se encontra em uma cadeira de rodas. Complicações naturais da idade vêm afetando sua saúde, antes muito vigorosa, o que exige cuidados permanentes. Remédios várias vezes ao dia, inalações, aplicações diárias de injeção e curativos fazem parte, atualmente, da sua rotina.

Incapacitada e dependente, apenas sobrevive com a cooperação da filha e do seu neto Yuri. Assim, diariamente, cabem ao jovem e à sua mãe realizar as tarefas relativas aos cuidados com a avó. Ver filha cuidar de mãe na velhice é normal, mas ver um neto abdicar dos prazeres e afazeres próprios da juventude para assumir esse compromisso é completamente incomum. Universitário, cursando o segundo ano de engenharia de produção, Yuri não somente trancou a matrícula como também se afastou do trabalho, no qual já atuava há três anos, para se consagrar integralmente à avó. Como um enfermeiro atento, paciente e amoroso, cuida de todas as suas necessidades: comida e remédios na boca, procedimentos de higiene e enfermagem, locomoção e proteção...

Indagado por que abriu mão de tudo para cuidar da avozinha, responde serenamente: ‘Ela cuidou de mim até agora, então está na minha vez de cuidar dela”.

De fato, vivendo sob o mesmo teto desde que tinha um ano (o pai havia abandonado a família quando ele tinha essa idade), foi ela a sua grande provedora. Com seu salário de pensionista, bancara os estudos e facilitara a vida do jovem com pequenos agrados.

Esse reconhecimento e reciprocidade são extremamente difíceis de serem vistos na juventude de agora. Ao contrário, no mais das vezes, o que se observa é um receber sem nada dar em troca. O sentimento de que é devedor de todos os cuidados e atenções dos antecessores é quase uma regra entre crianças e jovens. No entanto, Yuri consegue perceber a relação existente entre sua história de vida e os cuidados generosos da sua avó com ele, desde a tenra infância e, agradecido, dela cuida sem cobranças.

Esse é um daqueles casos que merecem ser divulgados por estar na contramão do pessimismo e descrença na atualidade.

“A gratidão é um dos mais grandiosos momentos do amadurecimento ético-moral do ser humano”, afirma a mentora Joanna de Ângelis, por meio da mediunidade de Divaldo Pereira Franco1. E o Yuri, na flor da juventude, já sente desabrochar esse belo sentimento.

Sabemos que ser grato é próprio de pessoas que, espiritualmente, estão tentando aprimorar-se, embora nem sempre o consigam. É ainda aquela benfeitora espiritual quem nos diz que: “Tentando-se, embora com erros e acertos, o exercício da gratidão, momento chega em que o ser se enriquece de júbilo por ser gentil e agradecido, não apenas por palavras, mas por atitudes”. Coerente com esse pensamento, aquele jovem manifesta toda a sua gratidão por claros atos de dedicação e afeto.

Habituados que estamos a dar publicidade ao mal, a comentar os erros alheios e a reclamar de tudo, fatos como o aqui destacado deveriam merecer nossa atenção porque, na verdade, eles existem, sem que o vejamos.

Nutro um sincero desejo de ver multiplicado ao infinito o número de jovens que sejam gratos a seus pais e familiares mais próximos por entender que a gratidão é um sentimento que deveremos implantar em nossos corações na esperança de dias melhores para a humanidade.

1 Psicologia da Gratidão, Joanna de Ângelis (espírito). Psicografado por Divaldo Pereira Franco. Salvador: Leal, 2013, páginas 285 e 95 respectivamente.







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