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Greve dos Correios no AP tem adesão de 10% dos funcionários
Trabalhadores são contra redução de benefícios e privatização. Movimento teve início nesta quarta-feira (11). Correios dizem que greve não afetou serviços
Publicado Quinta-Feira, 12 de Setembro de 2019, às 12:43 | Fonte G1 AP 0

 
 

Foto: Victor Vidigal/G1

Funcionários dos Correios no AP entram em greve contra redução dos salários, benefícios e privatização

Funcionários dos Correios no Amapá aderiram na manhã desta quarta-feira (11) à greve geral por tempo indeterminado deflagrada em todo o país. Dos 255 trabalhadores do estado, 10% se concentraram em frente a agência central, em Macapá. O número representa 25 funcionários.

Os trabalhadores são contra a redução dos salários e de benefícios e a gestão da estatal pela iniciativa privada, que foi incluída no mês passado no programa de privatizações do governo Bolsonaro.

Os Correios disseram, em nota, que participaram de dez encontros na mesa de negociação com os representantes dos trabalhadores. Na ocasião foram tratadas as propostas para acordo e discutido a situação econômica da empresa.

A superintendência no AP ressaltou que até este momento não há suspensão de serviços em nenhuma unidade dos Correios no estado. "O expediente está normal em todas agências e centros de distribuição de correspondências. Quanto às adesões, informaremos o percentual, ainda hoje", diz a nota.

O movimento iniciou após a empresa deixar a mesa de negociação sobre Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos funcionários, vencido em 1º de agosto deste ano. Segundo Ederson Paraguassu, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Amapá (Sintect-AP), esse abandono é uma estratégia pensando na privatização da estatal.

"A atual direção está de acordo, alinhado com o governo, com essa vontade de privatizar. Em todos os estados houve a deflagração de greve e isso é a primeira vez que acontece, visto a seriedade da atual conjuntura, onde a empresa tem essa vontade de fato de entregar um patrimônio histórico que é são Correios para iniciativa privada", destacou Paraguassu.

Além de contrários a privatização, o presidente prevê uma perda salarial de R$ 7 mil anuais para cada trabalhador. Entre as reduções, estão cortes de 40% nos adicionais noturnos, de cerca de R$ 950 nas férias, aumento de 40% no compartilhamento da mensalidade do plano de saúde e quase R$ 1,8 mil do vale alimentação.

Desde 3 de julho que a categoria vinha negociando um novo ACT com a direção dos Correios. Após divergências nas conversas, em 31 de julho a negociação passou a ser mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), que decidiu, junto com as partes, pela prorrogação do ACT por 30 dias, para uma nova apreciação.

Passado o tempo, uma reunião aconteceu no final de agosto, onde uma nova prorrogação foi pedida pelo vice-presidente do TST, ministro Renato Paiva. Desta vez, a proposta não foi aceita pelos representantes dos Correios, o que ocasionou a deflagração da greve pelos funcionários.

Por Victor Vidigal









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