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Bolas de golfe, um martelo, uma pena de falcão e, até, uma Bíblia. Sabe quais os objetos que já enviámos para a lua?
Bolas de golfe, penas de falcão, notas de dois dólares, excrementos humanos, um ferro-velho de naves espaciais. Em 50 anos, que objetos já deixamos na lua?
Publicado Sábado, 20 de Julho de 2019, às 11:59 | Fonte Expresso - Portugal 0

 
 

NASA

Mensagens de boa-aventurança, desejos altruístas para o futuro da Humanidade, bandeiras, uma Bíblia. Sobre a superfície da lua não faltam objetos feitos na Terra e que foram enviados para a lua ou para explorar cientificamente o satélite ou mesmo levados de propósito para lá permanecerem, carregados de simbologia.

A NASA tem uma lista de 22 páginas onde enumera todos estes objetos e até há um documentário sobre isso, “Despojos lunares”, de Arlen Parsa, lançado em 2012.

Ao todo são cerca de 187 mil quilos de material. Mas afinal o que é que pesa tanto? A grande maioria desta massa pertence aos mais de 80 pedaços de todo o tipo de equipamento de exploração espacial alguma vez inventado não só pelos Estados Unidos mas também pela Índia, URSS, China, Israel, Japão e Europa: robôs exploradores do solo, satélites atmosféricos, satélites de localização, foguetões inteiros, veículos de deslocação na lua, entre outras máquinas, a maioria das quais não tem, atualmente, qualquer função. A última entrada neste inventário é a nave israelita Beresheet, da empresa Israel Aerospace Industries, que, em abril, falhou a sua primeira missão privada à lua.

Há também na lua cinco retrorrefletores, que servem para medir a distância a que a lua está da Terra. O primeiro foi levado pela missão Apollo 11 (1969, e depois pelas Apollo 14 e 15 (1971); e pela União Soviética nas suas missões Luna 17 (1970) e 21 (1973). De forma a medir a distância entre os dois planetas, cá debaixo os cientistas enviam um laser que bate nos retrorrefletores e volta para trás. É através do tempo que esse “regresso” leva que é possível saber a que distância está a lua num determinado momento (mais ou menos a cerca de 370 mil quilómetros, ou pouco mais de um segundo em velocidade da luz).

Entre os objetos mais leves está uma Bíblia de capa vermelha, levada por James Irwin, da Apollo 15, que colocou o livro em cima do capot do seu veículo de locomoção lunar. Há também seis bandeiras, todas norte-americanas. A primeira a viajar até à lua até foi costurada por uma portuguesa. Estão todas lá, segundo disse à Fox News Mark Robinson, professor na Arizona State University e investigador principal da NASA Lunar Reconnaissance Orbiter Camera, mas só cinco estão de pé.

Além destes objetos, a primeira missão levou também uma minúscula caixa cilíndrica, de silicone, que continha um rolo de felicitações e mensagens escritas em vários países, as letras reduzidas 200 vezes, só possíveis de ler com uma potente lupa. Ainda lá está, no Mar da Tranquilidade, atirou-a Buzz Aldrin.

Tão pequeno quanto esse pequeno cilindro de palavras compactadas era o pin que Alan Bean usava no seu fato de astronauta: um pequeno pedacinho de metal com a forma de um cometa e uma órbita desenhada em volta da sua cauda. Quando deu os primeiros passos na lua, atirou-o para o enorme desconhecido. Mais tarde contou esta história: “Ainda me lembro como o metal brilhou contra a luz intensa do sol, foi o único brilho que vi no céu negro, o sol é demasiado brilhante lá para conseguirmos ver qualquer estrela”. Um dia, antecipou o astronauta falecido em 2018, um turista vai trazer o crachá de volta à terra.

Mais difíceis de encontrar serão as bolas de golfe que Alan Shepard, da missão Apollo 14, bateu com um taco que levou sem a NASA saber. David Scott, na missão que se seguiu, pegou numa pena de falcão e num martelo para provar a teoria de que, na ausência da resistência do ar, objetos de diferentes pesos caem à mesma velocidade. Também ainda lá estão ambos, tal como 12 pares de botas e 100 notas de 2 dólares levadas como uma espécie de amuletos de boa sorte. Menos interessantes são os 96 sacos de excrementos humanos que lá foram deixados.

O mesmo homem que deixou uma Bíblia na lua também levou uma estátua de oito centímetros de comprimento, do artista belga Paul Van Hoeydonck, um astronauta caído, em homenagem às 14 pessoas que tinham morrido até então na tentativa de atingirem a lua. Até hoje foram 18 as vítimas mortais.

ANA FRANÇA
 









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