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Amazon cria armazéns para itens perigosos após incidente com repelente de urso
Após o episódio envolvendo um vazamento de repelente de ursos em um depósito da Amazon no final do ano passado que afetou dezenas de trabalhadores no local, a empresa planeja armazenar produtos perigosos similares em instalações especializadas.
Publicado Segunda-Feira, 20 de Maio de 2019, às 15:59 | Fonte Gizmodo 0

 
 

Crédito: Patrick Semansky/AP

 

Após o episódio envolvendo um vazamento de repelente de ursos em um depósito da Amazon no final do ano passado que afetou dezenas de trabalhadores no local, a empresa planeja armazenar produtos perigosos similares em instalações especializadas.

Segundo a Wired, a Amazon já estava desenvolvendo essas instalações antes do incidente que ocorreu em dezembro, embora o evento, sem dúvida, ilustre por que esses espaços são necessários. Um porta-voz da empresa disse ao Gizmodo que esses armazéns serão equipados com sistemas de sprinklers (ou chuveiros automáticos) especiais, bem como áreas de armazenamento para diferentes classificações de produtos, por exemplo, itens inflamáveis ​​e aerossóis.

É importante notar, no entanto, que os novos armazéns não substituirão os sistemas existentes em outros centros de atendimento, e os itens perigosos com uma classificação de segurança mais baixa ainda serão atendidos nas outras instalações da Amazon, disse um porta-voz da empresa. Mas os produtos de alta classificação interna de segurança – ou seja, aqueles considerados de maior risco para os funcionários – serão armazenados nas novas instalações, onde a equipe receberá treinamento especial para o manuseio desses produtos, e outros procedimentos adicionais de segurança serão implementados. A primeira unidade desses novos armazéns será aberta no Mississippi.

“Embora atualmente armazenamos mercadorias controladas em centros de atendimento equipados com essas áreas de armazenamento específicas em todo o país, e muitos de nossos centros de atendimento têm características semelhantes – como paredes com classificação de incêndio e sistemas de sprinklers complexos – essa instalação exigirá mais treinamento para todos os funcionários, diferentes restrições de recebimento e armazenamento e um padrão muito distinto de excelência operacional”, afirmou um porta-voz da Amazon ao Gizmodo.

Além disso, o porta-voz disse que “as ordens cumpridas nesta instalação serão transportadas por terra – não por via aérea”. Isso significa que esses pedidos podem levar mais tempo para serem entregues ao cliente, dependendo de sua proximidade com a instalação.

Durante o incidente com repelente de ursos em um dos centros de atendimento em Nova Jersey em dezembro – o que, notavelmente, não foi o primeiro – uma lata se soltou da embalagem e vazou. Dezenas de funcionários apresentaram sintomas que vão desde queimação nos olhos e garganta até dificuldades em respirar, e 24 funcionários foram transportados para o hospital, o que na época a empresa alegou ser uma “precaução”.

Marcy Goldstein-Gelb, diretora executiva adjunta do Conselho Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional, disse ao Gizmodo em um comunicado na época que uma empresa como a Amazon “que estabeleceu o padrão da indústria para logística a nível mundial pode e deve executar um trabalho melhor de mover materiais sem ferir as pessoas”.

Desde o incidente, a Amazon afirma que “fez mudanças consideráveis ​​– incluindo o aprimoramento da tecnologia para nos ajudar a rastrear e detectar riscos à saúde de nossos funcionários, além de implementar verificações manuais quando o produto está sendo recebido ou armazenado em um prédio”. De acordo com a Wired, a empresa passou a reclassificar repelentes de urso com um padrão de segurança mais alto, que corresponde aos itens que as novas instalações da Amazon vão receber.

Se a Amazon cumprir com sua palavra, essas mudanças são um passo na direção certa. Mas isso não a deixa livre de todos os outros supostos riscos ocupacionais que conferiram à empresa o primeiro lugar na lista anual dos locais mais perigosos para se trabalhar do Conselho Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional, no mês passado – pelo segundo ano consecutivo.

 







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