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Campanha ''#Chega de Trabalho Infantil''
Justiça do Trabalho participou da campanha ''#Chega de Trabalho Infantil'' na Vila Princesa em Porto Velho
A Justiça do Trabalho da 14ª Região participou no dia 30 de outubro da campanha ''#Chega de Trabalho Infantil'', na Escola Municipal João Afro Vieira, localizada na Vila Princesa, próximo ao Lixão Municipal, em Porto Velho/RO.
Publicado Sexta-Feira, 9 de Novembro de 2018, às 05:25 | Fonte Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região 0
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A Justiça do Trabalho da 14ª Região participou no dia 30 de outubro da campanha "#Chega de Trabalho Infantil", na Escola Municipal João Afro Vieira, localizada na Vila Princesa, próximo ao Lixão Municipal, em Porto Velho/RO. A campanha beneficiou 120 pessoas da comunidade. O local é conhecido por abrigar cerca de 400 famílias que vivem da coleta de lixo da capital.

 

A Ação foi coordenada pelo Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fepeti/RO) e contou com a participação de entidades públicas e privadas. "#Chega de Trabalho Infantil", é um movimento de conscientização promovido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para dar um basta no trabalho infantil.

 

Durante o evento a Justiça do Trabalho distribuiu Gibis da Turma da Mônica que alertam, de forma didática, sobre o perigo do trabalho infantil, além de kits composto por caderno, quebra-cabeça, jogo de memória e cartilhas.

 

A representante do Fepeti/RO, Carmelita Domingues, ressaltou a importância de se discutir o trabalho infantil na comunidade. "Essa é uma realidade muito presente aqui na Vila Princesa, por isso que estamos fazendo um esforço para tirar os adolescentes do trabalho, através da aplicação da Lei Aprendiz Legal".

 

A evasão das crianças da escolas é uma realidade local, afirmou a diretora da Escola, Jaquelene Costa. "99% dos alunos trabalham, alguns abandonam a escola e outros trabalham de madrugada no lixão, vindo para a escola sem nenhuma capacidade de rendimento", explicou.

 

"Uma criança quase foi morta um dia desses por causa de um trator que não a viu. Não há nenhuma segurança nesse trabalho, e isso cria um ciclo, em que as crianças estudam apenas até o quinto ano do ensino fundamental e depois precisam escolher se vão para Porto Velho continuar os estudos ou se trabalham com os pais", ressaltou a diretora.

 

Além da Justiça do Trabalho e do Fepeti, participaram das atividades a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), Secretaria de Estado da Educação (Seduc), MPT, Comitê de Adolescentes e Jovens pela Erradicação do Trabalho Infantil/RO (Ceapeti), Departamento Estadual de Trânsito (Detran), IV Conselho Tutelar, Instituto Chance, Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas) e a Universidade Federal de Rondônia (Unir).

 







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