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rio madeira morto
Usinas do Madeira são acusadas de aniquilar cardumes
Hoje, o rio Madeira está morto para a pesca profissional. “As obras de construção das usinas de Santo Antônio e Jirau impediram a penetração dos cardumes.
Publicado Sexta-Feira, 20 de Setembro de 2013, às 15:04 | Fonte Claudinho Paiva 0

 
 

Em outros anos, nessa mesma época, o fenômeno da piracema era a certeza da mesa do pobre farta de peixes de todas as espécies, e a preços acessíveis. Hoje, o rio Madeira está morto para a pesca profissional. “As obras de construção das usinas de Santo Antônio e Jirau impediram a penetração dos cardumes. Sem a piracema, não haverá mais a desova dos peixes que sobem o rio para gerar o alevinos e, com isso, desapareceram o pescado nativo”, lamenta o presidente do Sindicato dos Pescadores do Estado de Rondônia (Sinpesro), Valter Canuto, que já cumpriu sua parte, impetrando uma Ação Cível Pública, a fim de sejam revistas e reavaliadas as questões dos pescadores, “que enfrentam dificuldades por não saberem fazer outra coisa, pois passaram a vida toda alimentando a população de Porto Velho e, no momento, vivem à mercê da própria sorte, sem qualquer valorização e reconhecimento pelos autoridades competentes”.
A preocupação de Canuto reside no fato de que centenas de pescadores, hoje, estão desempregados, enfrentando serias dificuldades. “O Sinpesro está preocupado também com o descaso das autoridades para com os problemas dessas famílias tradicionais. Todos os pescadores querem urgência sobre a divulgação do resultado da Ação Cível Pública, impetrada pelo Sindicato, exigindo o pagamento de dois salários mínimos para cada pescador profissional, por tempo indeterminado”, defende o sindicalista, lembrando que as medidas mitigatórias não estão compensando os danos ambientais provocados pelo Consórcio de empresas responsável pela execução das obras do Complexo Hidrelétrico do Madeira.
Filiado à Força Sindical, o Sinpesro defende a urgente necessidade de que ao pescadores sejam ressarcidos financeiramente dos prejuízos causados pela mortandade de peixes do rio Madeira.Caso contrario, só uma CPI para desvendar o enigma em que se transformou o setor pesqueiro de Porto Velho. “Acabaram com a biodiversidade de nossa fauna aquática”, lamenta o presidente do Sinpesro.
“A União faz a força; junte-se a nós”, apela Canuto, conclamando a população de Porto Velho a desencadear uma verdadeira cruzada para que seja reparada a degradação ambiental provocada pela construção das usinas. Isto porque, quando ainda existiam os chamados peixes nativos (ou seja, nascidos e criados na Bacia hidrográfica do rio Madeira, através do natural fenômeno da piracema), a população de baixa renda obtinha o pescado a preços mais acessíveis do que a carne bovina, quando, atualmente, ocorre o contrário: o peixe é mais caro do que a carne de gado, vendida nos açougues, mercados e supermercados da Capital rondoniense. “Hoje, só existem peixes de cativeiro. Os peixes nativos são importados do amazonas. Existe, na Amazônia, uma variedade incomparável de peixes, provavelmente centenas de espécies no total.
 
 
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Construção de usina no rio Madeira causa morte de 11 toneladas de peixes; multa é de 7,7 milhões



A construção da barragem da usina de Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia, causou a morte de 11 toneladas de peixes, segundo o Ibama. O consórcio Madeira Energia S/A (Mesa), responsável pela obra, foi multado pelo instituto em R$ 7,7 milhões. A autuação ocorreu nesta quinta-feira (29), após um laudo técnico constatar que a responsabilidade pelo acidente, ocorrido no último dia 10, cabia às empresas.

Segundo César Guimarães, superintendente do Ibama em Rondônia, a mortandade ocorreu no local em que estão sendo construídas as bases da barragem. Para secar o local, parte da água foi represada e drenada. Durante esse processo, os peixes não teriam sido retirados de forma correta, e não resistiram. “Ocorreu uma secagem muito rápida, e a demanda por oxigênio era muito grande”, explica Guimarães.

Em nota divulgada à imprensa, o consórcio Mesa afirma que aguarda o parecer técnico do Ibama para se pronunciar sobre a autuação. O grupo informa que o trabalho de resgate dos animais levou 17 dias, e que 85 toneladas de peixes teriam sido retiradas com vida. Outras cinco toneladas teriam morrido e seis mil quilos, devido à fragilidade em que se encontravam, foram resfriados e doados à Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho. "Esse trabalho [de resgate] teve autorização do IBAMA e foi executado por uma equipe técnica da Universidade Federal de Rondônia (UNIR)", afirma a nota.

Agravantes
A multa inicial era de R$ 5,5 milhões (R$ 500 por quilo de peixe), mas o Ibama considerou que houve agravantes, como a morte de peixes durante o período de reprodução – a chamada “piracema – e a falta de comunicação do acidente. Por conta disso, o valor da autuação foi 40% maior. “Foi uma denúncia que motivou nossa fiscalização”, revela o superintendente do instituto. Segundo nota divulgada pelo Ibama, ainda cabe recurso à multa.

 

Fonte: http://orgulhodeserportovelhense.blogspot.com.br/p/rio-madeira-em-rondonia.html

 

 



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