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LGBT e o mercado de trabalho no AP: 'ser quem eu realmente queria', diz hostess de bar
G1 conversou com quem consegue ter liberdade no emprego, seja no setor público, privado e autônomo, e que ainda luta diariamente por respeito.
Publicado Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2020, às 08:15 | Fonte G1 Amapá 0
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Arquivo pessoal

O mercado de trabalho exige diversas normas a serem seguidas. São os padrões, a maioria binários (homens e mulheres) e héterosexuais, que, geralmente, não conseguem integrar as pessoas que se identificam com o movimento LGBTQIA+ e acabam excluindo esse público. O cenário não é visto só no Amapá, mas em várias regiões do Brasil.

No entanto, esse cenário tem mudado aos poucos, cada vez mais exemplos de diferentes orientações sexuais e identidades de gênero têm achado espaços de fala e trabalho, e se firmado nas profissões deles e, com isso, vem o direito de se expressar de forma verdadeira, sem medo de represálias.

Esse direito fundamental é um dos debatidos no evento da 20ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Macapá, que acontece no domingo (27) e trata sobre cidadania e resistência.

Tealdo Peres, de 25 anos, é gay e farmacêutico do laboratório da prefeitura de Macapá. Ele conta que foi um longo processo até que se afirmasse com a identidade de gênero junto à própria independência financeira.

Conhecido também por performar a drag queen Monique Mactan, Peres falou que se sentia retraído em representar a personagem entre os colegas de trabalho, até que o fez pela primeira vez em uma confraternização.

Para ele, ser drag é se transformar física e mentalmente de forma artística, independentemente da identidade de gênero ou orientação sexual.

“Sempre vivenciei aqueles comentários de deboche nos grupos de conversa do trabalho, com conteúdo transfóbico e piadas homofóbicas. Daí resolvi usar a Monique para quebrar preconceitos. Estava há um ano no meu trabalho e, na confraternização, resolvi pedir à minha chefe para ir como drag para a festa. Na apresentação fui super bem recebido, eu vi que as pessoas gostaram muito. Eles viam como uma arte, todos ficaram animados”, lembrou.

Hostess em um bar no Centro da capital, Irlan Paixão, de 25 anos, diz se expressar da forma que realmente queria nos antigos empregos era um desafio enorme, devido aos padrões que deveriam ser seguidos. Paixão se reconhece como artista transgênero não-binário.

Na carteira de trabalho há os registros de menor aprendiz, estagiário e funcionário do governo; mas o que mais de orgulha hoje é a função de hostess. Paixão ressalta que prefere a liberdade de expressão do que receber um bom dinheiro e ficar “engasgado com as coisas que tinha para falar”.

“Era um momento em que eu precisava de estrutura financeira, até para me preparar para o que viria. Quando eu larguei o último trabalho, viajei e voltei, para trabalhar em um bar onde as donas eram minhas amigas. Fui a primeira pessoa a mandar o currículo, um mês depois fui chamado para trabalhar e foi revigorante. Ele me dava a liberdade para ser quem eu realmente queria, com as minhas maquiagens, minhas roupas, me vestir da forma como eu gosto de me vestir”, detalhou.

Michele Maycoth, cantora lésbica de 29 anos de idade, contou que nunca sofreu nenhum tipo de preconceito como artista LGBT nesses 8 anos que se apresenta em festas, bares e restaurantes. Para ela, a única preocupação é que, com um trabalho autônomo, não há renda fixa.

“Trabalho com a música porque foi o que eu escolhi como forma de sustento. Tenho preocupação em relação à agenda, por exemplo. Chegou a pandemia e nós, artistas, fomos bem afetados. Mas não me preocupo em relação a minha orientação sexual no trabalho. A arte sempre falou mais alto”, finalizou.





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