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A vingança + As definições + Uma penca de candidatos + As avessas + Pra valer
O mundo se animou com a notícia, imagens e vídeos da patrulha indígena ambiental que vigia a Amazônia colombiana
Publicado Quarta-Feira, 16 de Setembro de 2020, às 09:31 | Fonte Coluna Sperança 0
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A vingança
O mundo se animou com a notícia, imagens e vídeos da patrulha indígena ambiental que vigia a Amazônia colombiana. Seu líder, José Gregório Vázquez, do clã Cascabel da etnia Tikuna, tem uma convicção também compartilhada por religiosos, moralistas, escritores e roteiristas de cinema: sua narrativa é que a destruição causada ao meio ambiente será castigada pela fúria do sol em vingança da natureza.

Nessa narrativa fantasiosa, os destruidores enriquecem e quem não tem culpa, deixando de ganhar com o crime, também não é poupado: o sol é para todos e quando ele se vingar também se vingará dos inocentes, segundo essa visão mágica da realidade.

Sem escolher uma narrativa, o presidente do Conselhão da Amazônia, Hamilton Mourão, identificou três que a seu ver dominam a cena mundial: a narrativa dos políticos, com discursos salvacionistas sobre a Amazônia; dos interesses internacionais concorrentes do nosso vitorioso agronegócio; e dos ambientalistas, que exigem sustentabilidade.

Também não se pode desprezar a narrativa dos cientistas. Eles criam modelos futuros projetados por situações de desleixo, prevaricação, omissão do Estado, insuficiência de recursos, o jogo de empurra e o negacionismo também mágico, já que ao negar desmatamento e queimadas desautoriza a natureza a se vingar de todos, santos ou pecadores, criminosos ou honestos.

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As definições

Com definições importantes já tomadas, como as desistências de Mauro Nazif  (PSB) e Leo Moraes (Podemos) e a confirmação do projeto de reeleição do prefeito Hildon Chaves (PSDB) já é possível começar a desenhar o cenário das eleições na capital. O elevado número de candidatos – mais de uma dúzia pelo menos – fragmenta o eleitorado sinalizando que teremos segundo turno e facilitando a tarefa do atual alcaide em chegar a segunda etapa. A oposição, dividida, vai se esborrachar para buscar a segunda vaga.

Uma penca

Está certo que nos últimos pleitos por aqui tivemos grandes surpresas. Mas os eleitos durante as surpreendentes campanhas, como as do petista Roberto Sobrinho e Hildon Chaves, que saíram do zero para a ponta tinham alguma consistência e foram afiados nos debates. Vamos ver se esta verdadeira leva de candidatos, que teria dificuldade até para se eleger a vereança -   com a estatura política  quase de inspetores de quarteirão! – já homologados como Samuel Costa (PC do B), Geneci Gonçalves (PSTU), Ronaldo Flores (Solidariedade), Ramon Cajui (PT), Pimenta de Rondônia (PSOL) e Edvaldo Soares (PSC) conseguirão criar asas.

Explica-se!

Mas tantas candidaturas a prefeitura da capital – 13 já confirmadas  e outras em andamento tem explicações. A primeira delas é que vigora por aqui aquele adágio popular de que os “últimos serão os primeiros”. Afinal zebraças tem rolado nestas bandas. A segunda explicação é que os partidos precisam de candidaturas majoritárias para ajudar suas chapas de candidatos a vereança. Por último, os candidatos bem votados, mesmo ficando fora do segundo turno - cada vez mais previsível - poderão negociar acordos vantajosos para a etapa seguinte com quem vai seguir em frente.

As avessas

No MDB rondoniense sempre funcionou a meritocracia as avessas. Quanto mais complicado e com ficha extensa, o sujeito era promovido nos escalões dos governos Valdir Raupp e Confúcio Moura. Dentro deste critério e do seu modus operandi, o partido escolheu seu postulante a prefeito na capital optando por Willians Pimentel com um passado que todo mundo já conhece e nem precisa mais lembrar, preterindo o juiz Walter Waltemberg, um nome pitoco, ficha limpa e reserva moral. Coisa de louco!

Pra valer

Mesmo com as homologações das candidaturas nas convenções, a campanha só começa para valer após o dia 26 com a convalidação dos nomes da disputa pela justiça eleitoral. Com isto eles já poderão arrecadar recursos para a campanha e seguir em frente. Até lá também poderá ocorrer alterações nas atas, até mudanças no quadro de candidaturas, inclusive desistências e acertos com eventuais vices para o complemento de chapas.





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