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Violência
Assassinatos de mulheres sobem 50% no 1º semestre no Amapá; agressões e estupros caem
No entanto, não foi registrado oficialmente casos de feminicídio nos seis primeiros meses do ano. Pesquisadoras acreditam que houve menos denúncias em meio à quarentena.
Publicado Quarta-Feira, 16 de Setembro de 2020, às 09:28 | Fonte G1 Amapá 0
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Willian Amanajás/Rede Amazônica

O Amapá teve um aumento de 50% no número de mulheres assassinadas no 1º semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Em contrapartida, os registros de outros crimes relacionados à violência contra a mulher, como agressões e estupros, caíram.

Os dados integram o Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento foi feito com os governos dos 26 estados e do Distrito Federal.

No primeiro semestre de 2020, 9 mulheres foram mortas de forma violenta em plena pandemia do novo coronavírus – no mesmo período de 2019, foram 6 vítimas do sexo feminino.

Uma dessas vítimas foi Leicheievena Silva Rodrigues, de 23 anos. Ela foi morta com várias pauladas na cabeça. O corpo dela foi encontrado nu, no dia 12 de janeiro, em um matagal na área do Exército em Macapá.

O principal suspeito foi preso mais de 10 dias depois do crime; ele declarou à polícia que era usuário de drogas e que tinha a intenção de roubar a jovem.

Outro crime que chamou atenção, aconteceu durante a pandemia da Covid-19: Vanilce Ester da Silva Coutinho, de 63 anos, foi morta e esquartejada no próprio apartamento onde morava na Zona Norte de Macapá, em 25 de maio.

A neta dela, de 12 anos, também foi vítima de esquartejamento um 1 mês antes. A polícia investiga se os dois casos têm relação. Os suspeitos de matarem Vanilce assumiram autoria e são réus na Justiça.

Nos primeiros seis meses do ano, não houve registros oficiais de feminicídios - no ano passado, o primeiro semestre teve saldo de uma pessoa morta pelo simples fato de ser mulher.

Os casos de lesão corporal no contexto de violência doméstica caíram 20% (de 311 casos para 250).

Os estupros consumados fizeram 81 vítimas no primeiro semestre de 2019, enquanto que neste ano foram 39 vítimas, uma queda de 52%. Já o saldo de estupros de vulneráveis viu uma baixa de 43%, quando foram registrados 77 casos este ano (enquanto que ano passado foram 134 vítimas).

O Brasil teve 1.890 homicídios dolosos de mulheres no primeiro semestre de 2020 (uma alta de 2% em relação ao mesmo período de 2019). Do total, 631 foram feminicídios, número também maior que o registrado nos primeiros seis meses do ano passado.

Assim como o Amapá, outros 13 estados tiveram alta no número de homicídios de mulheres. Rondônia é o estado com a maior alta (255%) e o maior índice de homicídios de mulheres: 4,4 a cada 100 mil.

Outros índices na região Norte também chamam atenção: Acre é o estado com a maior alta (167%) e a maior taxa de feminicídios: 1,8 a cada 100 mil. O Pará tem a maior alta de casos de lesão corporal (46%). Rondônia é o único estado do país com alta no número de estupros.

Chama a atenção que o aumento de mortes neste ano aconteceu mesmo durante a pandemia do novo coronavírus, que fez com que estados adotassem diversas medidas de isolamento social. Ou seja, houve alta na violência mesmo com menos pessoas nas ruas.

A queda nos registros de lesões corporais e estupros, por sua vez, impressiona, já que era esperada uma alta com o confinamento. Especialistas afirmam, porém, que se trata de uma subnotificação, isto é, menos denúncias foram feitas em razão das dificuldades impostas pela pandemia.





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