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Zé Jodan diz que candidatos apoiados por ele não usarão o fundo eleitoral + O ataque à saúde e a campanha na capital
ZÉ JODAN DIZ QUE CANDIDATOS APOIADOS POR ELE NÃO USARÃO UM CENTAVO DO FUNDO ELEITORAL
Publicado Quinta-Feira, 16 de Janeiro de 2020, às 09:32 | Fonte Sergio Pires 0
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Divulgação/ Internet

Silenciosamente, mas de forma ativa, o vice governador Zé Jodan assumiu o Governo interinamente e ficará no comando até o próximo dia 19, nesse domingo. Como no noticiário oficial do Governo não há informações da troca provisória, já que o governador Marcos Rocha tirou uns dias para descansar, sabe-se pouco sobre as atividades de Jodan. Por isso, a coluna foi atrás do assunto, batendo um longo e agradável papo com ele, no oitavo andar do Palácio Rio Madeira/CPA. Dá gosto de falar com Jodan! Ele é o entusiasmo em pessoa, quando fala em Rondônia e, principalmente, do agronegócio, destacando sempre o pequeno produtor. Conhece o Estado praticamente em todos os quadrantes e vai nas lavouras, inclusive para orientar produtores, que estão enfrentando dificuldades. Conhece tudo da terra e põe a mão nela. Nessa semana, ao visitar uma área no Distrito de São Domingos, não só orientou o dono da terra, como pegou plantas para serem analisadas. Critica o fato de que há cerca de três anos, 47 mil mudas de cacau foram distribuídas a produtores, mas sem orientação técnica. A terra onde essas sementes foram plantadas é fraca. Logicamente que a lavoura não prosperou. Foi, segundo o cálculo dele, dinheiro – quase 200 mil reais - jogado fora. A partir de agora, pede, não se deve plantar nem cacau e nem café sem preparação correta da terra.

 

Numa conversa de quase 20 minutos, Jodan elogiou o governador Marcos Rocha várias vezes. Disse que ambos estão cada vez mais unidos (“ele é como se fosse meu irmão”, sublinha) e garantiu que sempre estará ao lado do parceiro. Numa eventual busca de reeleição, perguntado, foi claro: só não seria novamente o vice, caso Rocha decidisse por outro nome. Jodan também comentou que vai participar da eleição municipal, apoiando candidato na sua cidade, Rolim de Moura e outras cidades da região, mas com uma garantia: nenhum deles vai usar um só centavo do Fundo Eleitoral. “Os programas de governo dos nossos candidatos (ele se refere as que serão apoiados por Bolsonaro, Marcos Rocha e ele), caberão numa folha de sulfite. Nada de promessas absurdas”, comentou. Lembrou que Rocha e ele se elegeram sem dinheiro, mas o povo os escolheu, como uma alternativa viável. Disse ainda que gostaria que o atual governo, no final dos quatro anos, entregasse ao sucessor (pode ser a mesma dupla atual), o Estado em muito melhores condições do que recebeu. Criticou, por exemplo, como estavam as estradas. Chamou de mentiroso o orçamento recebido do governo anterior, “com um furo de nada menos do que 430 milhões de reais”. Quer ver o DER muito melhor e denuncia: muitas máquinas do Estado ficaram sucateadas, com dezenas de peças roubadas. “Tudo está sendo investigado e os responsáveis vão responder ao homem da capa preta”, comentou, referindo-se ao juiz que julgará e certamente determinará punições aos que comprovadamente lesaram o Estado. Zé Jodan está governando Rondônia e o faz em parceria com Rocha. A dupla está dando certo. O Estado está melhorando, no geral.

 

 

O ATAQUE À SAÚDE E A CAMPANHA NA CAPITAL

 

A campanha em Porto Velho, na verdade, já começou, embora as candidaturas ainda não estejam postas. Uma das provas disso foi o ataque de um médico, ex funcionário da Sesau, que entregou ao advogado e professor Vinicius Miguel, dados sobre transplantes de órgãos em Rondônia, que não seriam a Brastemp que o governo alardeia. O assunto foi tema de reportagem exclusiva do site Rondônia Dinâmica desta quarta. Ora, os números são incontestáveis, mas o profissional da Medicina se apegou a falta de equipamentos e outros detalhes. Claro que tudo deve ser esclarecido, para que a opinião pública saiba a verdade, mas o que há por trás disso, em nível de eventos políticos? Vinicius pode se postar como um forte opositor, em Porto Velho, ao governo Marcos Rocha, consolidando sua posição perante o eleitorado insatisfeito com o Governo. Ao mesmo tempo, começa a atacar uma das áreas governistas que têm apresentado os melhores resultados, com avanços significativos na saúde pública, geralmente calcanhar de Aquiles dos governos. E, finalmente, porque há alguns setores que imaginam que Fernando Máximo, com o sucesso que está fazendo, possa ser eventualmente um concorrente ao Palácio Tancredo Neves. Máximo tem negado constantemente essa possibilidade, mas, pelo sim, pelo não, já começa a ser alvo dos pré candidatos, como Vinicius Miguel, ele que, aliás, aparece muito bem em todas as pesquisas informais que andam sendo feitas na Capital.

 

 

HILDON NÃO SABE SE VAI OU NÃO VAI!

 

“De manhã, acho que vou. À tarde, penso que não vou!”. Foi essa a inusitada resposta do prefeito da Capital, Hildon Chaves, a uma pergunta direta do jornalista Sérgio Pires, sobre se ele já decidiu disputar a reeleição, em outubro próximo. Hildon participou, nessa quarta, do programa Papo de Redação, com os Dinossauros do rádio, na Parecis FM (segunda a sexta, meio dia às duas da tarde) e respondeu a vários questionamentos, não só dos jornalistas que compõem o programa, como de muitos ouvintes. Ele falou sobre a crise dos ônibus urbanos; sobre dificuldades eventuais na saúde; sobre os mais de 80 quilômetros de asfalto que já fez e outros que ainda vai fazer e não deixou nenhum questionamento sem resposta. Na questão da política, contudo, além de dizer que ainda não decidiu se disputará a reeleição, reiterou que sua grande preocupação agora é dar andamento ou concluir todas as obras previstas para esse ano para a cidade. Só vai dar a palavra final sobre o assunto entre maio e junho. Palpite da coluna: Hildon vai sim buscar mais um mandato.

 

 

BAGATOLLI QUER O COMANDO DO ALIANÇA

 

O empresário Jaime Bagatolli não perde tempo. Quer o comando do novo partido do presidente Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil em Rondônia e, para isso, tem corrido atrás. Além de falar com o próprio Presidente e depois anunciar no Estado que ele fora autorizado a liderar o Aliança em Rondônia, reuniu-se, essa semana, com a advogada Karina Kuka e o publicitário Sérgio Lima, segundo Bagatolli, ambos responsáveis técnicos pelo projeto nacional do “Aliança”. No encontro em Brasília, o representante de Vilhena teria definido os próximos passos para a criação de diretórios da nova sigla nos 52 municípios de Rondônia. O problema é que Bagatolli é hoje inimigo político da turma palaciana. Na verdade, há uma vertente que confirma que quem vai tomar as decisões pelo partido no Estado será o principal nome bolsonarista por aqui, o governador Marcos Rocha. Ou seja, vai acontecer ainda muita coisa, vão haver muitos confrontos de bastidores, até que a situação seja definida. Uma coisa é certa: o presidente Bolsonaro vai ter que decidir com quem ficará a liderança aliancista, porque na direção partidária não caberão Bagatolli e Marcos Rocha.

 

 

CORRIDA CONTRA O TEMPO

 

O Aliança, aliás, terá mais três meses para ser criado oficialmente. Se até abril conseguir o número mínimo de assinaturas de seus membros (meio milhão, ao menos), já poderá lançar candidatos à disputa das Prefeituras, em todo o país, na eleição de outubro. O próprio Jaime Bagatolli tem interesse em apressar o registro do Aliança, porque ele é candidatíssimo à Prefeitura de Vilhena. Por enquanto sem partido (já que saiu do PSL, antes mesmo de Bolsonaro abandonar seu antigo partido), o empresário do agronegócio do Cone Sul depende da oficialização do Aliança, para concorrer. Ele terá ainda outro obstáculo, sem dúvida. Caso o grupo que comanda o Palácio Rio Madeira/CPA assuma a nova sigla, Bagatolli pode ter dificuldades em ter seu nome aprovado em convenção, embora deva dominar totalmente o futuro diretório de Vilhena. Será uma daquelas questões paralelas que, por vezes, são tão importantes quanto a disputa nas urnas. Aguardemos, pois!

 

 

JAPONÊS É DISPUTADO EM VILHENA

 

Por falar em Vilhena, a turma governista anda “namorando” o prefeito Eduardo Japonês, para que ele seja o nome apoiado pelo Palácio Rio Madeira/CPA em busca da sua reeleição, em outubro. Japonês já tem apoios considerados pesadíssimos: o do deputado Luizinho Goebel, hoje certamente a maior liderança política daquela região e do atual secretário de agricultura do Estado, Evandro Padovani, entre outros. Claro que ninguém vai confirmar oficialmente, mas Eduardo Japonês foi sim convidado a ingressar no PSL, quando ainda era do partido da turma bolsonarista. Ele é do PSDB e os tucanos também estão batalhando para que ele fique onde está, ou seja, no ninho que o elegeu pela primeira vez.  A eleição em Vilhena será das mais disputadas, até porque os Donadon, que ainda têm eleitorado fiel na cidade, vão ter candidato também. No caso, candidata: Rosane Donadon, que comandou a cidade e perdeu o mandato por decisão da Justiça Eleitoral, entregando-o ao atual Prefeito.

 

 

APLAUSOS PARA A POLÍCIA

 

As coisas andam mudando e parece que a fase aquela de defesa apenas dos direitos humanos dos bandidos; de que muitos deles, “pobres coitados”, são apenas vítimas da sociedade, ainda bem que está acabando. Nessa semana, em Porto Velho (repetindo, aliás, eventos que ocorrem em várias regiões do país), apontaram nessa direção. Primeiro, o caso de um bandido que tentou assaltar a casa de um policial. Acabou baleado e morto. O policial que se defendeu e à sua família recebeu solidariedade, apoio e até aplausos, inclusive em várias postagens nas redes sociais. O mesmo aconteceu com um grupo de representantes da lei que atua no Denarc, a delegacia especializada no combate ao tráfico de drogas. Policiais que ali atuam responderam rapidamente à denúncias da comunidade e fecharam uma boca de fumo no bairro Flodoaldo Pontes Pinto. Quando saiam do local, levando preso o jovem que vendia drogas em sua própria casa, os homens da lei foram surpreendidos com aplausos vindos da vizinhança. Parece que o jornalismo da Rede Globo, que continua criminalizando a polícia e defendendo bandidos, está se tornando a minoria. Decididamente, também nisso o Brasil está mudando para melhor...

 

PERGUNTINHA

 

Você acha que o Presidente Bolsonaro agiu corretamente ou errou ao não aceitar pedido de igrejas evangélicas de isentá-las da cobrança da energia elétrica consumida em seus templos?





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