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11% dos registros de nascimento feitos em 2018 no AP foram de cidadãos acima dos 15 meses
Quase 1,9 mil amapaenses tiveram o primeiro registro no ano seguinte ao que vieram ao mundo. Questões geográficas e culturais colaboram para a taxa, a 2ª maior do país
Publicado Segunda-Feira, 9 de Dezembro de 2019, às 09:55 | Fonte John Pacheco 0
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Foto: John Pacheco/G1

Registro de Nascimento

No ano passado, 24 amapaenses nascidos antes de 1966 tiveram o registro de nascimento expedido pela primeira vez e após mais de 50 anos passaram a "existir" formalmente. Os registros tardios, ainda que em menor idade, ainda são comuns no Norte do país, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Amapá, por exemplo, em 2018, cerca de 11% dos 16.847 registros feitos foram considerados tardios, ou seja, aconteceram a partir de 15 meses após o nascimento, indicador considerado pelo IBGE. A taxa é a 2ª maior do país, atrás apenas de Roraima, que superou os 18%.

O Norte concentra quase 50% dos registros tardios de todo o país. Para o instituto, as dificuldades geográficas, com acesso exclusivo de barco e aspectos culturais colaboram para a deficiência, mesmo com mutirões realizados nos últimos anos pelos órgãos governamentais.

Do total de registros de 2018 no Amapá, 1.869 foram tardios, dos quais 1.799 foram de cidadãos entre 1 e 17 anos e 70 de pessoas acima dos 18.

O IBGE aponta ainda que há uma grande diferença entre os nascidos notificados e os registrados.

Ou seja, o sistema de saúde não recebeu qualquer informação de 2,65% dos nascidos em 2018, sendo assim, cerca de 8% dos amapaenses com registros tardios no ano passado nasceram em estabelecimentos públicos ou privados e mesmo assim não foram registrados.

Entre os municípios do estado, Pedra Branca do Amapari está na frente, com 38% dos registros feitos no ano passado, serem de cidadãos com mais de 1 ano e 3 meses. O instituto acredita que alto percentual está relacionado ao grande nascimento de crianças indígenas na região.

Os dados foram divulgados na pesquisa Estatísticas do Registro Civil e trazem informações obtidas desde 2015 e que agora estão considerando as informações do Ministério da Saúde. A metodologia antiga que considerava o registro tardio aquele feito até 90 dias após o nascimento foi descontinuada.

"Em 2019, o IBGE adotou uma nova metodologia para mensurar o sub-registro de nascimentos e óbitos referente aos anos de 2015, 2016, 2017. A nova metodologia não é comparável com a metodologia anterior, cuja série histórica foi finalizada no ano de 2014", detalha.





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