Rondônia, - 07:23

 

Você está no caderno - Notícias da Amazônia
Notícias da Amazônia
11% dos registros de nascimento feitos em 2018 no AP foram de cidadãos acima dos 15 meses
Quase 1,9 mil amapaenses tiveram o primeiro registro no ano seguinte ao que vieram ao mundo. Questões geográficas e culturais colaboram para a taxa, a 2ª maior do país
Publicado Segunda-Feira, 9 de Dezembro de 2019, às 09:55 | Fonte John Pacheco 0
  WhatsApp - (69) 9 9967-8787
 

Foto: John Pacheco/G1

Registro de Nascimento

No ano passado, 24 amapaenses nascidos antes de 1966 tiveram o registro de nascimento expedido pela primeira vez e após mais de 50 anos passaram a "existir" formalmente. Os registros tardios, ainda que em menor idade, ainda são comuns no Norte do país, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Amapá, por exemplo, em 2018, cerca de 11% dos 16.847 registros feitos foram considerados tardios, ou seja, aconteceram a partir de 15 meses após o nascimento, indicador considerado pelo IBGE. A taxa é a 2ª maior do país, atrás apenas de Roraima, que superou os 18%.

O Norte concentra quase 50% dos registros tardios de todo o país. Para o instituto, as dificuldades geográficas, com acesso exclusivo de barco e aspectos culturais colaboram para a deficiência, mesmo com mutirões realizados nos últimos anos pelos órgãos governamentais.

Do total de registros de 2018 no Amapá, 1.869 foram tardios, dos quais 1.799 foram de cidadãos entre 1 e 17 anos e 70 de pessoas acima dos 18.

O IBGE aponta ainda que há uma grande diferença entre os nascidos notificados e os registrados.

Ou seja, o sistema de saúde não recebeu qualquer informação de 2,65% dos nascidos em 2018, sendo assim, cerca de 8% dos amapaenses com registros tardios no ano passado nasceram em estabelecimentos públicos ou privados e mesmo assim não foram registrados.

Entre os municípios do estado, Pedra Branca do Amapari está na frente, com 38% dos registros feitos no ano passado, serem de cidadãos com mais de 1 ano e 3 meses. O instituto acredita que alto percentual está relacionado ao grande nascimento de crianças indígenas na região.

Os dados foram divulgados na pesquisa Estatísticas do Registro Civil e trazem informações obtidas desde 2015 e que agora estão considerando as informações do Ministério da Saúde. A metodologia antiga que considerava o registro tardio aquele feito até 90 dias após o nascimento foi descontinuada.

"Em 2019, o IBGE adotou uma nova metodologia para mensurar o sub-registro de nascimentos e óbitos referente aos anos de 2015, 2016, 2017. A nova metodologia não é comparável com a metodologia anterior, cuja série histórica foi finalizada no ano de 2014", detalha.





Curta nossa página no Facebook ou deixe seu comentário



Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

 
 
Veja também em Notícias da Amazônia


Suspeito de assalto morre após confronto com a PM no centro de Palmas; tiroteio assustou moradores
Caso foi na quadra 110 Norte. Um dos suspeitos acabou sendo morto em um matagal e o outro foi preso...


Buscas por idosa que desapareceu em rio ao tentar salvar neta que morreu afogada chegam ao 3º dia
Acidente aconteceu no rio Palma, em Paranã, no sul do Tocantins. Segundo o Corpo de Bombeiros, as duas vítimas foram arrastadas pela correnteza...


Tocantins adere a projeto para monitorar avanço das áreas de seca
Os primeiros dados indicam duas grandes áreas de seca grave na região central do estado. Ideia é auxiliar nas políticas de combate a sede...


Barco francês coletor de lixo quer atuar nas duas margens do Rio Oiapoque; Marinha analisa no AP
Parlamentares tentam liberação das águas do lado brasileiro...

 
 
 

 



 
 
 
 
EMRONDONIA.COM
FALE CONOSCO  |  ANUNCIE  |  EQUIPE  |  MIDIA KIT   |  POLÍTICA DE PRIVACIDADE