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Agachamento profundo: benefícios de praticá-lo
O agachamento profundo é um dos exercícios mais eficazes quando se trata de ganhar massa muscular e força no conjunto de membros inferior. Vamos descobrir mais sobre ele!
Publicado Sexta-Feira, 8 de Novembro de 2019, às 19:01 | Fonte Sou Fitness 0
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Divulgação/ Internet

O agachamento profundo não é outro senão aquele em que as coxas ultrapassam o paralelo, colocando a articulação do quadril abaixo da articulação do joelho. Trata-se de um exercício que nos ajuda a desenvolver e fortalecer quase todas as fibras musculares do corpo.

Por esse motivo, será essencial entender a nossa posição corporal – biomecânica – para concluir o movimento do agachamento profundo. A seguir, descobriremos quais são os músculos que influenciam na execução do exercício.

Quais músculos estão envolvidos nos agachamentos profundos?
Como mencionamos anteriormente, conhecer a biomecânica do movimento será fundamental para uma execução correta. Os músculos envolvidos no agachamento profundo são os seguintes:

Quadríceps: trata-se do maior músculo do corpo. O quadríceps é formado por 4 segmentos: o reto femoral, que está inserido na coluna ilíaca, o vasto externo, o vasto interno e o vasto médio. Os três têm sua inserção no fêmur e chegam até a rótula.
Femoral: esse músculo é antagonista ao quadríceps. Sua função mais importante é a de compensar a extensão com a flexão. Quando falamos sobre o agachamento profundo, o femoral é responsável por controlar a velocidade de descida, e é por isso que se torna tão relevante nesses casos.
Outros músculos: embora menos importantes, também influenciam o agachamento do músculo semimembranoso e semitendinoso, além do tensor da fáscia lata, dos adutores, do menor e do maior. Em menor grau, também estão envolvidos o glúteo maior e os eretores da coluna espinhal.


Agachamentos profundos vs. agachamentos tradicionais


A seguir, vamos repassar as vantagens de praticar o agachamento profundo ao invés do agachamento tradicional.

Os ligamentos cruzados são muito importantes em várias modalidades esportivas, e o agachamento profundo é menos prejudicial para eles do que o tradicional. Esses ligamentos são, como já sabemos, fundamentais para a estabilidade do joelho. Sempre que pudermos, devemos protegê-los de lesões que exigiriam um certo tempo de repouso ou até cirurgias.
Obteremos maior desenvolvimento, além de maior ganho de força no quadríceps em comparação com o agachamento tradicional. Isso ocorre porque a força máxima do quadríceps ocorre a 90 graus de flexão.
Obteremos uma maior ativação, tanto dos músculos posteriores da coxa quanto dos glúteos. Esses últimos são a musculatura mais envolvida ao fazer sprints e corridas curtas. Com o agachamento profundo, portanto, melhoraremos o desempenho em esportes como futebol, basquete etc.


Benefícios de praticar o agachamento profundo
O agachamento profundo é, sem dúvida, o melhor exercício para trabalhar as pernas, especialmente se for feito rompendo o paralelo. Além dos benefícios mencionados acima, podemos adicionar estes outros:

Melhora a mobilidade das fibras musculares da parte inferior do corpo.
No agachamento profundo, trabalhamos o movimento completo, o que ajuda a reduzir o risco de ruptura fibrilar. Se acostumarmos a fibra a aumentar seu grau de extensão, melhoraremos as adaptações.
O agachamento profundo ocorre no plano sagital do joelho e do quadril e na parte alta do tornozelo. Isso permitirá que essas regiões possam suportar mais peso e também contribuirá para melhorar a rigidez do tecido.
Com esta prática, garantiremos que as articulações, cartilagens e meniscos sejam estimulados de maneira mais otimizada, o que serve para reduzir o risco de lesões.
Quanto à hipertrofia muscular – o ganho de massa muscular – estudos recentes mostraram hipertrofia superior com o agachamento profundo em relação ao agachamento tradicional.


Também é favorável para a estabilização lombo-pélvica, algo fundamental quando se trata de prevenir lesões tão incômodas quanto a temida pubalgia.
Alívio da dor: em pessoas com uma lordose importante em sua região lombo-sacral, que produz uma dor que pode ser muito intensa, ao fazer o agachamento profundo a pelve gira para trás, o que permite que a coluna se alongue e os incômodos diminuam.


Com todas essas informações, podemos erradicar os mitos sobre o agachamento profundo. Não devemos ter medo de nos lesionar com a prática deles, mas pelo contrário. Por que não começar a praticá-lo como parte de sua rotina de exercícios?





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