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Venezuela. É Maduro quem ordena as perseguições políticas, acusa ex-chefe da polícia política
Christopher Figuera chefiou a temida polícia política da Venezuela até à tentativa de golpe de 30 de abril, liderada por Juan Guaidó. Exilado nos...
Publicado Quinta-Feira, 11 de Julho de 2019, às 12:01 | Fonte Expresso – Portugal 0
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Divulgação/ Internet

Rafael Acosta Arévalo foi a enterrar esta quarta-feira, por iniciativa das autoridades da Venezuela e contra a vontade da família. Esta exige uma autópsia independente, suspeitando que o capitão, que morreu nos calabouços dos serviços secretos, tenha sido torturado até à morte.

Acosta foi detido em 21 de junho por alegada participação na tentativa de golpe contra o Presidente Nicolás Maduro. Advogados garantem que o cadáver apresentava fortes sinais de espancamento.

“As torturas na Venezuela são sistemáticas”, garante Cristopher Figuera, exdiretor do Serviço Bolivariano de Informação (SEBIN) até muito recentemente. “É uma forma de manter as pessoas aterrorizadas”, diz em entrevista ao diário espanhol “El Pais”, publicada esta quinta-feira.

Figuera fugiu da Venezuela após o levantamento liderado por Juan Guaidó, a 30 de abril, não ter tido o resultado pretendido. No mês anterior, o ex-general do exército venezuelano, de 55 anos, enviara uma carta a Nicolás Maduro pedindo-lhe que dissolvesse a Assembleia Constituinte e que a substituísse por uma Comissão Eleitoral. A corda quebrou para o seu lado.

PERSEGUIÇÕES A PROPÓSITO DE TUDO
“No caso do capitão [Rafael Acosta Arévalo], a situação é dolorosa, dramática, aberrante. Nesses organismos [no caso, a Direção Geral de Contrainformação Militar (DGCIM)], há pessoas que reportam diretamente a Maduro para amedrontar, aterrorizar a quem se oponha aos seus planos”, confirma Figuera.

Enquanto diretor do SEBIN, ele assistiu na primeira fila a ações que mancham a ficha da Venezuela em matéria de direitos humanos. “Faziam-se perseguições a propósito de tudo no campo político. Os direitos políticos estão em causa na Venezuela, todo aquele que não estiver de acordo com o que Maduro determinar é sinalizado como inimigo. Fazem-se perseguições eletrónicas, telefónicas, no terreno.” E acusa: “É Maduro, é Maduro quem ordena as perseguições políticas.”

Figuera recusa-se a reconhecer que a tentativa de golpe de 30 de abril foi um fracasso. “A operação ‘Liberdade’ está em marcha”, diz. “Há coisas que estão a acontecer decorrentes desse amanhecer.” Dá como exemplo as conversações entre Governo e oposição, em curso na ilha caribenha de Barbados, em busca de uma saída para a crise.

PORQUE NÃO DESERTARAM OS MILITARES?
Uma das razões para o insucesso da operação de que Juan Guaidó foi o rosto mais visível foi a inexistência de deserções nas altas esferas militares. “Maduro tem sequestrada a cúpula militar com uma mensagem disfarçada de patriotismo e de lealdades, de simbologias. Alguns militares que ocupam altos cargos na hierarquia têm compromissos de natureza económica ou então Maduro conhece-lhes algum segredo. E mantém-nos agarrados.”

Cristopher Figuera acredita que é possível uma saída pacífica para a crise, mas só “se Maduro sair. Ele tem de sair. Esse é o problema”. “Maduro fala de diálogo sempre que se sente encurralado. Por isso digo que é um golpista. O que quer é continuar no poder. Utiliza [o diálogo] como válvula de escape”, acusa. “É uma manobra para ganhar tempo.” E eternizar-se no Palácio de Miraflores.

MARGARIDA MOTA
 





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