Rondônia, - 00:45

 

Você está no caderno - Tecnologia e Vida Digital
Tecnologia
Opinião: nós realmente precisamos de um celular dobrável?
Publicado Quinta-Feira, 8 de Novembro de 2018, às 05:34 | Fonte Olhar Digital 0
http://www.ariquemesonline.com.br/noticia.asp?cod=356485&codDep=41" data-text="Opinião: nós realmente precisamos de um celular dobrável?
  
  WhatsApp - (69) 9 9967-8787
 

(Foto: Reprodução)

 

Por Rui Maciel*

Nesta quarta-feira (07/11), a Samsung finalmente apresentou o seu primeiro protótipo de smartphone dobrável. Com o nome de Infinity Flex, trata-se da tecnologia de display dobrável que a companhia espera colocar em alguns de seus próximos dispositivos e também em aparelhos de clientes corporativos (clique aqui para saber mais).

Além disso, o projeto conta com o apoio do Google, que desenvolverá as novas versões do Android com suporte nativo a telas dobráveis. A empresa já permite que desenvolvedores testem aplicativos com o novo formato de dispositivo e a Samsung deve lançar um emulador para o Infinity Flex "em breve". Além disso, um executivo do Google revelou que o celular dobrável da marca sul-coreana sai já em 2019.

Mas depois da curta exibição do Infinity Flex junto ao público, fica a pergunta: nós realmente precisamos de um smartphone com a tal tela dobrável?

Até janeiro de 2007 tudo era mato...

Para responder a essa pergunta, vamos voltar 11 anos no tempo. Estamos em 2007 e o mês era janeiro. Antes disso, tudo era mato no mercado de celulares com tela touchscreen. Poucas fabricantes se arriscavam nessa seara e lançavam smartphones com displays sensíveis ao toque bem ruins. Mas bem ruins mesmo!

Até que uma “tal” de Apple apresentou um “tal” de iPhone e mostrou ao mundo como realmente se faz um telefone sensível ao toque. Sua tela não era touchscreen, mas, sim, multitouch, ou seja, suporta toques de vários dedos ao mesmo tempo . Tudo era fluido, a definição era ótima, o manuseio intuitivo e, a partir daí, Steve Jobs e cia. mudaram tudo o que entendemos por telefonia móvel. Além de fazer a concorrência acordar para cuspir, o dispositivo se tornou uma referência de como executar algo realmente bem feito. O resto da história nós já sabemos.

Samsung cedeu à pressão?

E por que eu cito esta história da Apple? Porque antes de apresentar o iPhone, Jobs, Ive e suas equipes de engenheiros e designers estudaram um milhão de aparelhos da concorrência para saber o que NÃO fazer. E só mostraram seu telefone ao público quando ele já estava pronto e lapidado para venda.

E durante a exibição do Infinity Flex, eu tive a impressão de que a Samsung apresentou um produto mais inacabado do que seria aceitável, mesmo para um protótipo. Pouco falou sobre os futuros dispositivos que usariam esta tecnologia e anunciar que a fabricação deste tipo de tela começaria em 2019 me soou vago. No final das contas, eu cheguei à conclusão de que a empresa sul-coreana mostrou a novidade mais para que o mundo parasse de “encher o saco” em relação a tal tela dobrável.

Ou seja, ela cedeu à pressão para mostrar algo que, claramente, ainda está longe de virar uma realidade de mercado. Mas que fique claro: ela cedeu à pressão por causa de uma expectativa que ela mesmo criou, já que falou no tal celular durante anos, sem realmente mostrar nada de palpável. Fica a impressão que ela usou a novidade para desviar o foco da queda de vendas de seus telefones mundo afora. 

E realmente precisamos de um smarphone dobrável?

Honestamente? A resposta, por enquanto, é não. Considerando que pouquíssima gente usa todo o potencial de um telefone top de linha, o que um dispositivo como o Infinity Flex pode fazer que ótimos smartphones como os Galaxy S9 e Note 9 já não fazem? Ou mesmo os iPhones, o Moto Z ou modelos da Xiaomi, Huawei, LG ou Asus? Você consegue assistir filmes, jogar games, falar com seus amigos no WhatsApp, navegar pela internet, ouvir música, tirar fotos...tudo com muito conforto e com ótima qualidade.

Além disso, até ganhar a devida escala, não esperem um smartphone com tela dobrável barato. Rumores de mercado, inclusive, dão conta de que um dispositivo com o Infinity Flex pode custar, de saída, nada módicos US$ 2 mil.

Claro que até meados de 2019, muita coisa pode mudar. A Samsung pode ter um produto mais bem acabado em mãos e pode detalhar melhor suas potencialidades. E até calar a minha boca.

Mas se é para revolucionar de verdade, não seria melhor ter feito como sua principal concorrente?

 





Curta nossa página no Facebook ou deixe seu comentário



Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

 
 
Veja também em Tecnologia e Vida Digital


iCloud fica mais caro no Brasil, e aumento chega a 22%
...


Operadora do Google agora usa VPN para criptografar todo o tráfego de usuários
...


Este site melhora a resolução das suas fotos gratuitamente
...


Cabify agora tem opção de táxi comum; testes começam em Porto Alegre
...

 
 
 

 

Ads Emro Noticias 1



 
 
 
 
EMRONDONIA.COM
FALE CONOSCO  |  ANUNCIE  |  EQUIPE  |  MIDIA KIT   |  POLÍTICA DE PRIVACIDADE