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Realizador chinês quer recuperar os restos mortais de prisioneiros britânicos naufragados na China. A ideia não agrada a toda a gente
Publicado Segunda-Feira, 16 de Julho de 2018, às 19:53 | Fonte Expresso 0
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Divulgação - Internet

 

Fang Li, um realizador chinês que conta com o apoio de algumas famílias do naufrágio quer trazer para a superfície o que resta do Lisbon Maru, o navio de carga que, em 1942, foi afundado por um submarino norte-americano e que transportava 1.800 prisioneiros britânicos, doa quais mais de 820 morreram. No entanto, a ideia do realizador, que está a fazer um documentário sobre os acontecimentos, tem gerado polémica. Por um lado, há quem defenda que aqueles eram homens forçados a irem para a guerra e que por isso “vivos ou mortos” devem regressar a casa. Por outro, há quem ache, incluindo um dos últimos sobreviventes da tragédia, que tirar os corpos do mar não devia ser uma opção.

“Não é boa ideia tirá-los de lá. Estão todos mortos. Provavelmente, agora são apenas uns ossos branqueados.” Dennis Morley tinha 22 anos quando o Lisbon Maru afundou e é um dos sobreviventes. Hoje, aos 98 anos, é o único dos que sobreviveram no Reino Unido (só há mais um conhecido e mora no Canadá) e está contra o resgate dos restos mortais. “Era tempo de guerra e muitas coisas horríveis aconteceram. Eles estão em paz. Deixem-nos ter paz… É uma sepultura de guerra e deve ser deixada como uma sepultura de guerra”, disse à BBC.

Li argumenta que “é triste” que as centenas de jovens que morreram “ainda continuem no fundo do mar”. “Na minha opinião, estão no fundo do mar chinês numa prisão japonesa. Não os deveríamos libertar e enviá-los para casa?”, questionou o realizador ao jornal britânico “The Telegraph”. Fang Li encomendou a investigação que, em 2017, encontrou aquilo que se acredita que sejam os restos do Lisbon Maru, a cerca de 160 quilómetros a sudeste da costa de Xangai, na China. Só no final deste mês uma equipa de mergulhadores vai confirmar se se trata, realmente, do Lisbon Maru.

“Se mandam um homem para a guerra, devem trazê-lo para casa, vivo ou morto. Esta é a sua casa”, disse Amanda Christian, neta de uma das vítimas e uma das entrevistadas de Li para o documentário. O "Telegraph” sublinhou que a polémica surge numa altura em que alguns grupos apelam ao Governo de Theresa May pedindo um pacote legislativo que preste mais proteção aos locais onde morrem aqueles que perdem a vida no mar.

A 1 de outubro de 1942, quase dois mil prisioneiros britânicos eram transportados de Hong Kong para os campos de trabalhos forçados no Japão. Foi então que o submarino norte-americano Grouper atingiu o navio com um torpedo, desconhecendo que a bordo seguiam centenas de prisioneiros de guerra. Com o Lisbon Maru a afundar-se, os guardas abriram as escotilhas e tentaram afogar os prisioneiros. Depois, dispararam sobre aqueles que tentaram escapar. Foram os pescadores chineses de ilhas próximas que retiraram os homens sobreviventes do mar.

 





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