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Macron diz que convenceu Trump a não retirar da Síria
Publicado Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, às 05:56 | Fonte Expresso 0
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FRANCOIS GUILLOT/AFP/GETTY IMAGES

 

O Presidente francês Emmanuel Macron disse este domingo que convenceu Donald Trump a manter as tropas na Síria a longo prazo e a limitar os ataques de sábado às instalações de armas químicas. Segundo Macron, restringir o disparo de mísseis a alvos específicos não era necessariamente o plano inicial do Presidente dos EUA. “Persuádimo-lo de que precisávamos de limitar os ataques, depois de as coisas se descontrolarem um bocado com os tweets [de Trump].”

“Há dez dias, o Presidente Trump estava a dizer que os Estados Unidos deviam retirar-se da Síria. Nós convencemo-lo de que era necessário ficar. Nós convencemo-lo de que era necessário ficar a longo prazo”, afirmou o Presidente francês numa entrevista televisiva.

Em resposta, a secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, esclareceu que “a missão dos EUA não mudou – o Presidente foi claro ao afirmar que quer que as forças norte-americanas voltem para casa o mais rapidamente possível”. “Estamos determinados em esmagar por completo o Daesh [autoproclamado Estado Islâmico] e a criar as condições para impedir o seu regresso. Além disso, esperamos que os nossos aliados e parceiros regionais assumam maior responsabilidade militar e financeira para proteger a região”, acrescentou.

Os ataques deste sábado na Síria, coordenados entre os EUA, França e o Reino Unido, saldaram-se no lançamento de 105 mísseis contra três instalações de armas químicas, sendo justificados como a retaliação a um alegado ataque com um gás venenoso em Douma uma semana antes.

Macron acusou a Rússia, que apoia política e militarmente o regime de Bashar al-Assad, de cumplicidade e de abrir caminho às ações do governo sírio. “Claro que são cúmplices. Não foram eles diretamente a usar cloro, mas, de forma metódica, construíram a incapacidade da comunidade internacional de agir, através de canais diplomáticos, para impedir o uso de armas químicas”, sugeriu.

Reafirmando a existência de provas de ataques químicos, o Presidente francês disse que a França, o Reino Unido e os EUA tinham “legitimidade internacional completa para agir”. Fracassar no reforço das linhas vermelhas levaria as autoridades russas a pensar que “a comunidade internacional é simpática e fraca”. Na sequência dos ataques de retaliação, o Presidente russo Vladimir Putin “compreendeu que já não é esse o caso”.

No entanto, Macron garantiu que pretende dialogar com todas as partes, incluindo com Moscovo, de modo a encontrar uma solução política para a Síria, e acrescentou não haver quaisquer mudanças de planos quanto à sua viagem para a Rússia, planeada para o próximo mês.

 





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