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Greve da educação: Sindicato solicita na Justiça audiência de conciliação e multa para o governo
Desde que teve início o movimento dos trabalhadores em educação, o governo estadual vem se omitindo em discutir com a Direção do Sintero toda a situação que tem gerado insatisfação e revolta na categoria.
Publicado Sábado, 10 de Março de 2018, às 12:40 | Fonte Assessoria 0
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A Direção do Sintero protocolou hoje (09/03) no Tribunal de Justiça de Rondônia uma solicitação para que seja realizada audiência de conciliação com a finalidade de solucionar o impasse criado pelo governo do Estado que resultou na greve dos trabalhadores em educação em 21 de fevereiro.

Desde que teve início o movimento dos trabalhadores em educação, o governo estadual vem se omitindo em discutir com a Direção do Sintero toda a situação que tem gerado insatisfação e revolta na categoria.

Nesta semana os diretores do Sintero buscaram o apoio dos deputados estaduais, que decidiram convocar os secretários integrantes da MENP – Mesa de Negociação Permanente para prestarem esclarecimentos e apresentarem uma proposta à categoria.

Para surpresa geral, em resposta, a Assembleia Legislativa recebeu ofícios em que os secretários se recusam a atender à convocação sob as mais diversas alegações.

O ofício do Secretário-Chefe da Casa Civil foi respondido por um assessor informando que o titular estaria de férias e não poderia comparecer. O Secretário da SEPOG informou que estaria em viagem. A superintendente da SEGEP também recusou a convocação informando que não possui as informações a serem prestadas e que precisaria de mais tempo para fazer o levantamento. Os demais secretários sequer responderam à convocação.

Isso demonstra que o governo do estado não está nada interessado em buscar uma saída para o problema, pois, em vez de atender à convocação da Assembleia Legislativa, insiste na ilegalidade da greve e requereu o pagamento de multa de R$ 100 mil por cada dia de mobilização dos trabalhadores em educação.

Além disso, requereu que cada diretor do Sintero pague uma multa de R$ 2 mil por cada dia de mobilização.

Diante do descaso do governo do estado com a educação e das manobras para não dialogar com os representantes da categoria, a diretoria do Sintero, através da assessoria jurídica, requereu na Justiça a realização de uma audiência de conciliação para que os fatos sejam esclarecidos e para que haja diálogo, com a apresentação de proposta por parte do Executivo Estadual.

Na mesma petição o Sintero requereu que seja arbitrada uma multa também de R$ 100 mil por dia ao governo do estado caso mantenha essa omissão em não receber os representantes da categoria.





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