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Purgar
Os termos purgação, purga, ou o verbo purgar, e suas derivações...
Publicado Quarta-Feira, 30 de Dezembro de 2020, às 09:21 | Fonte William Haverly Martins 0

 
 

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Os termos purgação, purga, ou o verbo purgar, e suas derivações, são de origem latina, remontam ao início do cristianismo: era necessária uma purgação para que a humanidade pudesse ser salva do pecado de Adão, o que aconteceu por intermédio de Jesus Cristo, no Jardim do Getsêmane, na cruz do calvário e na ressurreição. Cristo purgou os pecados do mundo! Posteriormente, a Igreja Católica criou o Purgatório e a confissão, com as suas respectivas purgas. Já não bastava a expiação de Cristo pelos pecados do mundo, os cristãos tinham que sofrer um pouco mais, antes de merecer o paraíso e a companhia divina. Pelo conveniente direito canônico, a purga das bruxas era a morte na fogueira. O medo era o carrasco.

Hollywood produziu vários filmes, sugerindo que em determinado dia do ano a purga singular ou coletiva poderia ser exercida, sem qualquer punição humana ou divina, ou seja, os americanos estavam liberados para cometerem homicídios, durante 12 horas, como forma de se livrarem de um inimigo, de um desafeto, ou de alguém que eles achavam prejudiciais à sociedade, etc. Imaginem a loucura, se fosse permitido tal comportamento, no Brasil, ainda que por apenas um dia.  Só mesmo a imaginação hollywoodiana, produz purgas como essas. Parece que filmes e jogos violentos são uma espécie de purga, aos que assistem ou jogam, principalmente se envolvem justiceiros! Com a palavra, os psicólogos…

O brasileiro purga seus pecados, tendo que sobreviver com um baixíssimo IDH, decorrente da péssima administração dos políticos e da corrupção inerente. São tantas canalhices, em todos os poderes, que nós, simples mortais, merecemos o paraíso, sem ter que passar pelo purgatório.  O ideal seria que eles, os corruptos, fossem pregados na cruz pela remissão de nossos pecados, pois é duro assisti-los no usufruto de seus crimes, sorrindo e aguardando a indefinida lei divina chegar. Deveria estar na lei dos homens: 250 ml de óleo de rícino, administrado em jejum, sem direito a uso de sanitário, e o sujeito nunca mais aceitaria propina. 

A purga de um político é acordar com a PF batendo a sua porta, mas é uma expiação branda, pois logo mais será perdoado, pela instância superior. Qual a diferença entre um desembargador e um ministro da Suprema Corte? o primeiro acha que é Deus e o segundo tem certeza.

Nem os que são pegos com a mão na botija, com dinheiro na cueca, ou dólar no   reto, permanecem na prisão. Nem a visão, via noticiário da TV, de um apartamento, cheio de dinheiro furtado, sensibilizou a autoridade repressora. O tempo de liberdade de um transgressor deveria ser proporcional as suas ações, mas este não é o entendimento dos nossos códigos, nem da nossa Constituição Federal, considerada a mais avançada do mundo, ratificadora do endereço da casa-da-mãe-joana.  Prisão perpétua seria o mínimo.

No direito, o termo purga advém da conciliação, no confronto de interesses. Às vezes, com um simples aperto de mãos purga-se o conflito. Na Medicina, o purgativo limpa, põe pra fora todas as sujeiras. Vai um purgante aí, senador?

Na viagem da vida, aprendemos que o Universo não apoia perfeição, apoia equilíbrio, evoluímos como se estivéssemos em busca constante da convivência equilibrada, fugindo dos donos da opinião pública, das sombras que nos perseguem, em forma de preconceito, corrupção, suborno, egocentrismo, perversão e injustiças de toda ordem. A vida é uma viagem desequilibrada!!!

Somos então convidados pelo íntimo a purgar as tristezas, as revoltas, o medo, a insegurança, chorando, esmurrando a parede, gritando, rezando, até que aquela sensação de desconforto diminua e você possa retomar sua vida com um abraço amoroso em si mesmo. A clareza mental retorna, o alívio emocional volta. A vida continua e você percebe que os problemas foram purgados pela atitude. Não esmoreça, não aceite humilhação, vá pra cima!!!

Nem sempre as normas jurídicas ou as conveniências humanas, que regem a interação entre os interesses grupais, atentam para o princípio da isonomia, na maioria das vezes, os agentes responsáveis pela aplicação das leis falham, por ignorância, arrogância ou mediante o recebimento de propinas; somos entregues então ao Deus-dará, e as verdades divinas isonômicas não alcançam todos os ouvidos humanos. Ainda bem que Deus inventou o dedo do meio!!!

Que 2020 tenha purgado todas as nossas falhas e 2021 ressurja, dando nova chance à esperança, decretando morte ao vírus da Covid, da intolerância, da exploração do homem pelo homem e do preconceito a qualquer naipe ou cor. Um feliz ano novo depende do esquecimento dos erros dos anos velhos e do exercício do perdão. Salve a vida!!!







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