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Dia do quadro de material bélico - 30 de outubro
Em 30 de outubro, comemora-se o dia do Quadro de Material Bélico...
Publicado Quinta-Feira, 29 de Outubro de 2020, às 14:50 | Fonte Exército Brasileiro 0

 
 

Divulgação

Em 30 de outubro, comemora-se o dia do Quadro de Material Bélico, data do nascimento de seu patrono, o Tenente-General Carlos Antônio Napion, escolhido por seu amor à profissão, sua fé na missão e pelo rigoroso cumprimento do dever.

Quando Napoleão conquistou a Itália, em 1800, o Ten Gen Napion passou a servir ao Rei de Portugal. Em 1808, acompanhou a família real portuguesa na migração para o Brasil, sendo incumbido das missões de coordenar a defesa do território, lançar e promover o desenvolvimento da indústria bélica na colônia e instituir o ensino superior militar. Os trabalhos realizados viabilizaram não só o desenvolvimento do Exército, mas também o da base industrial do material de defesa do Brasil, fator que contribuiu para o progresso nacional.

O embrião da história do Material Bélico, no Brasil, remonta ao período do Brasil- Colônia, mais precisamente ao ano de 1762, momento em que foi criada, por ordem do General Antônio Gomes Freire de Andrade – o Conde de Bobadela –, a Casa do Trem. O objetivo era que esse estabelecimento fosse capaz de apoiar o material militar do exército colonial nas missões de abrigar, suprir e reparar os equipamentos de guerra e de defesa.

À época do Brasil Imperial, surgiram as primeiras companhias de artífices, cujo trabalho foi destacado nas campanhas da Guerra do Paraguai, situação que já refletia, no Exército Brasileiro, o progresso da indústria bélica europeia.

Já no início do século XX, a reorganização do Exército, promovida pelo Marechal Hermes, incluiu o reequipamento e a modernização de parques e arsenais de  manutenção. Naquela época, surgiram as primeiras organizações móveis de manutenção. Posteriormente, foram estruturadas as companhias de manutenção – leves, médias e pesadas –, proporcionando nova dimensão às organizações dedicadas à manutenção.

Deflagrada a Segunda Guerra Mundial, ficou patente a necessidade de maior apoio de Material Bélico em razão da crescente motorização e do aumento do potencial   de fogo do Exército. A Força Expedicionária Brasileira (FEB), na Campanha da Itália, contava com a 1ª Companhia Leve de Manutenção, comandada pelo Capitão Gilberto Pessanha e conhecida pela elevada eficiência e abnegação.

Como consequência da evolução e necessidade de adequar o Exército à realidade nacional, o Quadro de Material Bélico começou a se estruturar. Por meio da Portaria Ministerial Nr 407, de 20 de fevereiro de 1959, foi criado o Curso de Material Bélico da AMAN. Naquele mesmo ano, iniciou-se a formação da primeira turma com um efetivo de 34 cadetes, os quais se formaram em 4 de dezembro do ano seguinte. Ainda em novembro de 1959, foi instituído o Quadro de Material Bélico.

O primeiro distintivo do curso referia-se às atividades promovidas pelo Quadro.  Era composto de uma árvore de manivelas, acima de dois canhões coloniais sobrepostos a um conjunto êmbolo- biela, circunscrito em uma engrenagem reta de 16 dentes. Com o passar dos anos, foram levados em consideração os princípios históricos e,     em consequência, em 1976, foi proposto um novo símbolo, representando o emblema presente no Brasão das Armas da Casa do Trem, entendida como a primeira unidade de Material Bélico, que o “matibeliano” ostenta orgulhosamente nas flâmulas cinza-aço e nos uniformes, na condição de guardiões de uma tradição secular.

Atualmente, o Quadro de Material Bélico tem a missão de apoiar os elementos envolvidos nas mais diversas atividades para assegurar o mais elevado grau de confiabilidade e disponibilidade do material de emprego em combate. Para isso, desempenha trabalhos de manutenção, transporte, salvamento e suprimento de materiais, de acordo com os prazos e locais exigidos pela situação tática. Em virtude da letalidade e complexidade dos novos equipamentos, o Quadro tem modificado sua doutrina, com o propósito de torná-la mais dinâmica, versátil e flexível para atender, com mais eficiência, as imposições do combate moderno, e de aliá-la à capacitação tecnológica e intelectual cada vez maior dos recursos humanos. Dessa forma, a Força Terrestre terá sua operacionalidade garantida por equipamentos modernos, eficientes  e prontos para serem empregados em qualquer momento.

Um dos principais projetos do portfólio do Exército Brasileiro, nessa área, é o Programa Guarani, que tem por objetivos transformar as organizações militares de infantaria motorizada em mecanizada e modernizar as de cavalaria mecanizada. A introdução deste novo veículo blindado tem trazido transformações importantes na infraestrutura de manutenção, bem como na capacitação dos mecânicos e operadores.

No atual contexto do Exército Brasileiro, o Material Bélico está presente em diversas operações. A recém-encerrada missão de paz no Haiti é um exemplo de operação em que a atividade do Quadro de Napion esteve inserida. Durante a missão, o Pelotão de Manutenção e Transporte do BRABATT manteve excelentes níveis de disponibilidade dos equipamentos do contingente brasileiro e dispôs indispensável apoio de transporte às tropas. Analogamente ao caso da missão de paz, o imperioso ofício do Material Bélico foi vital para as operações de cooperação e coordenação com agências, recentemente desencadeadas pelo Exército ao ser empregado em Operações de Garantia da Lei e da Ordem.

O dinamismo do espaço de batalha e o surgimento de novos fatores no atual teatro de operações determinam a constante reavaliação das capacidades necessárias para que a Força Terrestre possa continuar eficaz nas operações. Essa afirmação traduz- se no desafio de conceber uma logística cada vez mais modular e flexível, concedendo à Força liberdade de ação, alcance operativo e grande capacidade de durar na ação.

Militares do Quadro de Material Bélico,  na  data  em  que  homenageamos  o  seu Patrono, que a integridade, a coragem, a lealdade, a probidade e o espírito de cumprimento de missão sejam os atributos que fundamentam os seus espíritos. Mantenham vivas as tradições e os valores do seu Quadro e conduzam em seus corações a chama da vitória!

Parabéns discípulos de Napion!







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