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Da ausência à eficiência + A retomada de Hildon + As projeções + Vacas de presépio
O vice-presidente Hamilton Mourão reconheceu que a ausência do Estado no cumprimento de suas obrigações é um dos grandes problemas da região.
Publicado Sexta-Feira, 28 de Agosto de 2020, às 09:24 | Fonte Coluna Sperança 0

 
 

Da ausência à eficiência
Lidando com as coisas da Amazônia não só agora, quando exerce a presidência do Conselhão da Amazônia, o vice-presidente Hamilton Mourão reconheceu que a ausência do Estado no cumprimento de suas obrigações é um dos grandes problemas da região. Nem se trata da velha conversa sobre o tamanho: o que está em questão é a eficiência.

No caso da floresta, a ausência do Estado é percebida, dentre outros fatores, pelos que enchem a boca de palavras sobre soberania mas não combatem a prevaricação que deixa o crime tomar conta, em todas as suas variantes. A Constituição traz, até em pormenores, a receita para um Estado eficiente. Começa pelo cumprimento, sem evasivas nem tergiversações, dos termos inscritos na própria Carta Magna: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e, sem nenhuma dúvida, eficiência.

Legalidade é obedecer à lei sem distorcê-la por interesses de pessoas ou grupos. Impessoalidade não é fazer do gestor o beneficiário do poder. Moralidade não é arrogância preconceituosa. Publicidade não é propaganda. E eficiência não é volume de gastos, mas, dentre outras coisas básicas, a relação custo/benefício. A ausência do Estado será ainda pior com a ausência dos entes privados e da sociedade no equacionamento dos problemas. Sendo o sol o melhor desinfetante, expor os problemas franca e abertamente será o começo da solução.

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A retomada

A retomada da popularidade do prefeito Hildon Chaves, El Barbudón, está deixando eufórico o atual alcaide e assessores. Ele que tinha iniciado a gestão como um foguete, aclamado como um novo Chiquilito, decaiu tanto no meião da sua gestão que chegou até ficar deprimido. Mas ao contrário das expectativas, Chaves retomou o prestígio, sua aceitação se multiplicou geometricamente nos últimos meses e ele vai deixar o prédio do relógio em alta podendo almejar outras conquistas a partir de 2022.

Fora da tumba!

Posso considerar a recuperação política de Hildon Chaves um caso raro na capital rondoniense, cujo eleitorado está acostumado a fritar prefeitos em fogo alto. Lembro de ex-prefeitos como Tomás Correia, José Guedes e Carlinhos Camurça que caíram para a série B da política local e não conseguiram mais se erguer. Vejam também o caso do ex-alcaide Mauro Nazif que teve dificuldades em se eleger deputado federal em 2018, mas se safando da vala comum. El Barbudón, então fica de fora daquele ditado popular local de que a prefeitura de Porto Velho é “uma tumba de políticos”.

 As projeções

A eleição de 2022 já tem três prováveis candidatos ao governo do estado e eles já estão agindo por Rondônia afora. Na verdade, as eleições municipais serão pano de fundo para o confronto entre os caciques, o governador Marcos Rocha (sem partido), senador Marcos Rogério (DEM) e deputado federal Lucio Mosquini, o ungido de Confúcio Moura e o MDB para a peleja. Outros políticos já estão se coçando também, entre eles o atual vice-governador já afiando o punhal da traição para 2022. Já são pelo menos quatro.

Vacas de presépio

Com a maioria funcionando como vacas de presépio na legislatura, os atuais vereadores de Porto Velho são ameaçados agora pelo desejo de renovação do eleitorado. No pleito de 15 de novembro mais da metade deve sucumbir nas urnas pela ineficiência constatada nos últimos anos. Incompetentes na fiscalização do Executivo, omissos em questão relevantes. Só pensavam no próprio umbigo e em armar impeachments para negociar.

Novos caminhos

 Os caciques, ex-senador Expedito Júnior (PSDB) e o senador Marcos Rogério (DEM) estão tomando caminhos diferentes na disputa da prefeitura da capital já revelando possíveis lados opostos no pleito de 2022. Em Porto Velho, Expedito e  o prefeito Hildon Chaves, apoiando o ex-secretário Thiago Tessari, e o senador Marcos Rogério, apostando em Fabricio Jurado, um nome novo na política, filho de família tradicional nestas paragens.

 







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