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Bolsonaro defende militar à frente da Saúde depois de juiz do Supremo acusar exército de estar a associar-se a um ''genocídio''
Gilmar Mendes, juiz do Supremo Tribunal Federal, disse esta semana que os militares que fazem parte do Ministério da Saúde de Jair Bolsonaro...
Publicado Quinta-Feira, 16 de Julho de 2020, às 10:37 | Fonte Expresso 0

 
 

ANDRESSA ANHOLETE / GETTY IMAGES

Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil

 


O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, recorreu às redes sociais para apoiar o seu ministro da Saúde interino, o militar Eduardo Pazuello. Segundo Bolsonaro, Pazuello é um "predestinado", e "nos momentos difíceis sempre está no lugar certo".

Esta defesa tornou-se necessária, aos olhos de Bolsonaro, de o juiz do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes ter acusado o Exército de se associar a "um genocídio”, uma palavra forte utilizada pelo juiz para se referir à progressão rápida da pandemia de covid-19 no país. Já morreram mais de 70 mil pessoas no Brasil com o novo coronavírus e vários líderes políticos da oposição e outras personalidades públicas têm criticado a leniência do Governo de Bolsonaro na luta contra a pandemia.

"Não podemos mais tolerar essa situação que se passa no Ministério da Saúde. Não é aceitável que se tenha esse vazio. Pode até se dizer: a estratégia é tirar o protagonismo do governo federal, é atribuir a responsabilidade a estados e municípios. Se for essa a intenção é preciso se fazer alguma coisa. Isso é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável. É preciso pôr fim a isso", disse Gilmar citado pela página de notícias G1.

O Presidente, porém, confia no homem que colocou à frente deste sensível ministério. "Quis o destino que o Gen [General] Pazuello assumisse a interinidade da Saúde em maio último. Com 5.500 servidores no Ministério, o general levou consigo apenas 15 militares para a pasta. Grupo esse que já o acompanhava desde antes das Olimpíadas do Rio", publicou Bolsonaro no Twitter. "O nosso Exército se orgulha desse nobre soldado", prosseguiu.

Pazuello terá falado entretanto com o juiz, a pedido do Bolsonaro, para o descansar sobre o peso dos militares num ministério que deveria ser liderado por civis. "São 28 militares, mas são cinco mil civis em todo o ministério", afirmou, numa chamada telefónica, cujo conteúdo circulou depois na imprensa brasileira.







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