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Ciência
Pasteurização do leite materno torna Sars-CoV-2 inativo, mostra estudo
Método utilizado em bancos de leite humano em todo o mundo é capaz de eliminar o vírus causador da Covid-19, assegurando a saúde dos bebês
Publicado Sábado, 11 de Julho de 2020, às 16:26 | Fonte Galileu 0

 
 

Foto: Mehmet Turgut Kirkgoz/Unsplash

Processo de pasteurização do leite materno é capaz de inativar Sars-CoV-2. Acima: Bebê sendo amamentado

 


Uma nova pesquisa publicada no Canadian Medical Association Journal mostra que é possível desativar o vírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19, presente no leite materno através da pasteurização.

O processo de pasteurização consiste na esterilização de alimentos ( como leite, queijo, iogurte, cerveja ou vinho), expondo-os a altas temperaturas e, então, resfriando-os o mais rápido possível para eliminar os microrganismos nocivos e patogênicos presentes na amostra. O método foi criado por Louis Pasteur em 1862.

Médicos de todo o mundo aconselham que mulheres lactantes continuem amamentando seus filhos normalmente, mesmo se estiverem com Covid-19. "No caso de uma mulher positiva para Covid-19 doar leite humano que contém Sars-CoV-2 — seja por transmissão pela glândula mamária ou por contaminação por gotículas, pele, bombas de mama e recipientes de leite —, esse método de pasteurização torna o leite seguro para consumo", afirma Sharon Unger, professora da Universidade de Toronto, diretora médica do Banco de Leite Humano Rogers Hixon de Ontario e coautora do estudo.

Nesses casos, o método de pasteurização utilizado é o Holder, no qual o leite é esquentado a 62,5 °C por 30 minutos. A técnica é capaz de inativar diversos vírus, como o HIV e o da hepatite, além de outros que podem ser transmitidos através da amamentação.

Para comprovar a eficária do método, os pesquisadores adicionaram cargas virais de Sars-CoV-2 em amostras de leite humano e compararam o que acontecia com as que permaneciam em temperatura ambiente por meia hora e as que passavam pelo processo de pasteurização Holder. O que eles observaram foi que o vírus no leite pasteurizado foi inativado após o aquecimento.

Em todo o mundo, mais de 650 bancos de leite materno utilizam o método Holder para garantir um suprimento seguro para bebês vulneráveis. Segundo os autores, este é o primeiro estudo a analisar os efeitos da pasteurização sobre coronavírus presentes no leite materno.







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