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Ciência
Células T no pulmão protegem crianças de formas graves da Covid-19
Alta concentração de células do sistema imunológico durante a infância e juventude pode explicar por que quadros graves da doença são menos comuns nos pequenos
Publicado Sábado, 11 de Julho de 2020, às 16:15 | Fonte Galileu 0

 
 

Foto: Robina Weermeijer/Unsplash

Ausência de enzimas no pulmão de crianças pode diminuir gravidade da Covid-19

 


Diferenças na fisiologia pulmonar e na função imunológica das crianças podem ser o motivo pelo qual quadros graves de Covid-19 são menos frequentes entre os pequenos e adolescentes. Médicos da Universidade do Texas e do Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, publicaram um artigo sobre o assunto na edição de julho do American Journal of Physiology-Lung Cellular and Molecular Physiology.

Segundo o estudo realizado pelos especialistas, apenas cerca de 1,7% dos primeiros 150 mil casos do novo coronavírus nos EUA eram bebês, crianças e adolescentes — o que é pouco, considerando que 22% dos norte-americanos fazem parte deste grupo. "Essas taxas profundamente reduzidas de infecção sintomática, hospitalização e morte estão muito além da [representação] estatística, requerem mais exames e podem ser a chave para identificar agentes terapêuticos [para a Covid-19]", escreveram os autores do artigo.

O Sars-CoV-2 utiliza a enzima de conversão da angiotensina 2s (ACE2), presente nas nossas células, como porta de entrada para invadir e controlar estas partículas humanas. Segundo o novo estudo, as crianças, entretanto, tem uma quantidade muito menor de ACE2 no corpo do que os adultos.

Além disso, os cientistas observaram que o sistema imunológico dos mais jovens responde ao novo coronavírus de maneira distinta dos adultos. Entre as diferenças está a ação das células T, que são capazes de combater ou limitar a inflamação causada pelo patógeno.

"As células T têm uma resposta viral e também uma resposta moduladora imunológica. Em casos graves de pacientes adultos com Covid-19, vimos que essas células T diminuem, reduzindo a capacidade de combater o vírus", afirmou Harry Karmouty-Quintana, coautor do estudo, em declaração à imprensa. "Nas crianças, essas células T parecem ser mantidas [no mesmo nível], mantendo ainda a capacidade combater o vírus."

Como explicam os pesquisadores, o tecido pulmonar das crianças tem naturalmente uma maior concentração de células T reguladoras, o que resulta em níveis mais altos de interleucina 10 (IL-10), um inibidor da síntese de citocinas humanas. "A IL-10 inibe a inflamação de outros componentes, como a IL-6, que são prejudiciais. Os adultos tendem a experimentar um estado hiperinflamatório, enquanto as crianças não", disse Karmouty-Quintana. "Em estudos pré-clínicos em camundongos, a IL-10 também demonstrou diminuir com a idade."

 







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