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Ciência
Cientistas captam momento em que neurônio morto é destruído no cérebro
Pela primeira vez, pesquisadores conseguem observar como células especializadas removem neurônios inativos e fazem uma faxina no sistema nervoso
Publicado Domingo, 5 de Julho de 2020, às 16:06 | Fonte Galileu 0

 
 

(Foto: Reprodução/Yale)

Cientistas conseguem gravar, em vídeo, momento em que as células do cérebro eliminam neurônio morto

 


Entender como o cérebro funciona é uma das peças-chaves da ciência para desvendar segredos por trás do envelhecimento e da recuperação de vários distúrbios neurológicos. Pensando nisso, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Yale estudaram as interações entre neurônios e captaram como o cérebro os elimina quando eles param de funcionar.

A pesquisa, publicada na revista científica Science Advances, mostra que, se células mortas não forem removidas, elas podem se converter em toxinas que danificam o sistema nervoso, prejudicando o indivíduo. "Se você parasse de coletar lixo na cidade de Nova York, não conseguiria entrar. Haveria detritos por toda parte. O cérebro, assim como a cidade de Nova York, requer um descarte eficiente de lixo", compara, em nota, Eyiyemisi Damisah, principal autora do artigo e professora assistente de neurocirurgia de Yale.

Um dos desafios de captar o momento em que isso ocorre é a rapidez com que essa remoção acontece. Além disso, muitas células morrem durante o crescimento e desenvolvimento no cérebro todos os dias, o que dificulta a localização da morte celular.

No entanto, a equipe desenvolveu métodos fotoquímicos para induzir a morte em células cerebrais únicas de camundongos vivos. A técnica, chamada de "2Phatal", usa marcadores fluorescentes para destacar como as células se comunicam e removem os neurônios mortos em tempo real. "É a primeira vez que o processo é visto em um cérebro de mamífero vivo", conta Jaime Grutzendler, coautor do estudo. "Em vez de bater no cérebro com um martelo e causar milhares de mortes, induzir uma única célula a morrer nos permite estudar o que está acontecendo logo após as células começarem a morrer e observar as muitas outras células envolvidas na remoção".

Veja o vídeo gravado pelos cientistas que mostra o processo de remoção dos neurônios inativos:

 

 

Processo de remoção 

Os autores revelaram que as células micróglia, astrócitos e NG2 trabalham de maneira altamente coordenada para remover células mortas e detritos. Cada uma delas tem uma função diferente e dividem o trabalho da "limpeza".

Os pesquisadores também notaram que as células cerebrais demoravam pelo menos o dobro do tempo para realizar essa limpeza em um cérebro envelhecido. Essa observação pode ter implicações importantes sobre o declínio funcional do cérebro. "A morte celular é muito comum em doenças do cérebro", diz Damisah. “E a compreensão do processo pode fornecer informações sobre como lidar com a morte celular em um cérebro lesionado, de traumatismo craniano a acidente vascular cerebral e outras condições."







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