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Lenha na Fogueira e o Dia dos Namorados + Relação entre a superstição popular e o poder absolutista na França e Inglaterra
Dia dos namorados! Hoje é dia de se dizer palavras de carinho a pessoa amada
Publicado Sexta-Feira, 12 de Junho de 2020, às 08:48 | Fonte Silvio Santos 0

 
 

Lenha na Fogueira 

 

Dia dos namorados! Hoje é dia de se dizer palavras de carinho a pessoa amada. Aliás, em tempo de pandemia e quarentena, talvez, este seja o Dia dos Namorados mais romântico para a maioria dos casais, sejam apenas namorados ou parceiros de baladas sem muito compromisso.

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Os casados têm grande oportunidade de renovarem seus votos de amor eterno.

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Neste dia, véspera do dia de Santo Antônio considerado o “Santo Casamenteiro”, era comum até bem pouco tampo, as brincadeiras ao redor da fogueira acessas na frente das casas.

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Enquanto os adultos degustavam bebidas e comidas típicas como quentão, aluá, bolo de macaxeira, mungunzá, vatapá e tantas outras iguarias, e ‘jogavam conversa fora’.

 

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Os casais de namorados. à beira da fogueira juravam eterno amor no ato que se chamava “Passar Fogueira”.

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Por exemplo: Passar Fogueira de Noivo e Noiva: Santo Antônio disse, São Pedro confirmou que seremos noivos, porque São João Mandou.

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Também se passava fogueira de Padrinho ou Madrinha, de Primo e   Prima e outras denominações.

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Uma das brincadeiras mais praticadas durante as festas juninas, era a da “Bacia”.

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Consistia no seguinte: Enchia-se uma bacia com água e a passava por três vezes em cima da fogueira (é claro que essa passagem era apenas nas proximidades da fogueira), acendia-se uma vela e pingava na água da bacia, com o contato com a água a estearina formaria a primeira letra do nome do futuro namorado ou   namorada e até daquele ou daquela com quem a pessoa que estava pingando a vela iria namorar ou casar.

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Tinha uma outra, que precisa de coragem. Essa acontecia mais no interior ou em festas realizadas nos sítios, que era: A meia noite do dia de Santo Antônio, São João ou São Pedro; a pessoa enfiava uma faca virgem, no tronco de uma bananeira e quando ia ver na manhã do dia seguinte, a nódoa formaria no caule da bananeira o nome da pessoa com quem a pessoa que fez a adivinhação iria namorar ou casar.

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Inclusive tem a música: ...danei a faca no tronco da bananeira não gostei da brincadeira, Santo Antônio me enganou; saí correndo lá pra beira da fogueira, ver meu rosto na bacia, água se derramou...

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Hoje seria dia de Arraial na Vila de Santo Antônio onde rituais católicos aconteceriam, na igrejinha centenária, como celebração de missa e a troca do pãozinho de Santo Antônio de Pádua.

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Nos dias atuais, apesar de as famílias passarem a maior parte do tempo juntas, em virtude da pandemia do novo coronavírus, não poderão festejar o Dia dos Namorados e nem o Dia de Santo Antônio.

 

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Pois as festas, reuniões entre amigos, não são recomendadas.

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Não teremos fogueira, dança de quadrilha e boi bumbá, não teremos adivinhação. A comida típica pode até ser servida, mas, não terá o mesmo sabor de anos anteriores.

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O sabor de agora, é muito amargo. O som do pé de coco está desafinado, o canto da toada é triste. A sanfona silenciou e a dança folclórica não tem coreografia.

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Só nos resta pedir a Santo Antônio que interceda perante o Pai Celeste pela saúde da nossa população.

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Não esperemos milagre, vamos ficar em casa, lavar as mãos com água e sabão usar álcool em gel e não esquecer de usar máscara.

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Santo Antônio Disse, São Pedro Confirmou, que venceremos a Covid 19, porque São João Mandou!

 

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VIVA SANTO ANTÔNIO! VIVA! 
IVRO

Relação entre a superstição popular e o poder absolutista na França e Inglaterra

 

A partir do historiador francês, Marc Bloch, no século XX, relatar uma história nunca mais foi igual. Criador da Escola de Annales – movimento que revolucionou os métodos de pesquisa historiográfica, Bloch, redefiniu os estudos da humanidade e sobre a sociedade monarca, no livro Os Reis Taumaturgos.

Publicada pela editora dos clássicos, a Edipro, a obra apresenta notas do autor e ilustrações originais. Além disso, a escrita traz uma ótica inovadora à crença popular de que os reis eram capazes de operar milagres e salvar vidas apenas com o toque da mão.

Não muito diferente de algumas realidades atuais em que pessoas poderosas são elevadas como “mestres” da salvação, na época, os grandes monarcas também eram vistos de tal forma. Bloch avaliou a situação de poder X submissão, e fez isso a partir da análise da história política por meio da psicologia e da mentalidade popular.

Nesta narrativa, o escritor ilustra de forma bastante convincente os benefícios daqueles que eram denominados taumaturgos, ou seja, os curandeiros, e como conseguiam exercer tanta influência capaz de mantê-los intactos de revoltas e possíveis destituições por parte de revoluções populares.

Ao estudar, particularmente, as populações da França e da Inglaterra, o historiador detectou que esse tipo de crença alimentou o poder régio até o seu desaparecimento. Seguindo essa linha, foi possível para o autor avaliar o governo não só por medidas estatais, mas sim a partir de representações, crenças e hábitos sociais.

São muitas as questões identificadas e até mesmo respondidas em Os Reis Taumaturgos. Nele, Bloch foi capaz de revelar aspectos da monarquia como quando surgiu a crença que os reis eram taumaturgos, ou porque eram mais conhecidos por curar especificamente doenças escrófulas (manifestações externas da tuberculose, da sífilis e das micoses), e em que ponto os soberanos descobriram que essa superstição poderia ser utilizada politicamente.

Ficha técnica 

Os Reis Taumaturgos: Estudo sobre o caráter sobrenatural do poder régio na França e Inglaterra

Editora: Edipro
Assunto: História

Preço: R$ 87,00

ISBN: 9788552101123

Edição: 1ª edição, 2020

Tamanho: 16x23 cm

Número de páginas: 496

Link de venda: https://amzn.to/2yEeX6j 







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