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MAB reivindica subsídio para luz
MAB reivindica subsídio para luz, água e gás durante crise do coronavírus
Objetivo é impedir que mais da metade dos trabalhadores do campo e da cidade caiam na extrema pobreza com os impactos da crise causada pelo coronavírus
Publicado Terça-Feira, 24 de Março de 2020, às 14:34 | Fonte Amazônia.org 0

 
 

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) divulgou nesta segunda-feira (23) nota reivindicando a isenção do pagamento de contas de água e de luz e o fornecimento mensal de um botijão de gás de cozinha para as famílias de baixa renda durante os quatro meses em que vigorar a declaração do estado de calamidade pública. O objetivo é impedir que mais da metade da classe trabalhadora caia na extrema pobreza com as consequências da crise causada pelo coronavírus. O benefício é reivindicado para famílias do campo e da cidade.

“É o mínimo que o Estado brasileiro deve garantir para que as pessoas consigam enfrentar esta situação com uma qualidade de vida minimamente razoável”, disse Iury Paulino, da Coordenação Nacional do MAB.

O movimento reivindica ainda a anistia das dívidas e de multas de contas atrasadas, a proibição de aumento de tarifas ao longo de 2020, bem como a revogação do decreto presidencial nº 9.642, de dezembro de 2018, que acabou com o subsídio a pequenos agricultores, aumentando em 40% a conta. O MAB entende que é justo que os trabalhadores tenham os mesmos benefícios concedidos pelo governo às grandes indústrias, bancos, shoppings centers e ao agronegócio, que pagam em média 55% a menos nas suas contas.

Água Além da tarifa zero na conta, é reivindicada a distribuição gratuita de água potável às famílias de bairros e comunidades que não têm atendimento adequado pelo sistema de saneamento básico e a suspensão dos cortes de fornecimento dos consumidores em situação de inadimplência.

Também é preciso suspender as multas aos consumidores residenciais nesses quatro meses e a anistia das dívidas e multas de contas com pagamentos atrasados de consumidores residenciais.

“A gente avalia que o barco está a deriva. Além disso, o governo faz chacota de uma situação extremamente grave. Mas o que estamos apresentando é a pauta dos trabalhadores, e nós vamos buscar espaço para apresentar nossas demandas junto aos poderes constituídos do Estado brasileiro. Para isso, é preciso o máximo de organização”, afirmou o dirigente.

Mobilização na quarentena Para Iury Paulino, o momento é de pensar em alternativas para a organização social dos trabalhadores. “Agora é explorar a potencialidade das redes sociais e, a partir delas, criar uma grande rede de solidariedade e mobilização virtual para que tenhamos, em um curto período de tempo, uma força coletiva para garantir nossos direitos nesse período de crise”.

O documento não deixa de ressaltar as medidas propostas como direito legítimo dos trabalhadores, e não um favor do poder público. “Não é hora de governo e empresas lucrarem enquanto os pobres sofrem com o desemprego, a doença ou falta de condições. É momento de colocar a vida acima do lucro”.







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