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Envelhecer é questão econômica. Preparou-se?
Vamos consumir mais a copaíba genuinamente rondoniense, ou adquirir cápsulas em farmácia, com alterações químicas? Pagar mais caro o mesilato de dosasogina para...
Publicado Sexta-Feira, 24 de Janeiro de 2020, às 09:19 | Fonte Montezuma Cruz 0

 
 

Divulgação/ Internet

Vamos consumir mais a copaíba genuinamente rondoniense, ou adquirir cápsulas em farmácia, com alterações químicas? Pagar mais caro o mesilato de dosasogina para tratamento de sintomas clínicos da hiperplasia prostática benigna, ou mudar de medicamento?
 

Visitar uma grande rede de farmácias distribuidoras, ou optar pela Qualiervas da doutora Sumika? Deixar o barco seguir com incertezas de rumo, ou trocar a carne vermelha por peixe e galinha caipira, comprando diretamente em sitiantes? Emprestar algum dinheiro de sedutores bancos especializados, ou guardar pelo menos um terço do benefício mensal do INSS?

O envelhecimento tornou-se questão política e econômica relevante no mundo. É que a proporção e o número absoluto de idosos vêm crescendo em ritmo inédito, comenta o Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados, em estudo fenomenal. Leia-o, aqui. file:///C:/Users/72565977891/Downloads/Brasil-2050.pdf 

Tudo isso que falei diz respeito à sua vida após o benefício da aposentadoria. O assunto vem à tona, porque o Iperon experimentou na Capital e levará agora ao Interior, seus projetos de humanização para aposentadoria, ou seja, orientará física, psicológica e financeiramente aposentados estaduais (do Executivo, Legislativo e Judiciário) a participar de atividades diversas, notadamente, melhorias na nutrição, a fim de que tenham vida mais ativa.

Na minha compreensão, esse alardeado consumo de alguns medicamentos super químicos – sem descambar para a hipocondria – também cabe inteirinho no bojo das orientações do instituto. Um pitaco: o composto uxi com unha de gato, desconhecido pela maioria dos próprios rondonienses, é excelente anti-inflamatório natural.

Segundo o minucioso documento do Centro de Estudos e Debates, em 2012, só o Japão tinha mais de 30% de idosos; na segunda metade deste século, vários países da União Europeia, da América do Norte, o Chile, a China, a Rússia, a Coreia, o Irã, a Tailândia e o Vietnã chegarão lá. 

"A França teve quase 150 anos para adaptar-se a 20% de aumento populacional; o Brasil, a China e a Índia terão pouco mais de 20 anos para isso. Até 2050, a quantidade de idosos vai duplicar no planeta; no Brasil, irá triplicar", explica.

"Dois fatores concorrem para o envelhecimento acelerado das populações: de um lado, o aumento da esperança de vida (os idosos hoje vivem mais e os mais novos chegam melhor à velhice); de outro, o decréscimo nas taxas de fecundidade. As melhorias do saneamento básico, da indústria de medicamentos e das tecnologias médicas também contribuem para este resultado", descreve.

Mas viver mais não significa necessariamente viver bem, alerta o mesmo estudo. 

Se os anos adicionais forem vividos com boa disposição e saúde física e mental, trarão consigo um aumento do capital humano. Hoje, diz um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), “os 70 são os novos 60”. Entusiasmada jornalista nacional, adaptando a ideia para o Brasil, afirma: “Os 60 são os novos 40”.

O Brasil tem mais de 28 milhões de pessoas idosas, que representam 13% da população do País.

Assim caminhamos, já nos acostumando a ver na tela da TV ou em nossos telefones celulares: não obstante os desafios postos aos povos na contemporaneidade e as diferenciações nos processos de envelhecimento, introduzidas por fatores históricos, o mundo terá 2 bilhões de idosos em 2050. 

Nesse contexto, faz sentido a mensagem da OMS: “Envelhecer bem deve ser uma prioridade global”.

Viva a vida longeva dos que conseguem alcançá-la!







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