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Espiritualidade e Religião
Presos analfabetos aprendem a Bíblia em áudio e mudam o clima de violência na cadeia
A transformação proporcionada pelo Evangelho de Jesus Cristo vai além da esfera pessoal
Publicado Segunda-Feira, 18 de Novembro de 2019, às 09:45 | Fonte Gospel + 0

 
 

Divulgação/ Internet

A transformação proporcionada pelo Evangelho de Jesus Cristo vai além da esfera pessoal. Ela atinge todos ao redor de quem lê ou simplesmente escuta a Bíblia Sagrada, uma realidade que vem sendo observada pelos diretores das cadeias de Uganda, na África.

Um projeto chamado “Proclamadores“, promovido pela Sociedade Bíblica de Uganda (BSU, sigla em inglês), está impactando a vida de milhares de presos no país. Ao perceber que os quase 60 mil detentos são analfabetos, a organização resolveu distribuir a Bíblia em áudio.

O resultado da iniciativa tem sido observado através da diminuição da violência nas cadeias. O comportamento dos detentos que escutam a Bíblia mudou,  porque “os prisioneiros em centros de detenção no país agora estão reconciliados com seu Pai celestial por meio da Bíblia falada que traduzida no idioma local”, diz a BSU.

“Anteriormente rebeldes, os prisioneiros se reúnem com suas famílias. Antigamente violentos, os presos são chamados a compartilhar a paz de Cristo com suas comunidades”, completa a organização em um comunicado, segundo informações da UG Christian News.

Em uma das imagens divulgadas pela organização (capa da matéria) é possível enxergar um grupo de presos reunidos em volta de um pequeno rádio, todos ouvindo a Palavra de Deus.

Uma das pessoas alcançadas pelo trabalho missionário foi uma mulher que não teve o nome revelado por razão de segurança. Ela está na Prisão de Segurança Máxima de Luzira por ter agredido o seu ex-marido na cabeça com o cabo de um machado, o que terminou lhe matando.

Condenada há 18 anos de prisão, ela teve a oportunidade de encontrar da Bíblia em áudio a chance de se reconciliar com Deus e ter uma nova perspectiva de vida. “Um sábado à noite, ouvi a história do filho pródigo em Lucas 15. Chorei amargamente e pensei: ‘Eu sou a filha pródiga'”, disse ela.

Não apenas os presos já perceberam a diferença na forma como lidam uns com os outros, mas também os familiares deles. “Sinto uma grande convicção em ensinar meus irmãos a obedecer e amar nossos pais, para que eles não acabem como eu”, destacou a detenta.

Hoje a mulher deseja ser um instrumento nas mãos de Deus para alcançar outras vidas através do seu testemunho. “Minha oração é que Deus me ajude a pregar como João Batista, que batizou muitas pessoas”, conclui.







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