Rondônia, - 15:34

 

Você está no caderno - POLÍTICA
Política
Artigo: Não são apenas os protestos
Há a preocupação de que o PIB no vermelho afete ainda mais o capital político de Bolsonaro para aprovar a reforma da Previdência
Publicado Sexta-Feira, 17 de Maio de 2019, às 10:56 | Fonte Correio Braziliense 0

 
 

foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

 

Os atos contra o bloqueio de verbas das universidades públicas nas principais cidades do país sacudiram Brasília. Não só por causa do protesto que reuniu cerca de 6 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, que terminou em confronto com a Polícia Militar e com a prisão de três manifestantes, mas principalmente pelos efeitos políticos da presença de professores, estudantes e servidores da educação nas ruas para demonstrar indignação contra o contingenciamento imposto pelo governo.

Desde o meio da tarde de quarta-feira, auxiliares do presidente avaliam o efeito das manifestações. No Planalto, há a sensação de que a declaração de Jair Bolsonaro sobre os “idiotas úteis” nas universidades ajudou a inflamar os protestos. "São uns idiotas úteis, que estão sendo usados como massa de manobra por uma minoria espertalhona", afirmou o presidente, logo que desembarcou em Dallas, no Texas, para receber o prêmio de personalidade do ano da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

A preocupação entre interlocutores do Planalto, no entanto, vai além da educação. Existe o receio de que uma onda de protestos de outras categorias pinte nos próximos meses, principalmente por conta da projeção feita por analistas do mercado financeiro de que a atividade econômica vai desacelerar, correndo o risco de ficar perto da estagnação. Um sinal claro disso é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB, que recuou 0,68% no primeiro trimestre, em comparação com os três últimos meses de 2018.

Ou seja, há a preocupação de que o PIB no vermelho afete ainda mais o capital político de Bolsonaro para aprovar a reforma da Previdência. Esse foi, inclusive, um dos três motivos que levaram a Bolsa a fechar nesta quinta-feira no menor índice desde o início do governo, e com o dólar cotado a R$ 4,03, o maior valor desde as eleições — os outros dois foram o risco de rompimento de nova barragem da Vale e a tensão na relação comercial entre EUA e China.

Em meio ao turbilhão no mercado, o presidente em exercício, Hamilton Mourão, por sua vez, buscou passar uma mensagem de otimismo. Disse que as manifestações de quarta-feira não desestabilizam o governo e que vem aí uma melhoria no ambiente econômico, com a aprovação da reforma da Previdência no segundo semestre. "Final de julho, início de agosto irão mudar as expectativas econômicas e a vida vai seguir." Vamos aguardar os próximos capítulos.

 







Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

ADS NEWS 5

Veja também em POLÍTICA


Caso Queiroz: como estão as investigações sobre ex-assessor de Flávio Bolsonaro?
A apuração do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre movimentações financeiras suspeitas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL), vai completar 500 dias no próximo sábado, mas ainda não há conclusão a respeito do caso...


MP diz que Flávio Bolsonaro ‘direciona esforços para interromper investigações’
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) tem direcionado seus esforços para tentar interromper investigações sobre movimentações financeiras atípicas em seu gabinete de deputado estadual no Rio e...


Major Olímpio diz que se preocupa com 'pseudoaliados' de Bolsonaro
O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), disse nesta terça-feira, 21, que os atos favoráveis a Jair Bolsonaro marcados para o próximo domingo, 26, também servirão para chamar a atenção da sociedade para a atuação de parlamentares que se diziam...


Rodrigo Maia elogia Moro: 'Fez e tem feito política'
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, elogiou nesta segunda-feira, 13, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, por estar “fazendo política”....

 




 
 
 
 
EMRONDONIA.COM

Tereré News