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Vereador do PSL em Belo Horizonte é preso suspeito de ‘rachadinha’
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu temporariamente, nesta terça-feira, 2, o vereador de Belo Horizonte Claudio Donizete Duarte (PSL) e seu chefe de gabinete, Luiz Carlos de Souza Cordeiro.
Publicado Quarta-Feira, 3 de Abril de 2019, às 09:40 | Fonte Veja.com 0

 
 

© Karoline Barreto/CMBH Cláudio Duarte, vereador do PSL-MG


A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu temporariamente, nesta terça-feira, 2, o vereador de Belo Horizonte Claudio Donizete Duarte (PSL) e seu chefe de gabinete, Luiz Carlos de Souza Cordeiro. Eles são suspeitos de praticarem o esquema conhecido como “rachadinha”, em que o parlamentar fica com parte do salário do funcionário do gabinete. 

A Divisão Especializada de Investigação de Fraudes e Crimes contra a Administração Pública da Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão na Câmara Municipal de Belo Horizonte, em seu Comitê Eleitoral e em uma associação que ele fundou, no bairro Céu Azul.

“O inquérito mostra que desde o início do mandato, até o presente momento, o vereador, através de ajuste com funcionários do gabinete, vinha desviando dinheiro público em seu benefício. Ele exigia parte do salário dos funcionários, alegando, dentre outros motivos, necessidade de quitar despesas da campanha eleitoral. Com o início das investigações, ele passou a ameaçar os envolvidos para que permanecessem em silêncio”, afirmou o delegado Domiciano Monteiro.

Monteiro disse a VEJA que a investigação, iniciada no ano passado, aponta que os crimes são cometidos desde janeiro de 2017. “Desde que soube que havia vencido as eleições, ele [Claudio Donizete Duarte] começou a articular a prática desse esquema criminoso”, explicou. Segundo o delegado, um dos funcionários, que recebia um salário de 11.000 reais, repassava 10.000 reais ao parlamentar através do chefe de gabinete. O Ministério Público de Minas Gerais ainda não ofereceu denúncia contra o vereador.

Claudio Duarte e seu chefe de gabinete são investigados pelos crimes de peculato, concussão, formação de organização criminosa e obstrução de justiça. O delegado também pediu a indisponibilidade de bens do vereador e o afastamento cautelar das funções de Luiz Carlos de Souza Cordeiro e outros quatro funcionários. Todos os pedidos foram deferidos pela Justiça. 

Procurado, o gabinete do vereador não se manifestou até a publicação desta reportagem. Duarte foi eleito para a Câmara Municipal de Belo Horizonte, em 2016, com 4.513 votos. No domingo, o vereador participou de atos em comemoração ao golpe de 1964, que deu início à Ditadura Militar. “Toda história tem dois lados! O que te contaram?”, diz a publicação.

O caso do vereador do PSL se assemelha à investigação envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro. Queiroz é apontado como o responsável por gerenciar parte dos salários do funcionários do gabinete do parlamentar, então deputado estadual, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) – o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou uma movimentação “atípica” de 1,2 milhão de reais na conta do ex-assessor.

 









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