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Energisa-MS recusa reajustar salário dos trabalhadores e pressiona sindicato com ação policial
na entrada do Centro Operacional da concessionária, em Campo Grande. Neste local, geralmente são realizadas as assembleias do Sinergia-MS com os eletricitários.
Publicado Terça-Feira, 11 de Dezembro de 2018, às 07:32 | Fonte Tereré News 0
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Divulgação

Funcionários da Energisa-MS foram surpreendidos com a presença de viaturas do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), na manhã desta segunda-feira (10), na entrada do Centro Operacional da concessionária, em Campo Grande. Neste local, geralmente são realizadas as assembleias do Sinergia-MS com os eletricitários.

 

 

 

 

O sindicato já realizou seis rodadas de negociação da Campanha Salarial 2018/2019 com a empresa e não chegou a um acordo. A Energisa-MS se recusa a atender uma das principais reivindicações dos trabalhadores, que é o reajuste acima da inflação.

 

 

“A empresa achou que teríamos algum movimento hoje e se preparou dessa forma para receber os trabalhadores. Essa medida é uma repressão ao movimento legítimo e democrático dos trabalhadores”, critica o presidente do Sinergia-MS, Elvio Vargas.

 

 

O presidente do sindicato questiona ainda o uso do aparato da segurança pública em prol de uma empresa privada. “O governador tem que dar explicação, o Ministério Público tem que dar explicação, pode isso? Usar uma estrutura do governo? Mesmo que a gente fosse fazer o movimento, a polícia que foi chamada lá, foi uma polícia especial, nós não somos terroristas, nem bandidos”, enfatiza.

 

 

De acordo com Elvio Vargas, a concessionária ainda reforçou a segurança do prédio, pois havia um número maior de seguranças particulares. Outra medida denunciada ao sindicato é que a empresa pediu para os funcionários buscarem as viaturas de trabalho no domingo.

 

 

“Os trabalhadores tiveram que pegar os veículos no final de semana. A empresa mandou esse pessoal viajar ou sair para trabalhar hoje de casa, sem passar na Energisa, para esvaziar um possível movimento do sindicato”, comenta Elvio.

 

 

Segundo o sindicato, a situação agrava ainda mais o ambiente de indignação e pressão que os funcionários da Energisa enfrentam todos os dias na empresa. “Os trabalhadores estão revoltados com isso. Eles questionam: não vamos poder nem votar? Não posso mais escolher se eu quero entrar de greve, se eu aceito a proposta ou não? Ou seja, a empresa está reprimindo e tirando o direito do trabalhador de se manifestar, de votar. Vamos consultar nosso jurídico com relação a esse tipo de medida. Isso não é atitude de uma empresa que quer ser a melhor empresa para trabalhar”, afirma o presidente do sindicato.

 

 

De acordo com o Elvio Vargas, o momento já é bastante complicado para a categoria devido ao luto pela morte do eletricista Ronaldo Fiori Figueiredo, de 32 anos, na semana passada. O sindicato acompanha ainda o estado de saúde de Lindomar Ferreira de Lima, conhecido como “Balsinha”, que trabalhava com Ronaldo, e está internado em estado grave na Santa Casa.

 

 

Negociação

A Energisa-MS registrou lucro líquido de R$ 115,5 milhões nos primeiros 9 meses de 2018, o que representa aumento de 96,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

 

A concessionária de energia de Mato Grosso do Sul é a que mais lucrou no grupo Energisa. Dados do relatório financeiro do grupo apontam que Energisa-MS teve o melhor desempenho nas vendas de energia, com crescimento de 5,4%, acima do índice nacional que foi de 1,3%.

 

 

As principais reivindicações dos trabalhadores são manutenção de todos os direitos adquiridos; reposição da inflação + 1,5% de ganho real no salário; e 6% de reajuste nos tickets. O sindicato exige ainda o fim da pressão excessiva por resultados e um Plano de Cargos e Salários (PCS) transparente e justo.







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