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Eleições 2018
Veja 5 destaques do debate TV Gazeta/Estadão entre candidatos a presidente
Publicado Segunda-Feira, 10 de Setembro de 2018, às 06:22 | Fonte Estadão 0
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© Gabriela Biló/ Estadão Meirelles escolheu Alckmin para responder duas perguntas durante debate entre candidatos a presidente na TV Gazeta

 

Na noite deste domingo,9, aconteceu o terceiro debate eleitoral entre os candidatos a presidente nas eleições 2018. O encontro, promovido em parceria entre Estado, Rádio Eldorado, TV Gazeta, Rádio Jovem Pan e Twitter contou com a presença de Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (PMDB) e Guilherme Boulos (PSOL).

Internado no hospital Albert Einstein após o atentado em Juiz de Fora (MG), Jair Bolsonaro(PSL)não participou do encontro. O debate também não contou com a presença do candidato do PT, pois o partido ainda não definiu o nome do cabeça de chapa após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a inelegibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,preso e condenado na Lava Jato. O candidato Cabo Daciolo(Patriota), mesmo depois de confirmar presença, não compareceu.

O encontro foi marcado pela defesa da não violência. Os presidenciáveis evitaram confrontos na maior parte do tempo e enfatizaram discursos sobre a necessidade de "pacificar" o País.

Confira abaixo os cinco destaques do debate entre candidatos a presidente na TV Gazeta:

Bolsonaro ausente e discurso pela paz
O púlpito reservado a Jair Bolsonaro não fez parte do cenário do debate entre candidatos a presidente na TV Gazeta. A bancada vazia foi retirada a pedido dos demais presidenciáveis, em solidariedade ao concorrente do PSL que se recupera de uma facada.

Impossibilitado de participar presencialmente, o capitão reformado e suas pautas também ficaram praticamente de fora do encontro. Os candidatos adotaram discursos pela pacificação e evitaram, na maior parte das oportunidades, atacar os rivais.

Na última pesquisa Ibope/ Estado/ TV Globo, Jair Bolsonaro continuou na liderança da corrida presidencial das eleições 2018, com 22% das intenções de voto e dez pontos percentuais à frente de Ciro Gomes e Marina Silva.

Não vou chamar, vou taxar o Meirelles
O tom ameno no primeiro bloco do debate TV Gazeta/ Estado/ Jovem Pan/ Twitter foi quebrado quando Guilherme Boulos partiu para o ataque contra Henrique Meirelles.

O candidato do PSOL perguntou ao emedebista como combateria privilégios caso fosse eleito. Meirelles respondeu que pretende criar 10 milhões de empregos e disse que o mundo se divide entre quem trabalha e quem não trabalha.

Na réplica, Boulos aproveitou para disparar contra o tema da campanha do adversário. "Um banqueiro falando em trabalho é uma coisa extraordinária. Comigo rico vai pagar imposto. Vamos enfrentar o bolsa empresário, dez vezes o valor do Bolsa Família, vamos enfrentar o ‘bolsa banqueiro’, taxar grandes fortunas, inclusive sua fortuna de quase R$ 400 milhões. Não vou chamar o Meirelles, vou taxar o Meirelles", disse Boulos.

Marielle Franco
Questionado pela jornalista Vera Magalhães sobre a responsabilidade da esquerda na polarização do País e o aprofundamento da divisão política após o atentado contra Jair Bolsonaro, o candidato Guilherme Boulos lembrou do assassinato da vereadora Marielle Franco para formular sua resposta.

“Temos que diferenciar o que é violência e ódio na política e o que é polarização social. Quando diferença transborda para o ódio, isso é inadmissível. Aliás, essa semana faz seis meses do assassinato covarde de Marielle sem que a gente saiba quem matou e mandou matá-la”, disse Boulos. “Todas as diferenças que tenho com Bolsonaro vamos resolver na diferença política, não na violência”, completou.

O representante do PSOL foi ao debate entre candidatos a presidente com um adesivo de Marielle Franco fixado em sua camisa.

Meirelles X Alckmin
Henrique Meirelles foi ao debate na TV Gazeta com um alvo bem definido: Geraldo Alckmin. Nas duas vezes em que pôde escolher para quem faria suas perguntas, o ex-ministro da Fazenda escolheu o tucano para responder.

Em ambos os questionamentos, Meirelles colocou Alckmin contra a parede. Na primeira oportunidade, depois de levantar a pauta sobre o radicalismo na política, o emedebista aproveitou sua réplica para dizer que enquanto Jair Bolsonaro estava na sala de cirurgia, o programa de Alckmin na televisão continuou atacando o capitão reformado. Na segunda chance, o ex-ministro da Fazenda disse que São Paulo “exportou” o crime organizado para outros Estados do País.

Em sua defesa, Alckmin afirmou que o objetivo de suas propagandas na televisão é justamente demonstrar que a violência não nos levará a um caminho melhor. "Certamente o candidato Henrique Meirelles não viu meus spots. Porque em nenhum momento nós pregamos qualquer tipo de violência.”, disse o tucano.

Na resposta da pergunta sobre segurança pública, Alckmin citou números sobre a redução de homicídios em São Paulo e disse que pretende criar uma agência nacional de inteligência.

“São Paulo tinha, em 2001, 13 mil assassinatos. Reduzimos para 3.503 no ano passado. Somos o Estado mais seguro do País com inteligência, investigação, investimento no sistema prisional”, disse Alckmin. “Nós vamos ter uma agência nacional de inteligência unindo inteligência da PF, da Abin, da PRF, e dos Estados. Vamos ter guarda nacional em caráter permanente", completou.

Ciro Gomes e Alckmin ‘driblam’ Museu Nacional
Uma semana depois do incêndio que destruiu o acervo do Museu Nacional, o ocorrido foi pauta no debate entre os candidatos a presidente.

O tema, no entanto, não foi lembrado diretamente pelos presidenciáveis e foi levantado por uma pergunta enviada pelo Twitter. Na resposta e no comentário, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin também não apresentaram propostas específicas para os museus brasileiros.

Ciro Gomes disse que o incêndio é a “manifestação trágica” do teto de gastos públicos aprovado no governo de Michel Temer. “O Brasil impôs à nossa nação 20 anos de congelamento de investimentos em educação, saúde, segurança, ciência, cultura e tudo mais que interessa ao povo. Todos os nossos programas não serão verdadeiros e um insulto à esperança que estamos semeando se não houver revogação dessa emenda”, disse o candidato do PDT.

Alckmin, por sua vez, disse que o desajuste nas contas públicas é responsabilidade dos governos do PT e afirmou que experiências de parcerias entre governo e organizações sociais para gestão de museus em São Paulo pode ser ampliada para todo País.

 







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