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Servir à Pátria: os 21 mil militares que integram o Comando Militar da Amazônia e a árdua missão do oficio
Assim tem sido, por exemplo, a vida da Aspirante a Oficial Juliana Neves Oliveira, mãe do estudante Samuel João Oliveira de Souza, 13. Hoje, Juliana vive a uma distância de mais de 1,5
Publicado Segunda-Feira, 21 de Maio de 2018, às 19:04 | Fonte Assessoria CMA 0
https://www.ariquemesonline.com.br/noticia.asp?cod=348744&codDep=38" data-text="Servir à Pátria: os 21 mil militares que integram o Comando Militar da Amazônia e a árdua missão do oficio

  
 
 

Servir à Pátria é uma missão árdua. Na Amazônia, o ofício é mais desafiador, pois são mais de 5 milhões de quilômetros quadrados entre selva e rios que precisam de proteção diuturna, além de apoio nas áreas de além da saúde e educação. Dentre os mais de 21 mil militares que integram o Comando Militar da Amazônia (CMA), encontramos a presença de mães-militares que muitas das vezes estão longe dos filhos e da família, a fim de cumprir, com amor e dedicação, as inúmeras missões nas 24 horas por dia e nos 7 dias por semana, popularmente conhecido nos quartéis como 24/7.

Assim tem sido, por exemplo, a vida da Aspirante a Oficial Juliana Neves Oliveira, mãe do estudante Samuel João Oliveira de Souza, 13. Hoje, Juliana vive a uma distância de mais de 1,5 mil quilômetros do filho, uma vez que desempenha sua atividade profissional na localidade de Vila Bitencourt, Município de Japurá (distante 779 quilômetros de Manaus), como farmacêutica do 3° Pelotão Especial de Fronteira (PEF) do Comando de Fronteira Solimões / 8° Batalhão de Infantaria de Selva. Ali, onde ela ajuda a proteger o Brasil, também presta assistência a pessoas carentes das mais variadas origens.


Natural de Atalaia do Norte  - onde vive o seu filho Samuel – Juliana tem que realizar uma verdadeira aventura, uma vez que precisa voar, navegar e rodar em estradas, por mais de 01 dia,  desde Vila Bitencourt, passando por Tabatinga, Bejamnin Constant até chegar a Atalia do Norte, uma vez que Samuel ficou morando com a avó materna, a fim de que pudesse dar sequência aos  estudos. “Sempre estou a serviço do Exército nas comunidades indígenas e ribeirinhas em missão, atendendo os mais necessitados. Se o meu filho tivesse vindo comigo para o PEF, ficaria sozinho, pois vivemos a serviço dos que precisam de nós. Quase não teria minha companhia e por aqui a dificuldade de estudo e lazer é imensa, por isso preferi que ele ficasse com a minha mãe para poder estudar enquanto assisto aos que são totalmente esquecidos e precisam de todo nosso apoio e serviço”, disse.

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Filha de Ticuna (etnia indígena), a Aspirante relatou que foi a primeira da família a conseguir estudar e obter um certificado do ensino superior. “Fui mãe do Samuel quando ainda tinha 17 anos, mas o meu filho nunca foi o impasse para eu deixar de sonhar e correr atrás dos meus objetivos, ele foi mais um incentivo”. Ao completar os 20 anos, Juliana ganhou uma bolsa de estudos em uma universidade particular da capital. Mesmo com toda dificuldade, ela conseguiu vir para Manaus e compartilhou moradias até conseguir concluir o curso.

“Servir ao Exército tem sido uma honra. Moro hoje distante da minha família, mas no PEF encontrei outra família. Muitas das vezes sou a mãezona dos indígenas, do soldado que precisa de alguma orientação ou conselho. Vejo a importância do meu serviço. E como sempre digo, meu filho está bem com a minha mãe e hoje estou, além de servir a Pátria, cuidando de outros filhos que precisam bem mais da minha presença. Tudo que eu faço é com amor e sou retribuída por isso, e é com essa retribuição que hoje consigo manter meus dois irmãos na capital, um cursando Direito e a outra Enfermagem”, detalhou.

Mesmo vivendo em uma região de fronteira, sem acesso a shoppings, parques, cinema, dentre outros meios de diversão, para a Aspirante o que mais lhe causa saudade é a família. “Sem dúvida alguma, minha maior saudade é do meu filho e da minha mãe. Quando conhecemos a realidade dos moradores das comunidades ribeirinhas, aprendemos como é fácil ser feliz com pouca coisa. Como é importante ter a presença do Exército nessas áreas, onde praticamente a população é esquecida. Ganhei novos filhos e uma nova família, mas a imensa saudade dos meus de sangue segue comigo, pra qualquer missão que for enviada”, reforçou.

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Além das mães-militares atuantes nos Pelotões Especiais de Fronteira (PEF), há também as esposas-mães dos militares, que ao presenciarem a realidade dos assistidos pelo Exército Brasileiro (EB) nas comunidades ribeirinhas e indígenas de difícil acesso, literalmente arregaçam as mangas. Envolvem-se em projetos, buscam ajuda humanitária e sempre estão atuando com os esposos nas diversas missões desenvolvidas pelos pelotões, fazendo com que o Exército, realmente, nunca pare.

A dona de casa Michelle Pequeno da Silva Azevedo, 23, esposa do cabo Rendson Faia de Azevedo, 24, é um dos exemplos dessas esposas que muitas vezes se envolve nas ações e missões para atender a todos os moradores das comunidades que necessitam do apoio militar. O casal também atua no 3º PEF, município de Japurá (779 quilômetros da capital).

Há dois meses nasceu o segundo filho do casal e, por conta disso, o futuro deles é buscar cursar um nível superior ou uma estrutura melhor de educação para as crianças. “Sei da importância do trabalho do meu esposo e por isso, sempre que possível, estou auxiliando-o nas missões. Como sou da região, conheço mais a fundo a realidade do povo que é assistido pelo Exército e, enquanto as crianças estão pequenas e não precisam da escola, vamos nos dedicando no que  for possível para atender a comunidade, mas me preocupo com o futuro dos nossos filhos e sei que vamos precisar buscar outro lugar para o ensino deles”, comentou.

Michelle contou que a experiência de acompanhar o esposo quando há necessidade de ajuda nas missões têm feito com que ela amadureça ainda mais e muito mais rápido. “Tenho amadurecido não só como mulher, mas principalmente como mãe, pois a responsabilidade e a necessidade de  empenho nas missões é muito grande. É trabalhoso, mas gratificante. O Exército é a única força que as comunidades assistidas pelo 3º Pelotão podem contar, principalmente na área da saúde”, disse a dona de casa.

Rosa da Fonseca
O Exército Brasileiro (EB) elegeu Rosa da Fonseca, mãe de grandes soldados e expoentes da Nação – Marechal Deodoro da Fonseca, Proclamador da República e Primeiro Presidente Constitucional da República dos Estados Unidos do Brasil; General de Brigada João Severiano da Fonseca, patrono do Serviço de Saúde do Exército Brasileiro; Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca, 8º Presidente da República, entre 1910 e 1914; lembrando que também perdeu três filhos na Guerra da Tríplice Aliança - como representante maior da Família Militar, na ajuda que o Exército Brasileiro presta ao desenvolvimento do País. E tem sido com o esse espírito que outras “Rosas da Fonseca” tem seguido, apoiando, ajudando pessoas, elevando ainda mais, como mães dos seus filhos naturais ou de coração, pessoas, independente das suas origens, no desenvolvimento do Brasil, nos mais longínquos e remotos locais da Região Amazônica, como fazem Juliana e Michelle.








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