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espinha na garganta
Pré-candidato Bolsonaro: trovoadas e ventanias
O eleitor brasileiro chegou ao limiar de sua tolerância e está com a paciência na ponta do pé e doido pra chutar o pau da barraca, chutar a bananeira, e até o balde do lixo.
Publicado Sexta-Feira, 18 de Maio de 2018, às 15:19 | Fonte Antônio de Almeida Sobrinho 0
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Exame

ESTRATÉGIAS DE CAMPANHA
O eleitor brasileiro chegou ao limiar de sua tolerância e está com a paciência na ponta do pé e doido pra chutar o pau da barraca, chutar a bananeira, e até o balde do lixo.

Trovoadas e ventanias.

Este é o perfil do eleitor brasileiro quando suas esperanças se evaporaram após ver o saco virar balão e estourar com o barulho ensurdecedor do noticiário da mídia eletrônica de tantas prisões por corrupção, em sucessivas operações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF), em todos os níveis da administração pública e privada,  com os estampidos constantes de tiros de armas de fogo de pesado calibre, com tanta  violência, enquanto os marginais estão armados até o talo, atacam e humilham a população que fora radicalmente desarmada pelo regime bolivariano, e, assim, ficou refém do crime organizado, de bala perdida, de bala achada, de assaltos e furtos a mão-armada e com o excesso de falta de respeito para com o cidadão-eleitor —  que só é procurado e reconhecido quando se aproximam as eleições e na hora de votar e, depois, a maioria dos candidatos voam feito ave de rapina — os abutres, após se saciar de sua presa. 

Os abutres após se saciar de sua preza
Esta revolta do eleitor está sendo refletida na desistência do cidadão votar em seus candidatos evidenciados no alto índice de desinteresse do eleitor em regularizar seu Título de Eleitor, junto ao TRE de seu Estado — cancelado através da não realização do cadastro biométrico obrigatório, cujo prazo já fora encerrado no mês de março, próximo passado. Esta desistência em renovar o Título de Eleitor cancelado, exigindo a realização do processo biométrico vem de fato corroborar com a desmotivação do eleitor em exercer o seu direito de praticar a cidadania, através de votar e, assim, escolher seus candidatos, em todos os níveis.
No Brasil ocorreu um fato inusitado: com o advento do voto eletrônico se tornou necessário a modernização e, consequentemente, foi necessário que todos os eleitores se dirigissem ao TRE de seu Estado para realizar o processo digital biométrico eletrônico. Quem não atender a esta exigência do TRE teve o seu Título de Eleitor cancelado e se tornou necessário comparecer ao TRE para fazer a devida regularização.
Para se ter uma ideia da abstenção de votos nas próximas eleições que serão realizadas no Brasil, somente no estado do Ceará a quantidade de Títulos de Eleitores que foram cancelados totalizam hoje a 59.945 e isto significa, obviamente, que seus  eleitores não comparecerão as urnas  para votar nas próximas eleições 2018.
A FÚRIA COMO ESTRATÉGIA
Ao revelar o estágio de tolerância do eleitor brasileiro, que de acordo com o exposto anteriormente, o pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) passou a materializar  o definiu o seu perfil que vai de encontro as agruras do cidadão-eleitor e revoltado e caiu no gosto de uma fatia significante da população brasileira, mesmo com determinadas polêmicas sobre temas diversos, envolvendo racismo, machismo e trovoadas e ventanias. Porém, isto não define necessariamente, que este quadro pré-eleitoral permaneça até o final da campanha que se aproxima, especialmente no Rádio e na Televisão.

Carranca e fúria de um político.
Quem irá de fato definir as posições das raias da largada e das posições de chegada para alcançar o podium da disputa presidencial deverá ser a performance do candidato, a disponibilidade de tempo disponível para este candidato suficiente para apresentar suas ideias, discutir com a sociedade e os eleitores suas propostas eleitorais, com uma estratégia política com clareza e sem maquiagem e sem agressão pessoal  — porque hoje o eleitor está bastante escaldado e esperto e é capaz de descobrir num piscar de olhos quando o candidato é despreparado, sem controle emocional, quando este está mentindo e apresentando propostas milagreiras e impossíveis de serem cumpridas. E por fim: o candidato que tiver competência e clareza no horário gratuito do Rádio e da Televisão terá grandes chances em convencer o eleitor e, consequentemente, ganhar o seu voto.

Candidatos agressivos.
O pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) deve exonerar o seu marqueteiro e lhe dar um Cartão Vermelho se este insistir que ele não deva participar de debates e em discutir com outros candidatos e os eleitores suas principais propostas e definir outras novas, no âmbito social, econômico e tecnológico, além das apresentadas até, então. 

Cartão Vermelho para seu marqueteiro.

Quanto ao mais, o pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) necessita urgentemente começar a afinar a sua viola por que tem candidatos com o bico muito afiado, no estilo Ciro Gomes e Álvaro Dias, e se depender do tempo que será disponibilizado para seus partidos políticos — e para seus respectivos candidatos — o quadro político tende a dar a volta por cima e se inverter, quando o dia poderá virar noite, mesmo antes do sol se pôr e  antes de escurecer.  
 

O eleitor está ansioso por mudança, porém esta mudança deve vir acompanhada com conteúdo, com propostas convincentes e exequíveis, com estratégias bem delineadas e sem subterfúgios, claras e cristalinas.
De acordo com estatísticas realizadas pelo Instituto Paraná Pesquisas “político tradicional já era: a maioria dos eleitores quer candidato novo em 2018. Esta pesquisa também traz um fato curioso que 73% dos eleitores entrevistados garantem que não votarão em políticos mencionados na Operação Lava Jato, nas eleições de 2018”.
O pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL), hoje, se intitula um Liberal, mas votou quase sempre em pautas da esquerda radical do Partido dos Trabalhadores (PT) consciente de que a maioria destas votações contribuiriam para o fortalecimento e implementação do regime balivariano no Brasil, seguido pelos vermelhos, sem nenhum segredo.
O pré-candidato Jair Bolsonaro, por sua formação militar e seu estilo radical-extremista: eu chuto o pau da barraca, um chuto o balde do lixo;  em mato e de não ter papas na língua, incorporou os pré-requisitos que parte da população tanto gostaria de fazer, principalmente quando promete combater a corrupção de uma forma radical e anunciou que irá por atrás das grades corruptos que delapidaram o erário público, roeram e fizeram apodrecer as estruturas de sustentação da República Federativa do Brasil que vem sofrendo os piores ataques bombásticos de políticos corruptos e inescrupulosos nos últimos anos, dignos de prisão perpétua. 

Não se podem esquecer de episódios anteriores com as campanhas do então candidato Jânio da Silva Quadros, em 1960, cujo símbolo era a vassoura e prometia varrer todas as sujeiras do Brasil, com ênfase para a corrupção,  com “varre, varre vassourinha” e fora eleito com uma maioria esmagadora e após sete meses de mandato fora forçado a renunciar o cargo de presidente do Brasil, sob a alegação “da existência de forças ocultas”, que até hoje ninguém conseguiu descobrir que forças eram realmente estas, quando alguns críticos atribuem-se que estas forças seriam, na verdade, a excessos de teores etílicos ingerido pelo então presidente da vassoura,  e o resto todos nós sabemos.

Então presidente da República Jânio da Silva Quadros.
Renunciou o mandato de presidente alegando “as forças ocultas”

Depois, transcorrido 29, ocorreu um outro fato pitoresco com a eleição de Fernando Collor de Mello, em 1989, a primeira eleição direta após o Golpe Militar de 1964, com o slogan “O Caçador de Marajás” sendo eleito em uma eleição com dois turnos, ao vencer o candidato petista, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e após dois anos no mandato foi acusado por corrupção passiva, denúncia feita pelo seu próprio irmão, Pedro Color de Melo, quando a mídia utilizou os “caras pintadas” e sofreu a partir daí um Processo de Impeachment e deposto em dezembro de 1992 — sendo substituído por seu vice-presidente Itamar Franco para  complementar o mandato presidencial.

Então presidente da República Fernando Collor de Mello deposto em 1992.
ATUAL REALIDADE
Com a retirada do então pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva do cenário político, das eleições de 2018, Jair Bolsonaro (PSL) passou a assumir a liderança da competição, de acordo com pesquisas de intenções de votos e estimuladas,  numa raia isolada da direita radical, seguido timidamente por Marina Silva (Rede) e de Ciro Gomes (PDT), em raias opostas, de extrema-esquerdas moderadas. 
De acordo com dados revelados pela pesquisa CNT/MDA, realizada entre 9 a 12 de maio com 2002 eleitores, em 137 municípios, em 25 estados, com margens de erro de 2,2 pontos, para mais e para menos, no atual momento o Deputado Federal Jair Bolsonaro (PSL) lidera a corrida presidencial com 18,3% contra 11,2% de Marina Silva (Rede). Em outro cenário para o segundo turno, Marina Silva (Rede) aparece embolada em 2º lugar ao lado de Ciro Gomes (PDT).
O pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) não tem comparecido a alguns convites para participar de entrevistas, de acordo com revelações das redes sociais. 
Para quem quer ganhar eleição presidencial aqui vai um sugestão para o pré-candidato Jair Bolsonaro: em eleição, não pode desperdiçar estas importantes oportunidades em debater com eleitores, com a sociedade civil organizada e com seus concorrentes e, assim, divulgar suas propostas capazes de equacionar os problemas cruciais que afetam todos os níveis da pirâmide social da população do país, e, desta forma, consolidar a sua plataforma política e aumentar sua aceitação popular, com a barganha de mais seguidores e eleitores para se sair vitorioso nos dois turnos, nas eleições 2018, rumo ao Planalto e governar o Brasil nos próximos 4 anos. 
Caso contrário, é pisar nos tomates, por a viola no saco e passar a cartar no lago azul ou na lagoa amarela encantada para os sapos e as perecas escutarem.
Nenhum candidato não pode se dar ao luxo de se intitular “eu já ganhei” e todos conhecem muito bem casos decepcionantes de campanhas com “eu já ganhei” e ao abrir as urnas e contar os votos a decepção é de fazer compaixão. 
Eleição se assemelha muito ao jogo de futebol: somente se podem comemorar os resultados após o encerramento e a contagem do último voto e do apito final do juiz.
Tenham todos um excelente final de semana. 


Antônio de Almeida Sobrinho 








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