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Ministro dos Negócios Estrangeiros britânico não afasta novo ataque. Líder da oposição pede nova lei para autorização de ataques
Publicado Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, às 05:54 | Fonte Expresso 0
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LEON NEAL / AFP / GETTY IMAGES

 

Boris Johnson, ministro dos negócios estrangeiros do Reino Unido, foi ao programa de política de domingo da BBC defender a decisão tomada pelo governo de Theresa May em apoiar os Estados Unidos no ataque de sábado a armazéns militares do governo sírio. Isto porque algumas vozes da oposição britânica, incluindo a do líder da oposição, Jeremy Corbyn, se têm revelado muito críticas a esta intervenção, questionando até se os conservadores teriam tido base legal para a autorizarem já que não passou pelo parlamento. Essa fundamentação legal já foi apresentada pelo partido conservador e apoia-se, em traços gerais, no facto de que o uso de armas químicas é um crime de guerra e que o Reino Unido, já que o envio de ajuda humanitária está vedada, tem o direito de impedir o sofrimento humano.

No mesmo frente a frente na BBC, o ministro disse ainda que a possibilidade de novos ataques não está posta de parte, apesar de não haver planos imediatos. “Não há qualquer proposta em cima da mesa para mais ataques por enquanto porque, graças a Deus, o regime de Assad não foi tão parvo ao ponto de lançar outro ataque com armas químicas. Se ou quando isso acontecer, então claramente teríamos de voltar a avaliar as nossas opções em conjunto com os nossos aliados”, disse Boris Johnson. O ministro reforçou que o ataque não tinha como objectivo a queda do regime do Presidente sírio Bashar al-Assad mas sim parar “a aparente erosão do tabu que é a utilização de armas químicas”.

Do outro lado esteve Corbyn, que não baixou a guarda. Esta segunda-feira Theresa May vai dar aos deputados uma oportunidade para se pronunciarem sobre o ataque, mas Corbyn disse que o Parlamento poderia ter sido chamado de urgência para decidir o ataque ou então a decisão devia ter sido adiada para quando fosse possível reunir os deputados. Jeremy Corbyn, líder dos trabalhistas e por isso candidato a primeiro-ministro nas próximas eleições, é um conhecido pacifista e defendeu este domingo a necessidade de legislar “para que os governos possam ser responsabilizados por aquilo que fazem em nome do país sem consultar o parlamento”.

Corbyn criticou ainda “a política feita pelo Twitter”, uma alusão às publicações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes do início dos ataques no sábado de madrugada, mas não quis confirmar ao apresentador Andrew Marr se se negaria sempre autorizar o usa de força militar em qualquer situação, como sempre defendeu. Em vez disso, disse concordar com o envio de forças da ONU para “imporem um cessar-fogo” sempre que for essa a vontade dos membros da organização. Mas não tardou até que alguns conservadores viessem lembrar a Corbyn porque é que as coisas por vezes não avançam na ONU: Rússia, Estados Unidos e os seus poderes de veto.

 







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