Rondônia, - 03:15

 

Você está no caderno - Notícias da Amazônia
desmatamento na amazônia
Madeireiras “inventam” árvores para continuarem a desmatar a Amazônia
Segundo estudo, documentação que permite o manejo legal de florestas apresenta número de ipês maior do que a ciência julga possível
Publicado Sexta-Feira, 23 de Março de 2018, às 15:44 | Fonte Chicoterra.com 0

  
 
 

Segundo estudo, documentação que permite o manejo legal de florestas apresenta número de ipês maior do que a ciência julga possível

Ouro verde”. Era esse o apelido carinhoso dado ao mogno, árvore nativa da Amazônia, até o final do século. Com alto valor de mercado e aceitação internacional, houve uma corrida em meio à mata em busca da madeira a partir da década de 70. Pelo menos 5,7 milhões de metros cúbicos de mogno foram extraídos da Amazônia brasileira, com um valor de cerca de US$ 3,9 bilhões.

A festa durou pouco. Hoje, a espécie é encontrada somente nos cantos de mais difícil acesso da Amazônia: a exploração, o transporte e a comercialização do mogno estão suspensos no Brasil desde outubro de 2001. A quase extinção da árvore fez com que as motosserras ganhassem um novo alvo preferido, o ipê.

Olhando do alto, é fácil identificar um ipê amarelo em meio à floresta. Com floração exuberante, cuja coloração lhe atribui o nome, e distribuição natural de um exemplar a cada dez hectares, formam ilhas amarelas em meio ao mar verde da floresta. Seu preço, que chega a US$ 2,5 mil por metro cúbico depois de processado, faz com que valha a pena rasgar a floresta com estradas ilegais em busca da árvore.

A saída foi regulamentar o manejo florestal. Para iniciar a exploração de madeira na Amazônia brasileira, é preciso apresentar um inventário florestal com a estimativa de cálculo do volume aproveitável de madeira das árvores que irão receber autorização para corte.

Com base nessa estimativa, os órgãos competentes dos estados emitem créditos de movimentação de madeira para o transporte e comercialização do produto. O objetivo é definir quais árvores podem ser cortadas e quais devem permanecer em pé para preservar a floresta para o futuro e garantir um novo ciclo de corte daqui a 25 ou 30 anos.

Veja íntegra no site Galileu







Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

ADS NEWS 5

Veja também em Notícias da Amazônia


Senado debate sobre ações de autarquias federais na Amazônia
Presidida pelo senador Izalci Lucas (PSDB-DF), a audiência contou com a participação do superintendente da SUFRAMA, Alfredo Menezes, do titular da Sudam......


Assembleia Legislativa discute políticas públicas aos povos indígenas
Municipalização da saúde, demarcação e proteção dos territórios, reforço na educação, e fomento à produção agrícola em discussão....


Afinal, qual é o tamanho real da Amazônia?
A Amazônia se estica Afinal, qual é o tamanho real da Amazônia? Quem tem direito a pensar e opinar sobre ela, as formas uso, as regras.....


Mulheres Indígenas da Tradição ganham perfis em livro divulgado no Dia Internacional da Mulher
O livro, escrito pelas mulheres indígenas, é uma parceira do Centro de Cultura Luiz Freire, Cimi Regional Nordeste e Movimento de Mulheres Indígenas de PE...

 




 
 
 
 
EMRONDONIA.COM

Tereré News