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Coluna do SIMPI
O que as empresas podem fazer para captar recursos
Não é nenhum segredo que abrir e expandir um empreendimento no Brasil é sobrepujar uma sequência interminável de desafios.
Publicado Terça-Feira, 14 de Novembro de 2017, às 17:47 | Fonte Simpi - Leonardo Sobral 0
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Não é nenhum segredo que abrir e expandir um empreendimento no Brasil é sobrepujar uma sequência interminável de desafios. E, para poder fazer isso, é inevitável a necessidade buscar recursos financeiros para o negócio, seja ele de pequeno ou grande porte. Afinal, toda empresa precisa de dinheiro para manter as operações, o que, geralmente, é obtido dos bancos, através de linhas de créditos, empréstimos e financiamentos de insumos e equipamentos. Contudo, num contexto de prolongada crise econômica, esses recursos se tornaram raros e muito caros.

De acordo com o executivo de finanças Eduardo Silva, CEO da FSA Company, essas modalidades não são as únicas linhas de crédito disponíveis atualmente no mercado. “Uma das formas alternativas é o mercado de Real Estate: quando precisa de capital de giro, a empresa pode, por exemplo, vender seu imóvel operacional para um determinado fundo de investimento. Com isso, poderá receber um aporte financeiro relevante, capaz de oxigenar o negócio, mas, em contrapartida, passará a pagar uma taxa ou aluguel ao investidor para poder continuar a funcionar no mesmo local”, explica ele. “A vantagem é que essa despesa poderá ser reduzida da sua base de tributação”, complementa. Outra forma de captação bastante comum, segundo Silva, é através da antecipação de recebíveis por meio de Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC). “Esses fundos compram, com deságio, os créditos que uma empresa tem a receber, como cheques e aluguéis, possibilitando a antecipação desses recursos, de forma similar ao procedimento de desconto de duplicatas”, esclarece.

Por fim, o executivo também cita a possibilidade de se buscar um investidor para o próprio negócio. “Afirmo que é o melhor negócio, já que ele estará investindo dinheiro no empreendimento, e passará a correr risco junto com você. Ou seja, ele não está em busca de juros, mas, sim, em lucratividade”, conclui Silva.

 

Agendamento para adesão ao SIMPLES Nacional 2018

 

Desde o início deste mês (01/11) está aberto o agendamento para adesão ao SIMPLES Nacional em 2018 - regime especial de tributação simplificada que unifica 8 impostos municipais, estaduais e federais em uma guia de recolhimento, com vencimento mensal, que foi criado para desburocratizar o pagamento de impostos, reduzir a carga tributária e estimular o empresário de micro e pequeno porte. Esse agendamento vai até o dia 28 de dezembro deste ano, e pode ser feito através do Portal do SIMPLES Nacional na internet (http://www8.receita.fazenda.gov.br/SimplesNacional/). De acordo com o advogado Edmundo Medeiros, professor de Direito Tributário da Universidade Presbiteriana Mackenzie, a grande vantagem de realizar esse procedimento é poder identificar, com antecedência, eventuais pendências impeditivas de ingresso ao regime, de forma que o contribuinte possa regularizá-las antes do prazo final para o pedido de enquadramento, que se encerra no dia 31 de janeiro de 2018.

Segundo a Receita Federal do Brasil (RFB), o contribuinte irá receber automaticamente o registro no SIMPLES Nacional em 1º de janeiro de 2018, desde que esteja com toda a documentação em dia, não havendo nenhuma pendência fiscal. Caso contrário, ele poderá fazer sua regularização e realizar um novo agendamento até 28 de dezembro, para uma nova checagem. “Mesmo após esse prazo (28/12), a empresa ainda poderá solicitar a opção até 31 de janeiro de 2018”, explica Medeiros.

 

Vem aí o novo teto do SIMPLES para Rondônia

 

 

Representantes do Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi), da Federação da Micro e Pequena Empresa (FEEMPI), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomercio/RO), do Clube de Diretores Lojistas (CDL) e da Federação das Associações Comerciais (Facer), conjuntamente com parlamentares da Comissão de Finanças da ALE, deputado Cleiton Roque e Laerte Gomes e foram recebidos pelo secretário de Estado de Finanças Wagner Garcia de Freitas.

Segundo representantes do setor produtivo, na reunião foi feita a reivindicação do aumento do teto do Simples ao secretário de estado de Finanças e a sua equipe, e a posterior adequação às empresas que já estouraram o limite no Simples Estadual, e não podem ampliar seus investimentos.

O secretário de Finanças Wagner Garcia se comprometeu com os parlamentares e os representantes do empresariado em fazer um estudo de viabilidade e o encaminhamento dessa proposta ao governador Confúcio Moura. “É uma ação muito importante, pois as micro e pequenas empresas de Rondônia hoje são responsáveis por boa parte dos empregos diretos e indiretos que são oferecidos no estado.








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